Salve a Amazonia
6 de dezembro de 2016
publicado às 15h18
WWF e ICMBio se unem para levar energia solar ao sul do Amazonas

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No sábado, dia 3 de dezembro, um grupo de cerca de 40 pessoas se reuniu na Universidade Estadual do Amazonas, em Lábrea, para discutir como a energia solar fotovoltaica poderá incrementar a produção extrativista dos moradores de duas Reservas Extrativistas (Reex)  situadas no município:  Médio Purus e Ituxi.

Essa articulação, coordenada pelo WWF-Brasil por meio do Programa Clima e Energia, teve início  neste ano e, em outubro, aconteceu um primeiro seminário, em Brasília, para apresentação do projeto e coleta de subsídios. Agora, nesta atividade em Lábrea, com os moradores dessas duas unidades de conservação, foram apontadas as prioridades a serem supridas com energia elétrica de fonte solar fotovoltaica, bem como definido um calendário de articulações, capacitações e instalação de sistemas em duas comunidades – uma de cada Resex, o que deverá acontecer até julho de 2017.

Para ambas unidades de conservação  ficou evidente a necessidade de gelo, o que pode começar a ser suprida por uma máquina capaz de produzir 190 kg por semana. Segundo os extrativistas, isso contribuirá para a manutenção de frutas perecíveis, como o açaí e o cacau. Além disso, as comunidades lutam para ter mais tempo de eletricidade (atualmente só têm três  horas por dia por motor a diesel, mas não todos os dias) para aulas noturnas nas escolas, centros de informática e aumento de captação de água (por poço artesiano ou da chuva), com bombeamento e filtro. Há também o sonho de ter energia elétrica em todas as casas.

Segundo o gestor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Resex de Médio Purus, José Maria Ferreira de Oliveira, a energia limpa nas comunidades extrativistas trará tranquilidade, segurança, fartura e economia. “Isso vai gerar autonomia e impulsionar novas atividades produtivas além de melhorar e muito a qualidade de vida de cada morador”.

Para Benedito Clemente de Souza, morador da comunidade Jurucua na Resex Médio Purus, a energia será uma revolução na sua localidade . “Tomar água gelada nesse calor que vivemos, não tem valor para nós. Há  muitas outras coisas boas que sonhamos”, afirmou. (WWF-Brasil).

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