{"id":10002,"date":"2025-08-16T17:00:40","date_gmt":"2025-08-16T20:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=10002"},"modified":"2025-08-16T17:00:40","modified_gmt":"2025-08-16T20:00:40","slug":"brasil-perdeu-1117-milhoes-de-hectares-de-areas-naturais-em-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/brasil-perdeu-1117-milhoes-de-hectares-de-areas-naturais-em-40-anos\/","title":{"rendered":"Brasil perdeu 111,7 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais em 40 anos"},"content":{"rendered":"<p>\u00c1rea suprimida \u00e9 maior que a Bol\u00edvia e representa 13% do territ\u00f3rio nacional; lan\u00e7amento da nova cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais marca 10 anos da iniciativa<\/p>\n<div id=\"app\"><main class=\"post-content container\">Uma an\u00e1lise detalhada da cobertura e uso da terra no Brasil ao longo dos \u00faltimos 40 anos, de 1985 a 2024, revela um cen\u00e1rio de profundas transforma\u00e7\u00f5es, com impactos significativos nas \u00e1reas naturais e na expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria. Nesse per\u00edodo, o Brasil perdeu em m\u00e9dia 2,9 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais por ano, totalizando uma redu\u00e7\u00e3o de 111,7 milh\u00f5es de hectares entre 1985 e 2024. Essa \u00e1rea, que corresponde a 13% do territ\u00f3rio nacional, \u00e9 maior que a Bol\u00edvia. Nesse mesmo intervalo, o percentual de munic\u00edpios que t\u00eam a agropecu\u00e1ria como atividade que ocupa a maior parte de seu territ\u00f3rio subiu de 47% em 1985 para 59% em 2024.<\/p>\n<p>Esse processo, por\u00e9m, n\u00e3o se deu de maneira uniforme: \u00e9 o que mostra a mais recente Cole\u00e7\u00e3o 10 de mapas anuais de cobertura e uso da terra do MapBiomas. Lan\u00e7ada na quarta-feira (13\/8) em Bras\u00edlia, a nova cole\u00e7\u00e3o marca os 10 anos de atividades desta iniciativa colaborativa de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Com 30 classes mapeadas, a edi\u00e7\u00e3o deste ano inclui uma nova categoria,\u00a0 o mapeamento de usinas fotovoltaicas, que se expandiu pelo pa\u00eds entre 2015 e 2024, com 62% da \u00e1rea mapeada no pa\u00eds concentrada na Caatinga. Todos os dados j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente em <a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/<\/a><\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 1985 \u2013 ao longo de quase cinco s\u00e9culos com diferentes ciclos da expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola \u2013 o Brasil converteu 60% de toda \u00e1rea hoje ocupada pela agropecu\u00e1ria, minera\u00e7\u00e3o, cidades, infraestrutura e outras \u00e1reas antr\u00f3picas. J\u00e1 os 40% restantes dessa convers\u00e3o ocorreram em apenas quatro d\u00e9cadas, de 1985 a 2024\u201d,\u00a0 sintetiza Tasso Azevedo Coordenador Geral do MapBiomas.<\/p>\n<p>\u201cO auge dessa transforma\u00e7\u00e3o foi entre 1995 e 2004, quando o desmatamento atingiu os maiores picos. Mas entre 2005 e 2014, registrou-se a menor perda l\u00edquida de florestas desde 1985. Essa tend\u00eancia se inverteu nessa \u00faltima d\u00e9cada, que foi marcada por degrada\u00e7\u00e3o, impactos clim\u00e1ticos e avan\u00e7o agr\u00edcola\u201d, enfatiza Julia Shimbo, coordenadora cient\u00edfica do MapBiomas e pesquisadora do IPAM.<\/p>\n<p><strong>1985 a 1994 \u2013 D\u00e9cada da expans\u00e3o do desmatamento<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do MapBiomas, em 1985, o Brasil possu\u00eda 80% de seu territ\u00f3rio coberto por \u00e1reas naturais. Por\u00e9m, de l\u00e1 at\u00e9 1994 foi registrado um aumento de 36,5 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas antr\u00f3picas, impulsionado principalmente pela expans\u00e3o de pastagens. Foi nesse dec\u00eanio que 30% dos munic\u00edpios registraram seu maior crescimento de \u00e1rea urbanizada.<\/p>\n<p><strong>1995 a 2004 \u2013 D\u00e9cada da expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O total de floresta suprimida foi superado na d\u00e9cada seguinte, entre 1995 e 2004, quando a convers\u00e3o de floresta para agropecu\u00e1ria totalizou 44,8 milh\u00f5es de hectares no pa\u00eds. A expans\u00e3o da pastagem sobre vegeta\u00e7\u00e3o nativa atingiu seu pico neste per\u00edodo (com 35,6 milh\u00f5es de hectares).\u00a0 Na Amaz\u00f4nia, o aumento de \u00e1reas antr\u00f3picas foi de 21,1 milh\u00f5es de hectares, consolidando o chamado \u201carco do desmatamento\u201d com a maior convers\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa para pastagem no bioma.<\/p>\n<p><strong>2005 a 2014 \u2013 D\u00e9cada da redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e intensifica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Se em 1995, a cobertura de \u00e1reas naturais em todo o territ\u00f3rio brasileiro havia diminu\u00eddo para 76%, em 2005 esse percentual era de 72%.\u00a0 J\u00e1 a d\u00e9cada que se desenrolou entre 2005 at\u00e9 2014 destacou-se por apresentar o menor incremento de \u00e1rea antr\u00f3pica em 40 anos (+17,6 milh\u00f5es de hectares).<\/p>\n<p>A terceira d\u00e9cada da s\u00e9rie hist\u00f3rica, entre 2005 e 2014, foi marcada pela redu\u00e7\u00e3o da perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa para classes antr\u00f3picas. Neste per\u00edodo, a perda l\u00edquida de \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa ficou em 17,1 milh\u00f5es de hectares \u2013 o menor valor entre as quatro d\u00e9cadas. Desse total, 15,4 milh\u00f5es de hectares eram de floresta (que inclui as classes: Forma\u00e7\u00e3o Florestal, Forma\u00e7\u00e3o Sav\u00e2nica, Floresta Alag\u00e1vel,\u00a0 Mangue e Restinga Arb\u00f3rea).\u00a0 Foi nesta d\u00e9cada que ocorreu a menor convers\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o florestal em \u00e1reas antr\u00f3picas na Amaz\u00f4nia (7,7 milh\u00f5es de hectares). J\u00e1 no Cerrado, a regi\u00e3o do MATOPIBA concentrou 80% do desmatamento para agricultura no bioma.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m neste per\u00edodo ocorreu a maior expans\u00e3o de agricultura tempor\u00e1ria (12,5 milh\u00f5es de hectares) no pa\u00eds. Ao mesmo tempo, mais de 20,9 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa foram convertidos para pastagens.\u00a0 Por outro lado, esta foi a d\u00e9cada em que a \u00e1rea de pastagem parou de crescer no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cNesta d\u00e9cada, as novas \u00e1reas de pastagem sobre \u00e1reas naturais rec\u00e9m-desmatadas diminu\u00edram, ao mesmo tempo\u00a0 em que a convers\u00e3o de pastagens j\u00e1 estabelecidas para o uso agr\u00edcola ou para a regenera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais aumentou\u201d, acrescenta Laerte Ferreira, coordenador do mapeamento de pastagens no MapBiomas e coordenador do LAPIG na Universidade Federal de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>A silvicultura tamb\u00e9m registrou sua maior expans\u00e3o entre 2005 e 2014, com acr\u00e9scimo de 2,5 milh\u00f5es de hectares em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00e9cada anterior, mas com 71% da convers\u00e3o para silvicultura sobre \u00e1reas antr\u00f3picas, ao contr\u00e1rio da d\u00e9cada de 1985 e 1994, com 71% da convers\u00e3o para silvicultura sobre vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p><strong>2015 a 2024 \u2013 D\u00e9cada do aumento da degrada\u00e7\u00e3o e impactos clim\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n<p>Na d\u00e9cada entre 2015 e 2024, a minera\u00e7\u00e3o expandiu-se significativamente, com 58% de sua \u00e1rea atual surgindo nesse per\u00edodo, concentrada principalmente na Amaz\u00f4nia (66%). Foi tamb\u00e9m nesses dez anos que o Pampa registrou a maior taxa de supress\u00e3o de campos (-1,3 milh\u00f5es de hectares), de tal modo que as \u00e1reas agr\u00edcolas passaram a superar as \u00e1reas com campos nativos usados para pecu\u00e1ria. Em 2024, as \u00e1reas com uso agr\u00edcola totalizavam 7,9 milh\u00f5es de hectares, enquanto que as \u00e1reas campestres ocupavam 5,8 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>Nesse mesmo dec\u00eanio, houve uma desacelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o agr\u00edcola em todos os biomas, principalmente no Cerrado e na Mata Atl\u00e2ntica, onde a expans\u00e3o foi 2,7 milh\u00f5es de hectares e 3 milh\u00f5es de hectares menor que na d\u00e9cada anterior, respectivamente. Por\u00e9m, foi quando surgiu uma nova fronteira de desmatamento na Amaz\u00f4nia, nos estados do Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia\u2013 a Amacro.<\/p>\n<p>Os ciclos de inunda\u00e7\u00e3o no Pantanal tem reduzido a cada d\u00e9cada, culminando em 2024 como o ano mais seco dos \u00faltimos 40 anos. A Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m enfrentou secas severas nesta d\u00e9cada, com 8 dos 10 anos de menor superf\u00edcie de \u00e1gua da s\u00e9rie hist\u00f3rica registrados na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>\u201cAinda nesta d\u00e9cada, o desmatamento em vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria superou o de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria na Mata Atl\u00e2ntica e no Pampa. Por outro lado, \u00e9 preocupante o fato de que justamente nesses dois biomas, que s\u00e3o os mais antropizados, as perdas de\u00a0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa n\u00e3o florestal tenham sido as mais altas nessa \u00faltima d\u00e9cada\u201d, comenta Eduardo V\u00e9lez, da equipe do Pampa.<\/p>\n<p>O Brasil chega a 2024 com 65% de seu territ\u00f3rio coberto por vegeta\u00e7\u00e3o nativa e 32% por agropecu\u00e1ria.\u00a0 A vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria responde por 6,1% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Brasil em m\u00e9dia na \u00faltima d\u00e9cada, ou 34,5 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p><strong>Os n\u00fameros da transi\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es naturais para agropecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Entre 1985 e 2024 a Forma\u00e7\u00e3o Florestal foi o tipo de cobertura nativa que mais perdeu \u00e1rea: uma redu\u00e7\u00e3o de 62,8 milh\u00f5es de hectares (-15%), extens\u00e3o ligeiramente maior que o territ\u00f3rio da Ucr\u00e2nia. Em segundo lugar vem a Forma\u00e7\u00e3o Sav\u00e2nica, que perdeu 37,4 milh\u00f5es de hectares (-25%) \u2013 \u00e1rea maior que a Alemanha.<\/p>\n<p>Paralelamente, pastagem e agricultura foram os usos da terra que mais se expandiram. A \u00e1rea ocupada com pastagem cresceu 62,7 milh\u00f5es de hectares (+68%) e a agricultura, 44 milh\u00f5es de hectares (+236%). Em 1985, 420 munic\u00edpios tinham predom\u00ednio de agricultura; em 2024, esse n\u00famero saltou para 1037. Embora em maior n\u00famero, os munic\u00edpios com predom\u00ednio de pastagem n\u00e3o se expandiram na mesma velocidade, passando de 1592 em 1985 para 1809 em 2024. Proporcionalmente ao tamanho de seus territ\u00f3rios, os estados com maior \u00e1rea de agricultura s\u00e3o Paran\u00e1 (34%), S\u00e3o Paulo (33%) e Rio Grande do Sul (30%). A silvicultura tamb\u00e9m teve um crescimento expressivo de 7,4 milh\u00f5es de hectares (+472%). \u00a0Em 2024,\u00a0 mais da metade da \u00e1rea de silvicultura do pa\u00eds est\u00e1 no bioma Mata Atl\u00e2ntica (50,6%), seguida do Cerrado (37%) e do Pampa (8%).<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 1985 a 2004 foi marcado por taxas de ganho de \u00e1rea de pastagem superando a \u00e1rea de perda, enquanto os per\u00edodos seguintes apresentaram uma estabilidade na \u00e1rea total de pastagem. Observa-se uma maior perda de \u00e1reas de pastagem em tr\u00eas dos cinco biomas mapeados (Caatinga, Mata Atl\u00e2ntica e Cerrado), com a Amaz\u00f4nia liderando o ganho de novas \u00e1reas de pastagem, seguida sutilmente pelo Pantanal.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, 67,5% do ganho de \u00e1rea de pastagem por d\u00e9cada ocorreu sobre \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o florestal e sav\u00e2nica. Por outro lado, 25% das \u00e1reas que deixaram de ser pastagem voltaram a ser florestas ou savanas.<\/p>\n<p><strong>Um Brasil mais seco<\/strong><\/p>\n<p>O MapBiomas mapeia diversas categorias de \u00e1reas \u00famidas nos biomas: Floresta Alag\u00e1vel, Campo Alagado, \u00c1rea Pantanosa, Apicum e Mangue. Juntas, elas ocupavam 84 milh\u00f5es de hectares, ou quase 10% do territ\u00f3rio nacional em 1985; em 2024, eram 74 milh\u00f5es de hectares (8,8% do Brasil).\u00a0 Todos os biomas perderam superf\u00edcie de \u00e1gua nos \u00faltimos 40 anos, com exce\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, por conta da cria\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios e hidrel\u00e9tricas que expandiram a superf\u00edcie de \u00e1gua principalmente a partir dos anos 2000. As redu\u00e7\u00f5es mais dr\u00e1sticas foram observadas no Pantanal, que em 2024 apresentou uma superf\u00edcie de \u00e1gua 73% abaixo da m\u00e9dia registrada entre 1985 e 2024.<\/p>\n<p><strong>A din\u00e2mica dos biomas<\/strong><\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia perdeu 52,1 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais nos 40 anos entre 1985 e 2024 (-13%), tr\u00eas em cada cinco hectares de agricultura surgiram nos \u00faltimos 20 anos. O maior aumento de \u00e1rea antr\u00f3pica nesse bioma se deu entre 1995 e 2004 (+21,1 milh\u00f5es de hectares), superando o total desmatado at\u00e9 1985 (13 milh\u00f5es de hectares). Fen\u00f4meno semelhante foi observado no Pantanal, onde a expans\u00e3o de \u00e1reas antr\u00f3picas entre 1985 e 1994 (540 mil hectares) foi similar ao total convertido at\u00e9 1985 (570 mil hectares).\u00a0 Todos os estados com maior propor\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa ficam na Amaz\u00f4nia: Amap\u00e1 (96%), Amazonas (95%) e Roraima (94%).<\/p>\n<p>No Pantanal, entre 1985 e 2024 houve perda de 1,7 milh\u00e3o de hectares (-12%) de \u00e1reas naturais (vegeta\u00e7\u00e3o nativa e corpos d\u2019\u00e1gua convertidas para uso antr\u00f3pico). A superf\u00edcie de \u00e1gua se estendia por 24% do bioma em 1985, e em 2024 a \u00e1gua cobriu apenas 3%, do bioma, resultado de uma seca extrema, parte do processo de diminui\u00e7\u00e3o das cheias e aumento dos per\u00edodos de seca no bioma.<\/p>\n<p>No Cerrado, 40,5 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa foram suprimidos entre 1985 e 2024 (-28%). Na Caatinga, essa redu\u00e7\u00e3o foi de 9,2 milh\u00f5es de hectares (-15%). Na Mata Atl\u00e2ntica, foram 4,4 milh\u00f5es de hectares (-11%). Todos os estados com menor propor\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o natural ficam total ou parcialmente na Mata Atl\u00e2ntica: S\u00e3o Paulo (22%), Alagoas (22%) e Sergipe (23%). Na Caatinga, no Cerrado e na Mata Atl\u00e2ntica, a maior parte da expans\u00e3o antr\u00f3pica ocorreu antes de 1985.<\/p>\n<p>\u201cA cobertura florestal da Mata Atl\u00e2ntica est\u00e1 praticamente est\u00e1vel nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas enquanto observamos o aumento das florestas secund\u00e1rias em regenera\u00e7\u00e3o ainda persiste o desmatamento das florestas maduras, mais ricas em biodiversidade e em estoque de carbono\u201d, afirma Marcos Rosa, coordenador t\u00e9cnico do MapBiomas.<\/p>\n<p>O Pampa foi o bioma com a maior perda proporcional de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos \u00faltimos 40 anos (-30%, que equivale a 3,8 milh\u00f5es de hectares). Essas perdas se intensificaram na \u00faltima d\u00e9cada\u00a0 (2015 a 2024), quando foram suprimidos 1,3 milh\u00e3o de hectares de forma\u00e7\u00f5es campestres.<\/p>\n<p><strong>Um ter\u00e7o das usinas fotovoltaicas do Brasil fica em Minas Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Com a Cole\u00e7\u00e3o 10 de mapas de cobertura e uso da terra no Brasil, o MapBiomas passa a identificar tamb\u00e9m a \u00e1rea ocupada por usinas fotovoltaicas no pa\u00eds.\u00a0 Os dados mostram que o crescimento se deu a partir de 2016, com 822 hectares de \u00e1rea ocupados por instala\u00e7\u00f5es\u00a0 de m\u00e9dio a grande porte destinadas \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica por convers\u00e3o direta da luz solar, com foco na comercializa\u00e7\u00e3o da energia. Em 2024, essa \u00e1rea j\u00e1 era de 35,3 mil hectares. Quase dois ter\u00e7os (62%, ou 21,8 mil hectares) est\u00e3o na Caatinga; cerca de um ter\u00e7o (32%, ou 11,2 mil hectares) fica no Cerrado; e 6% (2,1 mil hectares) est\u00e1 na Mata Atl\u00e2ntica. Juntos, Minas Gerais, Bahia, Piau\u00ed e Rio Grande do Norte possuem 74% da \u00e1rea mapeada com usinas fotovoltaicas em 2024: 25,9 mil hectares. Desse total, 13,1 mil hectares, ou 37% de toda a \u00e1rea ocupada por usinas fotovoltaicas no Brasil, est\u00e3o em Minas Gerais.\u00a0 Quase metade (44,5%, ou 15,7 mil hectares) da \u00e1rea convertida para usinas fotovoltaicas era forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas e 36,6% (12,9 mil hectares) da \u00e1rea convertida para usinas fotovoltaicas era pastagens.<\/p>\n<p><\/main><\/div>\n<footer class=\"main-footer\">\n<div class=\"main-footer__widgets container\">\n<div class=\"main-footer__widget\">\n<div class=\"wp-block-columns has-primary-pure-background-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-da0afe40 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-high-pure-color has-text-color has-link-color has-secondary-font-family has-custom-font wp-elements-f3d73690b45ddd46475b19a348d51b6e\">Fonte: Observat\u00f3rio do Clima<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns are-vertically-aligned-center is-not-stacked-on-mobile social-media is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full has-lightbox\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/observatoriodoclima\/\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-23592\" src=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/instagram-Icon.svg\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full has-lightbox\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCvBfYnUVnyR9246utV4sWxg\/feed\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-23594\" src=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/youtube-Icon.svg\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full has-lightbox\"><a href=\"https:\/\/bsky.app\/profile\/obsclima.bsky.social\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-25716\" src=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ri_bluesky-fill.svg\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full has-lightbox\"><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/observatoriodoclima\/\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-23590\" src=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/linkedin-icon.svg\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"has-secondary-light-color has-text-color has-link-color has-secondary-font-family has-custom-font wp-elements-5223c63bdb3ee20f2a96e05a3c16ae74\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/footer>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1rea suprimida \u00e9 maior que a Bol\u00edvia e representa 13% do territ\u00f3rio nacional; lan\u00e7amento da nova cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais marca 10 anos da iniciativa Uma an\u00e1lise detalhada da cobertura e uso da terra no Brasil ao longo dos \u00faltimos 40 anos, de 1985 a&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10003,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26,27,28,19,35,32,33,2],"tags":[1849],"class_list":["post-10002","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acre","category-amapa","category-amazonas","category-area-2","category-meio-ambiente","category-rondonia","category-roraima","category-slideshow","tag-expansao-agropecuaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10002"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10002\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10004,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10002\/revisions\/10004"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10003"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}