{"id":10210,"date":"2025-11-19T22:12:29","date_gmt":"2025-11-20T01:12:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=10210"},"modified":"2025-11-23T15:17:22","modified_gmt":"2025-11-23T18:17:22","slug":"inovacao-e-solucoes-climaticas-feitas-por-mulheres-sao-destaque-na-cop30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/inovacao-e-solucoes-climaticas-feitas-por-mulheres-sao-destaque-na-cop30\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas feitas por mulheres s\u00e3o destaque na COP30"},"content":{"rendered":"<p class=\"documentDescription\">Enviadas especiais da COP30 realizaram viagens por todos os biomas brasileiros para conhecer as realidades das mulheres. Nas negocia\u00e7\u00f5es, um novo Plano de G\u00eanero \u00e9 debatido pelas partes<\/p>\n<div class=\"document-byline\">\n<div id=\"page-document\" class=\"ui container view-wrapper newsitem-view\">\n<p>O tema g\u00eanero esteve no centro do debate da COP30 nesta quarta-feira, 19\/11. A sess\u00e3o \u201cMulheres: Vozes que Guiam o Futuro\u201d integrou a programa\u00e7\u00e3o das salas da Agenda de A\u00e7\u00e3o e teve como objetivo mostrar como as mulheres contribuem e atuam pela a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, foi exibido um v\u00eddeo como resultado do projeto \u201cVozes dos Biomas\u201d, realizado em conjunto pelas enviadas especiais da COP30 para Mulheres, Janja Lula da Silva; para Direitos Humanos e Transi\u00e7\u00e3o Justa, Denise Dora; e para Igualdade Racial, Jurema Werneck. Durante o ano, elas visitaram os cinco biomas brasileiros para conhecer solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis desenvolvidas por mulheres.<\/p>\n<p>\u201cEm cada lugar encontrei dezenas de mulheres que vivem na linha de frente da mudan\u00e7a do clima. Agricultoras familiares, quilombolas, ind\u00edgenas, ribeirinhas, pesquisadoras, lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, gestoras p\u00fablicas e empreendedoras mulheres que mesmo convivendo com perdas, com escassez, viol\u00eancias e desigualdades seguem criando solu\u00e7\u00f5es para proteger a vida, garantir direitos e manter vivas as condi\u00e7\u00f5es que sustentam suas comunidades\u201d, contou Janja.<\/p>\n<p>Jurema Werneck, que tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e9dica e diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, destacou o pedido de urg\u00eancia de a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica percebido nos territ\u00f3rios. \u201cAs mulheres, em diferentes territ\u00f3rios, est\u00e3o dizendo que a crise precisa ser entendida como emerg\u00eancia. E a resposta tem que ser imbu\u00edda deste sentimento emergencial de salvar todas as vidas, salvar todos os biomas, salvar a exist\u00eancia e as culturas que proliferam por ali. A gente viu fogo na terra \u00famida, a gente viu a seca na terra alagada, a gente viu a fome onde antes tinha profus\u00e3o. Mas, a gente viu a insist\u00eancia das mulheres em refazerem a vida\u201d, disse.<\/p>\n<h3 class=\"block-heading\">Viv\u00eancia<\/h3>\n<p>Advogada de direitos humanos e ativista feminista, Denise Dora \u00e9 ga\u00facha e relembrou como as enchentes do Rio Grande do Sul mostraram a import\u00e2ncia de trazer as experi\u00eancias locais para dentro do debate da COP30.<\/p>\n<p>\u201cPassei o ano passado pela experi\u00eancia de ter um estado inundado, com um n\u00famero enorme de pessoas que perderam suas casas, suas mem\u00f3rias, suas cartas, seus livros. Especialmente, acompanhei a experi\u00eancia de mulheres nesse processo de reconstru\u00e7\u00e3o que foi muito duro. A experi\u00eancia de ir para abrigos, por exemplo, e acabar encontrando a viol\u00eancia sexual, a discrimina\u00e7\u00e3o no acesso a alimentos\u201d, relembrou a enviada especial de Direitos Humanos e Transi\u00e7\u00e3o Justa.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, evidentemente, ouvir como as mulheres, nos diversos biomas brasileiros, estavam vivendo essas crises, essas emerg\u00eancias, como que elas resistiam a isso e como elas buscavam solu\u00e7\u00f5es para enfrent\u00e1-las era a coisa, na nossa opini\u00e3o, mais importante que a gente poderia trazer como mensagem para a COP30\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, Marina Silva, ressaltou a cultura ancestral das mulheres de cooperarem para enfrentar situa\u00e7\u00f5es adversas. \u201cAs mulheres sabem compartilhar a teoria das coisas. As mulheres conseguem compartilhar a realiza\u00e7\u00e3o. E as mulheres gostam de compartilhar o reconhecimento. Existe uma forma cartesiana de que \u00e9 tudo para o l\u00edder. Mas, o mundo precisa saber compartilhar. E \u00e9 isso que n\u00f3s estamos fazendo aqui para que a gente tenha um mundo pr\u00f3spero, diverso e sustent\u00e1vel\u201d, afirmou.<\/p>\n<h3 class=\"block-heading\">Plano de A\u00e7\u00e3o de G\u00eanero<\/h3>\n<p>Durante o encontro, tamb\u00e9m foi discutido o Plano de A\u00e7\u00e3o de G\u00eanero, que est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o durante a COP30. O documento atualiza o Programa de Trabalho Aprimorado de Lima sobre G\u00eanero, aprovado em 2014, na COP20.<\/p>\n<p>A embaixadora Vanessa Dolce, Alta Representante para G\u00eanero do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, detalhou como est\u00e1 ocorrendo o debate sobre o Plano na mesa negociadora.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7amos ontem \u00e0 noite as consultas ministeriais. A presid\u00eancia brasileira da COP designou dois pa\u00edses para discutir G\u00eanero: a Su\u00e9cia e o Chile, cujas ministras est\u00e3o capitaneando conversas com chefes de delega\u00e7\u00e3o e grupos negociadores\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos a pretens\u00e3o pol\u00edtica e negociadora de que g\u00eanero n\u00e3o fique isolado numa sala de negocia\u00e7\u00e3o. Enquanto o g\u00eanero ficar reduzido e isolado numa sala espec\u00edfica de negocia\u00e7\u00e3o a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica n\u00e3o vai ser eficaz\u201d, acrescentou a embaixadora.<\/p>\n<p>A tamb\u00e9m embaixadora do M\u00e9xico, Patr\u00edcia Espinosa, enviada especial da COP30 para a Am\u00e9rica Latina e Caribe, relembrou que progressos para os assuntos de g\u00eanero no debate internacional est\u00e3o sendo conquistados, apesar do ritmo lento.<\/p>\n<p>\u201cO Fundo de Adapta\u00e7\u00e3o, por exemplo, criou um mecanismo para apoiar projetos muito pequenos, mas comunit\u00e1rios. E esses projetos s\u00e3o, muitas vezes, liderados por mulheres. Ent\u00e3o, acho que estamos avan\u00e7ando, mas a luta precisa continuar no n\u00edvel das negocia\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m no n\u00edvel nacional\u201d, celebrou.<\/p>\n<p>A primeira-dama, Janja Lula, ent\u00e3o, resumiu: \u201cA quest\u00e3o de g\u00eanero n\u00e3o pode mais ser um anexo das decis\u00f5es aqui na COP. Que esse seja um momento que nos mova, um momento que desperta esperan\u00e7a, mas tamb\u00e9m responsabilidade, porque cada passo que damos na a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u00e9 um passo para que as mulheres vivam com mais dignidade. Cada avan\u00e7o da igualdade de g\u00eanero nos aproxima do mundo capaz de superar a crise clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>Participaram do evento tamb\u00e9m Cecile Ndjebet, ativista ambiental de Camar\u00f5es; Luciana Leite, cofundadora da Chalana Esperan\u00e7a; e Elida Nascimento Monteiro, do quilombo de Itaco\u00e3 (Bel\u00e9m), l\u00edder da organiza\u00e7\u00e3o quilombola Malungu.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ui container tags\">Fonte: Site COP 30 &#8211; Por <em>Mayara Souto<\/em><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enviadas especiais da COP30 realizaram viagens por todos os biomas brasileiros para conhecer as realidades das mulheres. Nas negocia\u00e7\u00f5es, um novo Plano de G\u00eanero \u00e9 debatido pelas partes O tema g\u00eanero esteve no centro do debate da COP30 nesta quarta-feira, 19\/11. 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