{"id":10357,"date":"2026-01-04T14:29:25","date_gmt":"2026-01-04T17:29:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=10357"},"modified":"2026-01-04T14:29:25","modified_gmt":"2026-01-04T17:29:25","slug":"politicas-de-restauracao-da-vegetacao-nativa-no-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/politicas-de-restauracao-da-vegetacao-nativa-no-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"Pol\u00edticas de restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p>O encontro reuniu representantes ind\u00edgenas, quilombolas e de assentamentos de reforma agr\u00e1ria para discutir a\u00e7\u00f5es e o protagonismo das comunidades em projetos ambientais do estado<\/p>\n<p>O WWF-Brasil realizou, nos dias 26 e 27 de novembro, o evento \u201cA restaura\u00e7\u00e3o que queremos \u2013 Encontro para Comunidades do Mato Grosso do Sul\u201d. O evento reuniu representantes de seis das oito\u00a0etnias ind\u00edgenas (Guarani, Kaiow\u00e1, Terena, Kadiw\u00e9u, Guat\u00f3 e Ofay\u00e9) do MS de 15 territ\u00f3rios, oito quilombos, seis assentamentos da reforma agr\u00e1ria e duas comunidades ribeirinhas com o objetivo de trocar, discutir e indicar a\u00e7\u00f5es e oportunidades para dar escala \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no estado do MS, incluindo os saberes tradicionais locais. Por meio de din\u00e2micas participativas, foram coletadas informa\u00e7\u00f5es valiosas que ir\u00e3o prover subs\u00eddios para elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas estaduais associadas ao Plano Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa (Planaveg) e ao Plano Ind\u00edgena de Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas (PIRE).<\/p>\n<p>A iniciativa faz parte de um esfor\u00e7o iniciado em 2022 para fortalecer a governan\u00e7a participativa e inclusiva da cadeia de restaura\u00e7\u00e3o no MS, composta por governos, empresas, comunidades, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e universidades. O Mato Grosso do Sul vive uma janela de oportunidade para construir pol\u00edticas de restaura\u00e7\u00e3o, integrando o conhecimento cient\u00edfico e o tradicional, com potencial para inspirar caminhos para o Brasil.<\/p>\n<p>\u201cO Planaveg \u00e9 a principal pol\u00edtica p\u00fablica voltada \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, uma resposta concreta \u00e0s crises do clima e da natureza. O WWF-Brasil desenvolve a\u00e7\u00f5es alinhadas aos objetivos estruturantes do plano, atuando em territ\u00f3rios priorit\u00e1rios e sempre buscando incluir as comunidades, as mulheres e os conhecimentos locais em todas as etapas de um projeto, da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es&#8221;, explica Veronica Maiolli, Especialista de Conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil. \u201cA articula\u00e7\u00e3o multissetorial que promovemos fortalece a estrat\u00e9gia nacional e subnacional de restaura\u00e7\u00e3o, conectando pol\u00edticas p\u00fablicas, sociedade civil e setores econ\u00f4micos\u201d, complementa.<\/p>\n<h3 class=\"title\">Comunidades no centro da constru\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Consultas \u00e0s comunidades e sua inclus\u00e3o na tomada de decis\u00e3o s\u00e3o essenciais em qualquer a\u00e7\u00e3o que envolva interven\u00e7\u00f5es nos territ\u00f3rios. Com elas, o WWF-Brasil busca compreender as pr\u00e1ticas, expectativas e prioridades locais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNesse encontro, diferentes povos e saberes foram reunidos em rodas de conversa sobre restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, incluindo a restaura\u00e7\u00e3o produtiva com pomares e quintais, produtos da sociobiodiversidade, al\u00e9m dos desafios, oportunidades e um plano de a\u00e7\u00e3o para ampliar os plantios em comunidades tradicionais e rurais do estado. Permitindo que suas vozes e desejos sejam ouvidos possibilitando assim, a integra\u00e7\u00e3o e empoderamento das comunidades\u201d acrescenta a especialista.<\/p>\n<p>Para os representantes das comunidades tradicionais, din\u00e2micas como a do encontro deveriam ser utilizadas nas consultas para identificar a real necessidade de apoio de cada comunidade. Para Verg\u00ednia Justiniano Paz, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comunidade Ribeirinha APA Ba\u00eda Negra, o encontro foi importante para que as comunidades conhecessem experi\u00eancias que podem ser replicadas ou servir de inspira\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 o primeiro encontro que participo com v\u00e1rias comunidades , como quilombolas, ind\u00edgenas, ribeirinhos e outras comunidades. Eu acredito que ser\u00e1 o primeiro de muitos outros\u201d. Segundo ela, o aprendizado do encontro ser\u00e1 replicado no territ\u00f3rio. \u201cEstou levando para a nossa comunidade conhecimento e a experi\u00eancia de tudo isso que eu vivi hoje\u201d.<\/p>\n<p>Neiriel Pires Almeida, da Terra Ind\u00edgena Cachoeirinha, afirma que as terras ind\u00edgenas hoje no Brasil t\u00eam desenvolvido um papel importante na cadeia da restaura\u00e7\u00e3o. Ele refor\u00e7a que essas consultas e o di\u00e1logo constante fazem com que as a\u00e7\u00f5es tenham sucesso nesses territ\u00f3rios e at\u00e9 fora deles. \u201cEsse mecanismo permite entender as especificidades e a diversidade de determinada terra ind\u00edgena e faz com que os processos se fortale\u00e7am ao longo da caminhada da cadeia da restaura\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para Veronica, a pr\u00e1tica do WWF-Brasil de realizar eventos inclusivos com diferentes agentes e setores envolvidos na cadeia da restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma correta de contemplar todas as vozes.\u00a0 \u201cA cadeia de restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por muitas m\u00e3os, e essas m\u00e3os precisam estar presentes em todas as etapas. As comunidades \u2014 principalmente as tradicionais, ind\u00edgenas, rurais e de assentamento \u2014 precisam ser inclu\u00eddas em todo o ciclo de um projeto, n\u00e3o apenas na implementa\u00e7\u00e3o, na coleta de sementes ou no trabalho com viveiros\u201d.<\/p>\n<p>A especialista refor\u00e7a que \u00e9 importante que elas tenham voz em todas as fases, incluindo o planejamento e a defini\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 feito e onde. \u201cEssa tomada de decis\u00e3o precisa incluir as comunidades, e um evento como esse permite que elas sejam ouvidas, que troquem informa\u00e7\u00f5es entre si, entre comunidades e entre etnias, promovendo diversidade, inclus\u00e3o e uma troca verdadeira \u2014 n\u00e3o s\u00f3 de experi\u00eancias, mas de conhecimento\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"title\">Governan\u00e7a e colabora\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o do plano estadual<\/h3>\n<p>O encontro deu continuidade a uma s\u00e9rie de oficinas realizadas desde 2022, sendo a \u00faltima em junho de 2025, que resultou em um diagn\u00f3stico t\u00e9cnico e socioecon\u00f4mico sobre onde e como restaurar \u00e1reas no estado, feito em parceria com a Semadesc. A proposta \u00e9 que tanto o\u00a0 diagn\u00f3stico quanto os resultados do encontro sirvam de base para a elabora\u00e7\u00e3o do plano estadual de restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do MS, representando uma articula\u00e7\u00e3o multissetorial e servindo de subs\u00eddio para o Plano Ind\u00edgena de Restaura\u00e7\u00e3o de Ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Fonte: WWF Brasil &#8211; <em><strong>Por Roberta Rodrigues<\/strong><\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O encontro reuniu representantes ind\u00edgenas, quilombolas e de assentamentos de reforma agr\u00e1ria para discutir a\u00e7\u00f5es e o protagonismo das comunidades em projetos ambientais do estado O WWF-Brasil realizou, nos dias 26 e 27 de novembro, o evento \u201cA restaura\u00e7\u00e3o que queremos \u2013 Encontro para Comunidades&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10358,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19,37,1614,35,2],"tags":[2054],"class_list":["post-10357","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-area-2","category-brasil","category-indigenas","category-meio-ambiente","category-slideshow","tag-saberes-locais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10357"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10357\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10359,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10357\/revisions\/10359"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}