{"id":1811,"date":"2015-11-12T13:12:42","date_gmt":"2015-11-12T16:12:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=1811"},"modified":"2015-11-12T13:12:42","modified_gmt":"2015-11-12T16:12:42","slug":"expedicao-registra-ameacas-do-garimpo-ilegal-no-rio-uraricaa-rr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/expedicao-registra-ameacas-do-garimpo-ilegal-no-rio-uraricaa-rr\/","title":{"rendered":"Expedi\u00e7\u00e3o registra amea\u00e7as do garimpo ilegal no Rio Urarica\u00e1 (RR)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Expedi\u00e7\u00e3o-registra-amea\u00e7as-do-garimpo-ilegal-no-Rio-Urarica\u00e1-RR.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1812\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Expedi\u00e7\u00e3o-registra-amea\u00e7as-do-garimpo-ilegal-no-Rio-Urarica\u00e1-RR.jpg\" alt=\"Expedi\u00e7\u00e3o registra amea\u00e7as do garimpo ilegal no Rio Urarica\u00e1 (RR)\" width=\"900\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Expedi\u00e7\u00e3o-registra-amea\u00e7as-do-garimpo-ilegal-no-Rio-Urarica\u00e1-RR.jpg 900w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Expedi\u00e7\u00e3o-registra-amea\u00e7as-do-garimpo-ilegal-no-Rio-Urarica\u00e1-RR-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Expedi\u00e7\u00e3o-registra-amea\u00e7as-do-garimpo-ilegal-no-Rio-Urarica\u00e1-RR-700x465.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Expedi\u00e7\u00e3o-registra-amea\u00e7as-do-garimpo-ilegal-no-Rio-Urarica\u00e1-RR-220x146.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a>Uma expedi\u00e7\u00e3o registrou as amea\u00e7as do garimpo ilegal ao meio ambiente e \u00e0s comunidades Yanomami do Rio Urarica\u00e1, no noroeste de Roraima. A \u201cExpedi\u00e7\u00e3o Marac\u00e1-Urarica\u00e1\u201d percorreu cerca de 150 quil\u00f4metros pelos rios Uraricuera e Urarica\u00e1, em uma regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso localizada entre a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (Esec) de Marac\u00e1 e a Terra Ind\u00edgena (TI) Yanomami.<\/p>\n<p>A iniciativa encerra a s\u00e9rie de expedi\u00e7\u00f5es pelo limite leste da TI Yanomami, iniciada em 2012 e que viajou mais de 500 quil\u00f4metros pela linha demarcat\u00f3ria da \u00e1rea com o objetivo de produzir um diagn\u00f3stico das press\u00f5es e amea\u00e7as \u00e0 TI e construir um plano de vigil\u00e2ncia permanente.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o foi uma parceria entre ISA, a Associa\u00e7\u00e3o Hutukara e o Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Chico Mendes (ICMBio), que gerencia a Esec. Contou ainda com o apoio da Frente de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambiental Yanomami e Ye\u2019kwana, Companhia Independente de Policiamento Ambiental (CIPA) e Pol\u00edcia Civil de Roraima.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o 2015 teve como ponto de partida a sede da Esec de Marac\u00e1, localizada na ilha de mesmo nome \u2013 a terceira maior ilha fluvial do mundo \u2013 e como ponto final a primeira comunidade Xiriana, um subgrupo Yanomami, situada a poucos metros da linha demarcat\u00f3ria entre a Terra Ind\u00edgena e a Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o. Diferentemente das viagens anteriores, que inclu\u00edra caminhadas na floresta, o trabalho neste ano foi feito todo por via fluvial, percorrendo o chamado \u201cfuro Santa Rosa\u201d, no Rio Uraricuera, e depois o Rio Urarica\u00e1, afluente que nasce no interior da TI Yanomami.<\/p>\n<p>O Uraricuera \u00e9 um rio de grande beleza devido \u00e0 ocorr\u00eancia de diversas corredeiras e pedrais, onde al\u00e9m das formas naturais podem-se observar registros arqueol\u00f3gicos e um marco da passagem do marechal C\u00e2ndido Rondon pela regi\u00e3o, na d\u00e9cada de 1920. As corredeiras tornam a navega\u00e7\u00e3o extremamente arriscada e dif\u00edcil. Somente os barqueiros mais experientes conseguem transp\u00f4-las sem maiores problemas.<\/p>\n<p>Apesar da dificuldade de acesso, o rio tornou-se, nos \u00faltimos anos, uma das rotas preferidas do garimpo ilegal em Roraima, que ocorre, sobretudo, nos barrancos de pequenos igarap\u00e9s tribut\u00e1rios do Rio Urarica\u00e1. A expedi\u00e7\u00e3o identificou diversas estruturas que d\u00e3o suporte aos garimpeiris, como acampamentos e pistas clandestinas. Uma estimativa conservadora do n\u00famero de envolvidos no garimpo, nesse trecho do rio, aponta para um grupo em torno de 80 a 120 pessoas.<\/p>\n<p>O garimpo traz in\u00fameros impactos negativos aos ecossistemas locais e \u00e0s comunidades ind\u00edgenas vizinhas, como o assoreamento, a contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario e o aliciamento de jovens. Nas comunidades da regi\u00e3o, por exemplo, s\u00e3o altos os \u00edndices de mal\u00e1ria e alcoolismo, consequ\u00eancias diretas da presen\u00e7a garimpeira.<\/p>\n<p>O trecho do rio que se estende entre a TI Yanomami e a Esec de Marac\u00e1 \u00e9 reconhecido por especialistas como uma \u00e1rea de grande relev\u00e2ncia para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Por isso, desde 1996, foi inclu\u00edda na proposta de amplia\u00e7\u00e3o da Esec. No entanto, a morosidade no processo de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no estado tem facilitado a invas\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o da Esec havia sido garantida pelo Decreto 6754\/2009, que trata do repasse das terras da Uni\u00e3o para o estado de Roraima. Entretanto, o governo estadual fez uma contraproposta para a destina\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, que se tornaria uma Floresta Estadual, um tipo de Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o que permite a instala\u00e7\u00e3o de mineradoras em seu interior.<\/p>\n<p>Caso a contraproposta seja adotada, os riscos s\u00e3o enormes, pois a \u00e1rea tem diversos requerimentos para minera\u00e7\u00e3o de ouro registrados no Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM). A instala\u00e7\u00e3o de mineradoras poderia impulsionar tamb\u00e9m o garimpo dentro da TI Yanomami, j\u00e1 que, em um cen\u00e1rio de baixa fiscaliza\u00e7\u00e3o, o ouro retirado ilegalmente da \u00e1rea poderia ser facilmente \u201cesquentado\u201d nas mineradoras para futura comercializa\u00e7\u00e3o. Atualmente, o caso est\u00e1 em an\u00e1lise na \u201cC\u00e2mara T\u00e9cnica de Destina\u00e7\u00e3o e Regulariza\u00e7\u00e3o de Terras P\u00fablicas Federais na Amaz\u00f4nia Legal\u201d. (Instituto Socioambiental &#8211; ISA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma expedi\u00e7\u00e3o registrou as amea\u00e7as do garimpo ilegal ao meio ambiente e \u00e0s comunidades Yanomami do Rio Urarica\u00e1, no noroeste de Roraima. 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