{"id":3006,"date":"2016-08-15T15:38:27","date_gmt":"2016-08-15T18:38:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=3006"},"modified":"2016-08-15T15:38:27","modified_gmt":"2016-08-15T18:38:27","slug":"rede-de-sementes-do-xingu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/rede-de-sementes-do-xingu\/","title":{"rendered":"Rede de Sementes do Xingu"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rede-de-Sementes-do-Xingu.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3007\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rede-de-Sementes-do-Xingu.jpg\" alt=\"Rede de Sementes do Xingu\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rede-de-Sementes-do-Xingu.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rede-de-Sementes-do-Xingu-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Rede-de-Sementes-do-Xingu-220x146.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>Coletores, parceiros institucionais e comerciais se reuniram em S\u00e3o F\u00e9lix do Araguaia (MT) para avaliar e debater os desafios e perspectivas da Rede de Sementes do Xingu<\/em><\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Rede de Sementes do Xingu (ARSX) realizou entre 4 e 6 de agosto em S\u00e3o Felix do Araguaia o XIII Encontro Geral da Rede e sua segunda assembleia. Cerca de cem coletores, representando os 17 munic\u00edpios que comp\u00f5em a Rede, apoiadores, pesquisadores participaram de uma rica programa\u00e7\u00e3o que trouxe debates sobre a qualidade e precifica\u00e7\u00e3o das sementes, gargalos jur\u00eddicos, produ\u00e7\u00e3o, interc\u00e2mbio entre os n\u00facleos coletores e novas perspectivas para a Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Encontro da ARSX e a Assembleia foram momentos em que percebemos o nosso amadurecimento. A integra\u00e7\u00e3o entre as pessoas, os convidados, os apoiadores foi muito forte. Eu achei que foi um dos melhores encontros que j\u00e1 tivemos\u201d, avalia Cl\u00e1udia Ara\u00fajo, diretora da ARSX. O Encontro, que acontece anualmente, \u00e9 um importante momento de articula\u00e7\u00e3o entre os atores que fazem a ARSX acontecer (coletores e parceiros). A Assembleia j\u00e1 se consolidou como um espa\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o e planejamento coletivo, integrando cada vez mais os coletores nos processos da associa\u00e7\u00e3o. \u201cA nossa assembleia apontou um norte mais firme para a ARSX, teve muitas mudan\u00e7as, todas pra melhor\u201d, continuou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Seu Acr\u00edsio, coletor e diretor da Rede d\u00e1 seu depoimento|Isabel Harari-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/seu_acrisio.jpg?itok=MS8O19K3\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-boneco caption-processed\" title=\"Seu Acr\u00edsio, coletor e diretor da Rede d\u00e1 seu depoimento\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/boneco\/public\/nsa\/seu_acrisio.jpg?itok=IpPYU-c3\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Seu Acr\u00edsio, coletor e diretor da Rede d\u00e1 seu depoimento|Isabel Harari-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/seu_acrisio.jpg?itok=MS8O19K3\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Seu Acr\u00edsio, coletor e diretor da Rede d\u00e1 seu depoimento<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nH\u00e1 nove anos a ARSX desenvolve uma s\u00e9rie de iniciativas com as comunidades visando o restauro de \u00e1reas degradadas da regi\u00e3o do Xingu Araguaia. As sementes coletadas j\u00e1 possibilitaram a restaura\u00e7\u00e3o de mais de 3.500 hectares de \u00e1reas degradadas na regi\u00e3o, recuperando centenas de nascentes e matas de beira de rio. No ano passado os mais de 420 coletores registrados produziram 17 toneladas de sementes destinadas a restaura\u00e7\u00e3o. \u201cPra mim \u00e9 um privil\u00e9gio muito grande, me sinto muito honrado de participar da ARSX, \u00e9 um sinal que a gente tem um compromisso n\u00e3o s\u00f3 com a Rede mas tamb\u00e9m com a natureza\u201d, lembrou Seu Acr\u00edsio, um dos diretores da ARSX e coletor do Assentamento Manah, em Canabrava do Norte (MT).<\/p>\n<h3>\u201cO coletor aprende com a natureza\u201d<\/h3>\n<p>Durante o Encontro, os diversos n\u00facleos compartilharam suas experi\u00eancias e reafirmaram o compromisso de continuar o trabalho de restauro das \u00e1reas degradadas. \u201cO coletor aprende com a natureza. Conforme vai trabalhando a natureza vai ensinando, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o dinheiro. Esse trabalho \u00e9 muito importante para todos n\u00f3s\u201d, afirma seu Placides, do Assentamento Manah que participa da ARSX desde 2008 e, al\u00e9m da coleta de sementes, realiza um trabalho de restaura\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do &#8220;casad\u00e3o&#8221; &#8211; como ele chama a agrofloresta.<\/p>\n<p>Os coletores que vivem no Projeto de Assentamento Dom Pedro, em S\u00e3o Felix do Araguaia, trabalham desde 2007 na Rede e todos os anos plantam 0,5 hectares com \u00e1rvores nativas e frut\u00edferas do Cerrado, com mudas e muvuca de sementes. O n\u00facleo do Assentamento Jaragu\u00e1, no munic\u00edpio de \u00c1gua Boa (MT), tamb\u00e9m utiliza mecanismos de restaura\u00e7\u00e3o do solo em paralelo com a coleta de sementes. Desde 2006, os coletores trabalham com pr\u00e1ticas de SAFs (Sistemas Agroflorestais) como alternativa para reflorestar algumas \u00e1reas de suas propriedades com esp\u00e9cies nativas consorciadas com esp\u00e9cies agr\u00edcolas.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Eliza, Romilda e Luzia Xavante, coletoras da TI Maraiwatsede|Isabel Harari-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/eliza_romilda_e_luzia_xavante_coletoras_de_maraiwatsede_.jpg?itok=p6PBc3f6\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-retrato caption-processed\" title=\"Eliza, Romilda e Luzia Xavante, coletoras da TI Maraiwatsede\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-retrato\/public\/nsa\/eliza_romilda_e_luzia_xavante_coletoras_de_maraiwatsede_.jpg?itok=X_WO51kI\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Eliza, Romilda e Luzia Xavante, coletoras da TI Maraiwatsede|Isabel Harari-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/eliza_romilda_e_luzia_xavante_coletoras_de_maraiwatsede_.jpg?itok=p6PBc3f6\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Eliza, Romilda e Luzia Xavante, coletoras da TI Maraiwatsede<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>O grupo Pi\u2019\u00f5 R\u00f3mnha\/ Ma\u2019ubumr\u00f5i\u2019wa, das coletoras Xavante da Terra Ind\u00edgena Mar\u00e3iwats\u00e9d\u00e9, destina todas as sementes coletadas para a restaura\u00e7\u00e3o das \u00e1reas dentro e adjacentes \u00e0 TI. O grupo come\u00e7ou em 2011 quando coletores da ARSX visitaram a aldeia e apresentaram o trabalho aos Xavante, abrindo a possibilidade de criar um grupo de coleta e venda das sementes. Hoje participam 50 mulheres coletoras e seus familiares e, al\u00e9m de ser uma importante alternativa socioecon\u00f4mica, o trabalho com as sementes \u00e9 uma forma de se apropriar e proteger o territ\u00f3rio, amea\u00e7ado por invas\u00f5es e intensamente desmatado.<\/p>\n<p>O n\u00facleo de coletores do Parque Ind\u00edgena do Xingu (PIX) tamb\u00e9m esteve presente ao encontro. Oreme Ikpeng, coordenador do movimento das mulheres coletoras Yarang, participa da Rede desde 2009 e conta que n\u00e3o esperava que o projeto, que come\u00e7ou em 2007 com a Campanha Y Ikatu Xingu, fosse chegar t\u00e3o longe: \u201cFomos vendo que era mais do que colher semente e mandar pra fora, a gente estava tecendo uma teia de conviv\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Os 190 coletores e coletoras do PIX s\u00e3o dos povos Yudja, Waur\u00e1, Ikpeng e Kawaiwete, e no ano passado produziram sementes de 151 esp\u00e9cies diferentes. Ao contr\u00e1rio dos outros n\u00facleos, que destinam parte das sementes coletadas para outros fins (para artesanato e cosm\u00e9ticos, por exemplo), os coletores do PIX comercializam sua produ\u00e7\u00e3o exclusivamente para o restauro das \u00e1reas degradadas. \u201c A miss\u00e3o agora n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o restauro no Xingu, mas queremos chegar em outros rios do Brasil que s\u00e3o importantes pra todos n\u00f3s\u201d, explicou Oreme.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Pukiora e Jopyti, ambos Panar\u00e1, da aldeia N\u00e3sepotiti tamb\u00e9m ganahram men\u00e7\u00e3o honrosa|Isabel Harari-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/pukiora_e_jopyti_parana_da_aldeia_nasepotiti_ganharam_o_premio_de_mencao_honrosa_pelo_trabalho_com_as_sementes_de_mogno_.jpg?itok=c8bCKAmU\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-boneco caption-processed\" title=\"Pukiora e Jopyti, ambos Panar\u00e1, da aldeia N\u00e3sepotiti tamb\u00e9m ganahram men\u00e7\u00e3o honrosa\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/boneco\/public\/nsa\/pukiora_e_jopyti_parana_da_aldeia_nasepotiti_ganharam_o_premio_de_mencao_honrosa_pelo_trabalho_com_as_sementes_de_mogno_.jpg?itok=H1UlR9Pb\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Pukiora e Jopyti, ambos Panar\u00e1, da aldeia N\u00e3sepotiti tamb\u00e9m ganahram men\u00e7\u00e3o honrosa|Isabel Harari-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/pukiora_e_jopyti_parana_da_aldeia_nasepotiti_ganharam_o_premio_de_mencao_honrosa_pelo_trabalho_com_as_sementes_de_mogno_.jpg?itok=c8bCKAmU\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Pukiora e Jopyti, ambos Panar\u00e1, da aldeia N\u00e3sepotiti tamb\u00e9m ganahram men\u00e7\u00e3o honrosa<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>O n\u00facleo de coletores Panar\u00e1 da aldeia N\u00e3sepotiti, na Terra Ind\u00edgena Panar\u00e1 (MT), recebeu o pr\u00eamio de men\u00e7\u00e3o honrosa entregue pela Rede, pelo trabalho que realizam com as sementes de mogno. Purioka, da aldeia N\u00e3sepotiti, esteve pela primeira vez no Encontro e contou que desde 2002 coletam as sementes, mas que tiveram dificuldades em continuar com o trabalho nos anos seguintes. Em 2016, com apoio da Rede de Sementes, realizaram uma expedi\u00e7\u00e3o para a localiza\u00e7\u00e3o das matrizes e coleta de sementes, dif\u00edceis de acessar, pois as \u00e1rvores t\u00eam em m\u00e9dia 15 metros de altura.<\/p>\n<h3>Jovens na Rede<\/h3>\n<p>Os jovens do curso &#8220;Sementes Socioambientais&#8221; participaram do Encontro. Eles dividiram com os coletores e coletoras mais velhos, elos e parceiros da ARSX, os primeiros resultados de suas pesquisas sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e os desafios e perspectivas da juventude do meio rural, ind\u00edgena e urbana. Al\u00e9m de participarem do trabalho com as sementes, os jovens conseguem articular conhecimentos da cultura local e tradicional com novas tecnologias e jeitos de pensar o mundo.<\/p>\n<p>Durante o Encontro foi inaugurado o\u00a0<em>Fenof\u00e1sicos<\/em>, um jogo de cartas dasplantas do Xingu Araguaia. Foram os jovens da Rede que o constru\u00edram durante a pesquisa intercultural e traz, de forma l\u00fadica, o tema do ciclo fenol\u00f3gico das \u00e1rvores (\u00e1rvore, flor, polinizador, fruto e dispersor).<\/p>\n<h3>Parceiros comerciais<\/h3>\n<p>O n\u00facleo de Nova Xavantina realizou um importante trabalho de coleta de sementes de jatob\u00e1. O grupo, que hoje conta com 18 coletores rurais e urbanos recebeu o pr\u00eamio de men\u00e7\u00e3o honrosa pelo esfor\u00e7o na coleta e beneficiamento dessa variedade de semente, que est\u00e1 sendo comercializado para a empresa Atina (Ativos Naturais), especializada em fornecer mat\u00e9ria prima para cosm\u00e9ticos. Eduardo Roxo, da Atina, contou que ficou surpreso com a dedica\u00e7\u00e3o dos coletores, que, al\u00e9m de terem conseguido entregar a quantidade acordada tiveram um cuidado extremo ao retirar a semente da casca &#8211; processo dif\u00edcil que, se feito com desaten\u00e7\u00e3o pode afetar a qualidade do produto. Roxo, que esteve pela primeira vez no Encontro, destacou a import\u00e2ncia dos parceiros comerciais conhecerem de perto todos os componentes da cadeia de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Essa precisa ser uma pr\u00e1tica corrente, saber quem \u00e9 o coletor das sementes que compramos&#8221;.<\/p>\n<p>Artemizia Moite, do grupo Agropecu\u00e1ria Fazenda Brasil (AFB), \u00e9 parceira da Rede desde 2008. A preocupa\u00e7\u00e3o com o restauro de APPs \u00e9 uma quest\u00e3o transversal no trabalho da AFB, que usa as muvucas de sementes produzidas pela ARSX para recuperar \u00e1reas degradadas. Ela contou que das 645 \u00e1reas de APPs trabalhadas, 341 foram restauradas. Para ela, a t\u00e9cnica de restauro com a muvuca otimiza os processos de recupera\u00e7\u00e3o do solo. &#8220;A muvuca \u00e9 anos-luz melhor que a muda&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Edimarson de Araujo Prudente, dono da Borges e Prudente Solu\u00e7\u00f5es Ambientais, \u00e9 parceiro da Rede desde 2011. S\u00f3 no ano passado, a empresa adquiriu nove toneladas de sementes da ARSX para o restauro de \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APPs)no ano passado. Ele esteve pela primeira vez no encontro e pode conhecer as hist\u00f3rias dos coletores e coletoras que produzem as sementes consumidas por sua empresa: \u201cAchei fant\u00e1stica essa integra\u00e7\u00e3o, ver o pessoal que coleta pra gente, porque recebemos uma semente de muito boa qualidade, ent\u00e3o conhecer toda a cadeia \u00e9 muito interessante e eu espero poder participar mais vezes\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para Rodrigo Junqueira, presidente do Conselho Curador da ARSX e coordenador do programa Xingu do ISA, a presen\u00e7a dos parceiros comerciais foi um dos grandes diferenciais desse Encontro. &#8220;Eles foram un\u00e2nimes em afirmar que sem as sementes da Rede, o plantio mecanizado de florestas em escala n\u00e3o seria poss\u00edvel&#8221;, relata Junqueira.<\/p>\n<h3>Supera\u00e7\u00e3o das encruzilhadas jur\u00eddicas<\/h3>\n<p>Al\u00e9m de ser um espa\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o e planejamento das a\u00e7\u00f5es da ARSX, a 2\u00aa Assembleia trouxe um importante debate sobre os gargalos jur\u00eddicos enfrentados pela associa\u00e7\u00e3o. Os neg\u00f3cios de base comunit\u00e1ria, como a Rede de Sementes, precisam lidar com a gest\u00e3o de aspectos institucionais e todo um conjunto de leis sanit\u00e1rias, fiscais, cont\u00e1beis, tribut\u00e1rias e previdenci\u00e1rias que s\u00e3o pouco acess\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais. \u201cH\u00e1 de fato uma falta de informa\u00e7\u00e3o e, portanto, de entendimento das pessoas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras sobre as quais elas est\u00e3o sujeitas\u201d, apontou Felipe Cabral, advogado, colaborador da associa\u00e7\u00e3o. \u201cA informa\u00e7\u00e3o vai empoderar n\u00e3o s\u00f3 o gestor, mas todos os elos da cadeia\u201d, diz.<\/p>\n<p>Frente a isso, a ARSX promoveu uma discuss\u00e3o sobre o arranjo jur\u00eddico e uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es foram feitas no estatuto, com o objetivo de adequar o trabalho dos coletores e da central administrativa. \u201cO fato de n\u00f3s termos colocado com todas as palavras a import\u00e2ncia que essas pessoas t\u00eam na ARSX, evidencia, do ponto de vista jur\u00eddico, que a Rede de Sementes e coletores formam uma \u00fanica pessoa, uma \u00fanica entidade, um \u00fanico prop\u00f3sito, aproximando essas duas pontas. A perspectiva da Rede \u00e9 a melhor poss\u00edvel\u201d, avalia Felipe.<\/p>\n<div class=\"box\"><strong>Sobre a ARSX<\/strong>A Rede de Sementes do Xingu \u00e9 uma rede de desenvolvimento comunit\u00e1rio, que surgiu em 2007 no \u00e2mbito da Campanha Y Ikatu Xingu, a partir do crescimento da demanda por sementes para plantios de restaura\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o Xingu Araguaia em Mato Grosso, realizados em sua maioria via semeadura direta. Al\u00e9m de reflorestar e recuperar as \u00e1reas das cabeceiras do Rio Xingu, a ARSX se consolidou como uma importante alternativa socioecon\u00f4mica para as comunidades ind\u00edgenas, rurais e urbanas do Xingu Araguaia. (Instituto Socioambiental).<\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coletores, parceiros institucionais e comerciais se reuniram em S\u00e3o F\u00e9lix do Araguaia (MT) para avaliar e debater os desafios e perspectivas da Rede de Sementes do Xingu A Associa\u00e7\u00e3o Rede de Sementes do Xingu (ARSX) realizou entre 4 e 6 de agosto em S\u00e3o Felix&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,29,35,2],"tags":[663],"class_list":["post-3006","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-area-4","category-mato-grosso","category-meio-ambiente","category-slideshow","tag-coletores-de-sementes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3006"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3006\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3008,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3006\/revisions\/3008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}