{"id":3514,"date":"2016-11-24T11:24:27","date_gmt":"2016-11-24T14:24:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=3514"},"modified":"2016-11-24T11:24:27","modified_gmt":"2016-11-24T14:24:27","slug":"terra-indigena-impactada-por-belo-monte-e-a-mais-desmatada-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/terra-indigena-impactada-por-belo-monte-e-a-mais-desmatada-no-brasil\/","title":{"rendered":"Terra Ind\u00edgena impactada por Belo Monte \u00e9 a mais desmatada no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Terra-Ind\u00edgena-impactada-por-Belo-Monte-\u00e9-a-mais-desmatada-no-Brasil.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3515\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Terra-Ind\u00edgena-impactada-por-Belo-Monte-\u00e9-a-mais-desmatada-no-Brasil.jpg\" alt=\"terra-indigena-impactada-por-belo-monte-e-a-mais-desmatada-no-brasil\" width=\"700\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Terra-Ind\u00edgena-impactada-por-Belo-Monte-\u00e9-a-mais-desmatada-no-Brasil.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Terra-Ind\u00edgena-impactada-por-Belo-Monte-\u00e9-a-mais-desmatada-no-Brasil-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Terra-Ind\u00edgena-impactada-por-Belo-Monte-\u00e9-a-mais-desmatada-no-Brasil-220x137.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/em><\/div>\n<div class=\"summary\"><em>\u00cdndios Arara da Cachoeira Seca lutam contra a expans\u00e3o do desmatamento e invas\u00e3o de madeireiros em seu territ\u00f3rio\u00a0<\/em><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>A\u00a0Terra Ind\u00edgena (TI) Cachoeira Seca\u00a0foi a mais desmatada no Brasil e tamb\u00e9m a mais degradada no Estado do Par\u00e1 em 2016. Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), foram desmatados 680 hectares e degradados 1.773 hectares, at\u00e9 setembro deste ano. A TI tem 788.633 hectares. O desmatamento ocorre quando h\u00e1 supress\u00e3o completa da vegeta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a degrada\u00e7\u00e3o acontece com o corte seletivo de \u00e1rvores.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/cachoeira_seca2.jpg?itok=hbW2D5Uv\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-mapa-retrato caption-processed alignleft\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/mapa-retrato\/public\/nsa\/cachoeira_seca2.jpg?itok=p6yvqQfg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"240\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p>Localizada na zona de influ\u00eancia da hidrel\u00e9trica de Belo Monte, a \u00e1rea \u00e9 sistematicamente saqueada por madeireiros e grileiros, entre outros invasores. S\u00f3 neste ano, de l\u00e1 foi retirado o equivalente a mais de 1,2 mil caminh\u00f5es de madeira.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada dia pior. Tem muita sa\u00edda de madeira, muitas pessoas diferentes entrando na nossa \u00e1rea. J\u00e1 apresentamos o problema e nada foi feito. Enquanto isso essas invas\u00f5es s\u00f3 aumentam\u201d, alerta Mobo-Odo, cacique do povo\u00a0Arara, que habita a TI. A comunidade relata que \u00e9 poss\u00edvel ouvir o barulho das m\u00e1quinas dos madeireiros e com isso deixou de utilizar \u00e1reas para a abertura de ro\u00e7as e coleta de produtos da floresta, como a castanha e o baba\u00e7u. Em tr\u00eas anos, um grupo de invasores avan\u00e7ou 65 km na floresta e agora est\u00e1 a apenas 12 km da aldeia mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"\u00c1rea utilizada por madeireiros ilegais na TI Cachoeira Seca | Juan Doblas - ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/dsc_0118.jpg?itok=RNuLz5Vm\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-retrato caption-processed alignleft\" title=\"\u00c1rea utilizada por madeireiros ilegais na TI Cachoeira Seca \" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-retrato\/public\/nsa\/dsc_0118.jpg?itok=HC496ZLA\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"240\" \/><\/span><\/a><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">\u00c1rea utilizada por madeireiros ilegais na TI Cachoeira Seca\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p>A TI faz parte de um mosaico de \u00e1reas protegidas da regi\u00e3o conhecida como Terra do Meio, entre os rios Iriri e Xingu, no centro-sul do Par\u00e1, e \u00e9 alvo de conflitos desde a d\u00e9cada de 1970 (<em>saiba mais no box no final da reportagem<\/em>). O mosaico resguarda uma das maiores biodiversidades da Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de ser um muro de conten\u00e7\u00e3o \u00e0 expans\u00e3o do desmatamento que se alastra do Mato Grosso ao Amazonas em dire\u00e7\u00e3o ao centro da Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Publicada em abril, a\u00a0homologa\u00e7\u00e3o da TI\u00a0\u00e9 uma das mais importantes condicionantes do licenciamento de Belo Monte e deveria ter sido efetivada antes do in\u00edcio das obras, seis anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Mobo-Odo comemora mais essa etapa no processo de demarca\u00e7\u00e3o, mas denuncia que, mesmo ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o na TI continua cr\u00edtica. \u201cNa pr\u00e1tica, a nossa situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a territorial pouco mudou. Continuam, por toda \u00e1rea, roubo de madeira, invas\u00f5es, grilagem de terras, desmatamento florestal, abertura de estradas e ramais, pesca e ca\u00e7a ilegal e entrada cont\u00ednua de pessoas na TI\u201d, alerta. A den\u00fancia foi refor\u00e7ada numa\u00a0carta\u00a0dos Arara entregue ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai).<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Crian\u00e7as Arara | Leonardo Halszuk\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/criancas_arara._credito-_leonardo_halszuk_0.jpg?itok=83eecdXi\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-retrato caption-processed alignleft\" title=\"Crian\u00e7as Arara \" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-retrato\/public\/nsa\/criancas_arara._credito-_leonardo_halszuk_0.jpg?itok=G2keuepv\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"270\" \/><\/span><\/a><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Crian\u00e7as Arara\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p>Segundo estudo realizado pelo ISA, entre 2014 e 2015 o desmatamento na Cachoeira Seca aumentou 73% e a extens\u00e3o das estradas de madeireiros ilegais, 48%, contabilizando mais de 43 mil hectares desmatados e 333 quil\u00f4metros de estradas. Desde 2011, foram abertos mais de 1,3 mil km de estradas, 258 km s\u00f3 em 2016, para escoar milhares de toneladas de madeira. Calcula-se que, apenas no ano de 2014, foram movimentados R$ 200 milh\u00f5es em vendas ilegais de madeira da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Os Arara utilizam grandes por\u00e7\u00f5es de seu territ\u00f3rio para coleta de castanha, baba\u00e7u, ca\u00e7a, e outros insumos essenciais para sua subsist\u00eancia. A explora\u00e7\u00e3o madeireira, al\u00e9m de promover intensa degrada\u00e7\u00e3o ambiental, impede que a comunidade percorra a TI para exercer essas atividades. Uma das frentes madeireiras, na regi\u00e3o do Igarap\u00e9 Dois Irm\u00e3os, incide sobre \u00e1reas utilizadas pelos ind\u00edgenas para a coleta de castanha.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de extrair toda a riqueza da floresta, o dano tamb\u00e9m se d\u00e1 nestes termos: de tirar a condi\u00e7\u00e3o de uma atividade extrativa n\u00e3o impactante, pr\u00f3pria do modo de vida dos Arara. Eles [madeireiros] restringem, de forma ilegal criminosa, a mobilidade que \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de uma explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do territ\u00f3rio\u201d, atenta M\u00e1rnio Teixeira Pinto, antrop\u00f3logo que trabalha com os Arara desde a d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<div class=\"box-right\">\n<h3>Ip\u00ea \u00e9 alvo principal<\/h3>\n<p>A \u00e1rvore mais procurada pelas m\u00e1fias madeireiras na TI Cachoeira Seca \u00e9 o Ip\u00ea. A beleza da sua flora\u00e7\u00e3o facilita sua identifica\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o ilegal. Uma vez localizada, os madeireiros cortam a mata em busca dessa e de outras esp\u00e9cies, deixando um rastro de degrada\u00e7\u00e3o. O alto valor agregado do ip\u00ea, cujo\u00a0metro c\u00fabico est\u00e1 acima de US$ 2 mil, viabiliza a sua explora\u00e7\u00e3o a grandes dist\u00e2ncias dentro de \u00e1reas protegidas, colocando em risco a floresta e as pessoas que ali vivem. A regenera\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie exige muito mais tempo do que o previsto nos ciclos de manejo florestal e a fragiliza\u00e7\u00e3o das suas matrizes gen\u00e9ticas poder\u00e1 levar a limitar sua ocorr\u00eancia.\u00a0O ISA defende uma morat\u00f3ria na explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria que torne ilegal a compra dessa madeira.<\/p>\n<\/div>\n<h2>A\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O Ibama realiza a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o para proteger a TI Cachoeira Seca em duas linhas de trabalho. A primeira \u00e9 voltada a combater o desmatamento, a explora\u00e7\u00e3o florestal e o uso de cr\u00e9ditos florestais ilegais. Em 2015, foram realizadas 210 autua\u00e7\u00f5es por infra\u00e7\u00f5es que totalizam R$ 179,3 milh\u00f5es em multas. Em 2016, at\u00e9 o momento, foram realizadas 79 autua\u00e7\u00f5es, totalizando R$ 116,6 milh\u00f5es em multas.<\/p>\n<p>Para o Ibama, a grande quantidade de cr\u00e9ditos florestais gerados por Planos de Manejo Florestal Sustent\u00e1vel (PMFS) no entorno da TI facilita a explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na \u00e1rea e demais danos ambientais associados. De acordo com Luciano Evaristo, diretor de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Ibama, o PMFS sem acompanhamento gera um cr\u00e9dito que \u00e9 usado para \u2018esquentar\u2019 a madeira ilegal. \u201cOs cr\u00e9ditos est\u00e3o sendo usados para \u2018brocar\u2019 [degradar] \u00e1reas da Uni\u00e3o. Amanh\u00e3 essas \u00e1reas v\u00e3o se tornar um grande grilo, sendo que poderia ter sido evitado se esse cr\u00e9dito n\u00e3o tivesse entrado no mercado\u201d, alerta.<\/p>\n<p>A segunda linha de trabalho \u00e9 voltada para as infra\u00e7\u00f5es no interior da TI praticadas por invasores. Nos \u00faltimos seis anos, o Ibama aplicou 16 multas que totalizam R$ 638,5 mil. Nos \u00faltimos 12 meses, foram apreendidos 8 tratores, 4 caminh\u00f5es e 2 carros no interior da TI.<\/p>\n<p>\u201cA \u00faltima opera\u00e7\u00e3o foi terrivelmente ruim. Eu n\u00e3o consegui chegar no madeireiro porque ele j\u00e1 sabia que o Ibama estava chegando e colocou toras na estrada para dificultar o nosso acesso. Eles [madeireiros] t\u00eam um sistema de intelig\u00eancia muito bem articulado e dominam totalmente o territ\u00f3rio. Tem que atacar o centro do problema, se n\u00e3o a gente vai ficar enxugando gelo\u201d, ressalta Evaristo.<\/p>\n<p>Diante o avan\u00e7o do desmatamento e da abertura de estradas ilegais, a Funai promete intensificar as articula\u00e7\u00f5es para que a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental sejam realizadas na TI.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S8_02ij0YXI\" width=\"700\" height=\"394\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h3>Desintrus\u00e3o<\/h3>\n<p>De acordo com a Funai, foram identificadas 1.085 ocupa\u00e7\u00f5es de n\u00e3o ind\u00edgenas no interior da \u00e1rea, sendo 72% de pequenas propriedades. O \u00f3rg\u00e3o indigenista pretende agora encaminhar a sa\u00edda gradativa e o reassentamento dos ocupantes, em sua maioria posseiros de boa f\u00e9. Entre eles, tamb\u00e9m h\u00e1 ribeirinhos que, assim como os Arara, depende dos recursos da floresta e para os quais ser\u00e1 necess\u00e1ria uma reloca\u00e7\u00e3o diferenciada para garantir seus direitos. A retirada e a reloca\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias n\u00e3o ind\u00edgenas que vivem na TI Cachoeira Seca tamb\u00e9m \u00e9 uma das condicionantes de Belo Monte que deveria ter sido cumprida antes do in\u00edcio das obras.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o de postos de vigil\u00e2ncia nas TIs afetadas pela hidrel\u00e9trica &#8211; dois deles na TI Cachoeira Seca &#8211; \u00e9 outra condicionante n\u00e3o cumprida pela Norte Energia, empresa concession\u00e1ria de Belo Monte. Segundo os Arara, a constru\u00e7\u00e3o do posto prevista para come\u00e7ar, em 2012, foi impedida com viol\u00eancia por ocupantes n\u00e3o ind\u00edgenas, que bloquearam a passagem dos materiais e da equipe de constru\u00e7\u00e3o na \u00e9poca. Depois disso, a empresa n\u00e3o tomou mais provid\u00eancias.<\/p>\n<div class=\"box\">\n<h3>30 anos de luta<\/h3>\n<p>Em 1972, a constru\u00e7\u00e3o de um trecho da rodovia Transamaz\u00f4nica cortou ao meio o territ\u00f3rio dos Arara, que at\u00e9 ent\u00e3o viviam em isolamento volunt\u00e1rio, fazendo com que a regi\u00e3o fosse invadida por colonos, garimpeiros e madeireiros ilegais. Al\u00e9m de ter suas terras drasticamente reduzidas, os Arara sofreram com conflitos, mortes, desagrega\u00e7\u00e3o social e desestabiliza\u00e7\u00e3o da sua vida produtiva. O caso foi registrado como grave viola\u00e7\u00e3o de direito humano pelo Relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, em 2014.<\/p>\n<p>Uma frente de atra\u00e7\u00e3o foi institu\u00edda ainda nos anos 1970 pelo governo e os primeiros grupos foram contatados quase uma d\u00e9cada depois, entre 1981 e 1984. Apenas em 1987, a comunidade que hoje vive na TI Cachoeira Seca foi oficialmente contatada. Nesse meio tempo, os estudos de identifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas foram avan\u00e7ando, ainda que lentamente por causa dos conflitos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A TI Cachoeira Seca foi interditada para estudos em 1985 e homologada mais de 30 anos depois, tornando esse processo de demarca\u00e7\u00e3o um dos mais longos da hist\u00f3ria. Essa \u00e9 a \u00fanica TI cuja regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria foi iniciada antes da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e ainda n\u00e3o tinha sido homologada. (ISA &#8211; Instituto S\u00f3cioAmbiental).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdndios Arara da Cachoeira Seca lutam contra a expans\u00e3o do desmatamento e invas\u00e3o de madeireiros em seu territ\u00f3rio\u00a0 &nbsp; A\u00a0Terra Ind\u00edgena (TI) Cachoeira Seca\u00a0foi a mais desmatada no Brasil e tamb\u00e9m a mais degradada no Estado do Par\u00e1 em 2016. 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