{"id":3600,"date":"2016-12-06T15:53:55","date_gmt":"2016-12-06T18:53:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=3600"},"modified":"2016-12-06T15:53:55","modified_gmt":"2016-12-06T18:53:55","slug":"desmatamento-na-amazonia-explode-entre-2015-e-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/desmatamento-na-amazonia-explode-entre-2015-e-2016\/","title":{"rendered":"Desmatamento na Amaz\u00f4nia explode entre 2015 e 2016"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Desmatamento-na-Amaz\u00f4nia-explode-entre-2015-e-2016.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3601\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Desmatamento-na-Amaz\u00f4nia-explode-entre-2015-e-2016.jpg\" alt=\"desmatamento-na-amazonia-explode-entre-2015-e-2016\" width=\"700\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Desmatamento-na-Amaz\u00f4nia-explode-entre-2015-e-2016.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Desmatamento-na-Amaz\u00f4nia-explode-entre-2015-e-2016-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Desmatamento-na-Amaz\u00f4nia-explode-entre-2015-e-2016-220x137.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/em><\/div>\n<div class=\"summary\"><em>Ministro do Meio Ambiente admite \u201ccurva ascendente\u201d de destrui\u00e7\u00e3o da floresta. Nova taxa de desmatamento coloca capacidade do Brasil de cumprir acordos internacionais na berlinda<\/em><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>O governo divulgou o dado preliminar da nova taxa oficial do desmatamento da Amaz\u00f4nia. Entre agosto de 2015 e julho de 2016, foram derrubados quase 8 mil quil\u00f4metros quadrados de florestas, um aumento de cerca de 30% em rela\u00e7\u00e3o aos 6,2 mil quil\u00f4metros quadrados registrados entre 2014 e 2015. A estimativa definitiva deve vir a p\u00fablico no in\u00edcio do ano que vem.<\/p>\n<p>\u00c9 o segundo ano consecutivo de alta no ritmo dos desmates. O n\u00famero de 2014-2015 j\u00e1 significou um acr\u00e9scimo de 24% em rela\u00e7\u00e3o a 2013-2014, quando foram derrubados 5 mil quil\u00f4metros quadrados de mata. Entre 2013 e 2016, o desflorestamento aumentou 60%. O valor divulgado agora \u00e9 o maior desde 2009 (<em>veja gr\u00e1fico abaixo<\/em>).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Taxas anuais de desmatamento PRODES\" src=\"https:\/\/e.infogr.am\/1908d313-6bba-4aa3-93ea-567236a738f7?src=embed\" width=\"300\" height=\"150\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>Em outubro, o\u00a0<strong>ISA<\/strong>\u00a0antecipou que a nova taxa continuaria elevada.<\/p>\n<p>O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, admitiu que o pa\u00eds vive uma nova \u201ccurva ascendente no desmatamento\u201d, num evento para divulgar a\u00e7\u00f5es da sua pasta. Ele negou, por\u00e9m, que a situa\u00e7\u00e3o esteja fora de controle e insistiu que o governo estaria preparado para enfrent\u00e1-la.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos retomando o controle do desmatamento e tenho certeza que essa tend\u00eancia vai ser revertida\u201d, defendeu. Ele lembrou que a maior parte da taxa medida agora diz respeito ao governo Dilma.<\/p>\n<p>\u201cDurante esses \u00faltimos meses, n\u00f3s tivemos s\u00e9rios problemas de gest\u00e3o e uma transi\u00e7\u00e3o de governo. Tivemos a repercuss\u00e3o, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, da mudan\u00e7a do C\u00f3digo Florestal\u201d, justificou. Sarney Filho afirmou que o minist\u00e9rio n\u00e3o sofre cortes or\u00e7ament\u00e1rios e que as verbas para o combate ao desflorestamento estariam asseguradas.<\/p>\n<h3>Brasil na berlinda<\/h3>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o do novo dado coloca na berlinda a capacidade do Brasil de cumprir seus compromissos, formalizados na legisla\u00e7\u00e3o nacional e no tratado internacional de clima, de zerar as derrubadas ilegais no Pa\u00eds, at\u00e9 2030, e de reduzi-las ao n\u00edvel de 3,9 mil quil\u00f4metros quadrados na Amaz\u00f4nia, em 2020. O n\u00famero registrado agora representa, portanto, mais que o dobro desta \u00faltima meta, a menos de quatro anos do prazo previsto para cumpri-la.<\/p>\n<p>\u201cEntramos numa nova tend\u00eancia, num novo padr\u00e3o, que, se n\u00e3o for efetivamente combatido pelo governo, colocar\u00e1 a credibilidade do pa\u00eds em xeque frente \u00e0s a\u00e7\u00f5es e a governan\u00e7a que ele conseguiu, com a redu\u00e7\u00e3o significativa das taxas no passado\u201d, avalia Paulo Moutinho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam).<\/p>\n<p>Ambientalistas denunciam a paralisa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do Plano de Preven\u00e7\u00e3o e Controle do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal (PPCDAM) nos \u00faltimos anos e concordam que a revoga\u00e7\u00e3o do antigo C\u00f3digo Florestal est\u00e1 potencializando o avan\u00e7o sobre a floresta. A nova legisla\u00e7\u00e3o, aprovada com apoio da bancada ruralista e do governo Dilma no Congresso, em 2012, anistiou todos os desmatamentos ilegais cometidos at\u00e9 2008.<\/p>\n<p>\u201cO salto no desmatamento deve ser enfrentado com medidas imediatas e contundentes. Se isso n\u00e3o ocorrer, a omiss\u00e3o do governo ser\u00e1 interpretada pelos desmatadores ilegais como um novo sinal verde para a impunidade\u201d, argumenta Juan Doblas, assessor do\u00a0<strong>ISA<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cAs pol\u00edticas de comando e controle precisam ser retomadas. Elas estiveram bem capengas nos \u00faltimos anos. Est\u00e1 cada vez mais claro um rebate da mudan\u00e7a do C\u00f3digo Florestal. Acho que tem muita gente apostando numa segunda anistia\u201d, complementa Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativa de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n<p>A pedido do\u00a0<strong>ISA<\/strong>, ele fez um c\u00e1lculo preliminar do que representam 8 mil quil\u00f4metros quadrados de florestas derrubados em emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. O resultado alcan\u00e7a quase 140 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente. O montante \u00e9 igual a cerca de 7% das emiss\u00f5es do Brasil ou as emiss\u00f5es do Estado de S\u00e3o Paulo, em 2015.<\/p>\n<p>Azevedo reconhece que a acelera\u00e7\u00e3o do desflorestamento dever\u00e1 fazer com que as emiss\u00f5es brasileiras cres\u00e7am em 2016 e que as emiss\u00f5es de &#8220;mudan\u00e7as do uso da terra&#8221; aumentem proporcionalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es totais nacionais. Em 2015, as emiss\u00f5es brasileiras aumentaram 3,5%.<\/p>\n<p>&#8220;A explos\u00e3o da taxa reitera, com mais intensidade, o que j\u00e1 aconteceu no ano passado: mesmo com o PIB em queda de 4%, as emiss\u00f5es continuam em alta. O Brasil vaga pelo subdesenvolvimento insustent\u00e1vel&#8221;, comenta M\u00e1rcio Santilli, s\u00f3cio fundador do\u00a0<strong>ISA<\/strong>.<\/p>\n<h3>Campe\u00f5es do desmatamento<\/h3>\n<p>Par\u00e1, Mato Grosso e Rond\u00f4nia continuam, nessa ordem, os campe\u00f5es da destrui\u00e7\u00e3o da floresta: eles registraram, respectivamente, 3 mil quil\u00f4metros quadrados (38% do total), 1,5 mil quil\u00f4metros quadrados (19%) e 1,3 mil quil\u00f4metros quadrados (18%) de desmatamento.<\/p>\n<p>O Amazonas, no entanto, apresentou a maior alta proporcional: entre 2014-2015 e 2015-2016, o desmatamento saltou de 712 quil\u00f4metros quadrados para 1099 quil\u00f4metros quadrados, um acr\u00e9scimo de 54%.<\/p>\n<p>Para Paulo Moutinho, o maior aumento relativo no Amazonas est\u00e1 relacionado \u00e0s frentes de desmatamento na regi\u00e3o de L\u00e1brea, no sul do Estado. Tamb\u00e9m estaria vinculado ao avan\u00e7o dessas frentes fora da zona tradicional de expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, em \u00e1reas p\u00fablicas e com mata mais densa, o que pode, inclusive, potencializar o crescimento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministro do Meio Ambiente admite \u201ccurva ascendente\u201d de destrui\u00e7\u00e3o da floresta. Nova taxa de desmatamento coloca capacidade do Brasil de cumprir acordos internacionais na berlinda &nbsp; O governo divulgou o dado preliminar da nova taxa oficial do desmatamento da Amaz\u00f4nia. 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