{"id":404,"date":"2015-02-08T03:11:53","date_gmt":"2015-02-08T03:11:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=404"},"modified":"2015-02-08T03:11:53","modified_gmt":"2015-02-08T03:11:53","slug":"monte-roraima-enche-de-turistas-e-impacto-ambiental-preocupa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/monte-roraima-enche-de-turistas-e-impacto-ambiental-preocupa\/","title":{"rendered":"Monte Roraima enche de turistas e impacto ambiental preocupa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/2015-02-03t101115z_28668340.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-405 size-medium\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/2015-02-03t101115z_28668340-300x209.jpg\" alt=\"2015-02-03t101115z_28668340\" width=\"300\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/2015-02-03t101115z_28668340-300x209.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/2015-02-03t101115z_28668340-215x150.jpg 215w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/2015-02-03t101115z_28668340.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Antes impenetr\u00e1vel para qualquer um que n\u00e3o os ind\u00edgenas Pemon, o Monte Roraima, situado na fronteira entre o Brasil e a\u00a0Venezuela, tem atra\u00eddo cada vez mais aventureiros modernos.<\/p>\n<p>De topo plano e envolta por misticismo, a montanha de 2,8 mil metros de altura deixou exploradores do s\u00e9culo 19 perplexos. Hoje, recebe v\u00e1rios milhares de escaladores por ano que v\u00e3o em busca do trekking de tr\u00eas dias que passa pela savana, rios, debaixo de uma cachoeira e por um caminho estreito escalando os penhascos do monte.<\/p>\n<p>Entre 3 mil e 4 mil pessoas escalam a montanha todo ano, enquanto alguns anos atr\u00e1s eram centenas. Isso gera filas nos per\u00edodos de pico, perto do Natal e da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Helic\u00f3pteros levam os turistas mais abastados, especialmente do Jap\u00e3o, at\u00e9 o topo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um destino ex\u00f3tico e distante, ent\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo muito caro e muito atrativo\u201d, diz o diplomata aposentado japon\u00eas Edo Muneo, de 68 anos, que teve que passar por um teste f\u00edsico junto com outros compatriotas antes de deixar o Jap\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a Roraima.<\/p>\n<p><strong>Lixo e problemas<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de essas multid\u00f5es serem bem-vindas para a cambaleante ind\u00fastria do turismo venezuelana, elas tamb\u00e9m espalham lixo indesejado pela paisagem pr\u00e9-hist\u00f3rica e danificam um delicado ecossistema.<\/p>\n<p>O Roraima \u00e9 considerado solo sagrado pelos Pemons e um s\u00edmbolo espiritual para muitos outros venezuelanos. &#8220;O monte j\u00e1 foi mais solit\u00e1rio e in\u00f3spito&#8221;, diz Felix Medina, um guia de 59 anos que h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada leva pessoas para o topo da montanha.<\/p>\n<p>\u201cEu ainda amo esse lugar, mas h\u00e1 gente demais\u201d, diz ele, com a panturrilha dolorida ap\u00f3s levar dois grupos acima e abaixo do monte Roraima com a ag\u00eancia de viagens local Akanan. \u201c\u00c0s vezes fica ca\u00f3tico\u201d, diz.<\/p>\n<p>Alguns amantes do monte Roraima querem que o governo, os operadores de turismo e os l\u00edderes locais Pemon criem regras para limitar o n\u00famero de pessoas que podem subir ao topo diariamente. Eles tamb\u00e9m gostariam que as regras fossem aplicadas de forma mais estrita, para obrigar turistas e guias a recolherem todo o lixo com eles.<\/p>\n<p>A venezuelana Cristina Sitja, de 42 anos, disse que ouviu falar do Roraima desde a adolesc\u00eancia e s\u00f3 conseguiu subir este ano. \u201cFoi uma \u00f3tima experi\u00eancia, mas triste tamb\u00e9m. Esperava que fosse mais tranquilo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Casas dos deuses<\/strong><\/p>\n<p>Na l\u00edngua Pemon, as montanhas de topo plano no sudeste da Venezuela s\u00e3o conhecidas como \u201ctepuis\u201d, que significa \u201ccasas dos deuses\u201d.<\/p>\n<p>Perto do Roraima fica Kukenan, outra tepui, famosa entre os ind\u00edgenas por causa de ancestrais que cometeram suic\u00eddio pulando de l\u00e1.<\/p>\n<p>Fora da esta\u00e7\u00e3o, as duas montanhas t\u00eam uma aura pac\u00edfica apropriada para uma das forma\u00e7\u00f5es mais antigas da terra. No vasto plat\u00f4 do Roraima, h\u00e1 rochas torcidas e estranhas, formadas quando os continentes africano e americano se separaram.<\/p>\n<p>No cl\u00e1ssico livro de 1912 \u201cO Mundo Perdido\u201d, do brit\u00e2nico Arthur Conan Doyle, dinossauros atacam um grupo de exploradores entre as rochas e os p\u00e2ntanos dessa paisagem fantasiosa.<\/p>\n<p>Os viajantes atuais podem ver sapos negros, lib\u00e9lulas e tar\u00e2ntulas que s\u00e3o \u00fanicas dessa montanha, al\u00e9m de plantas end\u00eamicas. (G1).<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes impenetr\u00e1vel para qualquer um que n\u00e3o os ind\u00edgenas Pemon, o Monte Roraima, situado na fronteira entre o Brasil e a\u00a0Venezuela, tem atra\u00eddo cada vez mais aventureiros modernos. 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