{"id":4653,"date":"2017-10-09T14:04:24","date_gmt":"2017-10-09T17:04:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=4653"},"modified":"2017-10-09T14:04:24","modified_gmt":"2017-10-09T17:04:24","slug":"manual-une-conhecimento-indigena-e-cientifico-sobre-os-usos-de-plantas-amazonicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/manual-une-conhecimento-indigena-e-cientifico-sobre-os-usos-de-plantas-amazonicas\/","title":{"rendered":"Manual une conhecimento ind\u00edgena e cient\u00edfico sobre os usos de plantas amaz\u00f4nicas"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Manual-une-conhecimento-ind\u00edgena-e-cient\u00edfico-sobre-os-usos-de-plantas-amaz\u00f4nicas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-4654 size-medium\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Manual-une-conhecimento-ind\u00edgena-e-cient\u00edfico-sobre-os-usos-de-plantas-amaz\u00f4nicas-245x300.jpg\" alt=\"Manual une conhecimento ind\u00edgena e cient\u00edfico sobre os usos de plantas amaz\u00f4nicas\" width=\"245\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Manual-une-conhecimento-ind\u00edgena-e-cient\u00edfico-sobre-os-usos-de-plantas-amaz\u00f4nicas-245x300.jpg 245w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Manual-une-conhecimento-ind\u00edgena-e-cient\u00edfico-sobre-os-usos-de-plantas-amaz\u00f4nicas-184x225.jpg 184w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Manual-une-conhecimento-ind\u00edgena-e-cient\u00edfico-sobre-os-usos-de-plantas-amaz\u00f4nicas-122x150.jpg 122w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Manual-une-conhecimento-ind\u00edgena-e-cient\u00edfico-sobre-os-usos-de-plantas-amaz\u00f4nicas.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><\/a>Manual de Etnobot\u00e2nica ser\u00e1 lan\u00e7ado pelo Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, pelo Instituto Socioambiental (ISA) e demais parceiros do Brasil e da Inglaterra. Publica\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto de pesquisa e interc\u00e2mbio de conhecimentos com povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o do Alto Rio Negro, noroeste amaz\u00f4nico<\/em><\/div>\n<div class=\"summary\"><\/div>\n<div class=\"summary\">O <em>Manual de Etnobot\u00e2nica (Plantas, Artefatos e Conhecimentos Ind\u00edgenas)<\/em> faz parte de um projeto pioneiro unindo institui\u00e7\u00f5es brasileiras e inglesas, com o objetivo central de reconectar os povos ind\u00edgenas com as observa\u00e7\u00f5es e cole\u00e7\u00f5es realizadas pelo bot\u00e2nico ingl\u00eas Richard Spruce, no s\u00e9culo XIX. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um amplo projeto que une os conhecimentos ind\u00edgenas e cient\u00edficos sobre as plantas e seus usos, cole\u00e7\u00f5es guardadas em acervos institucionais, assim como sistemas de classifica\u00e7\u00e3o e vis\u00f5es de mundo.<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>O projeto \u00e9 realizado em parceria pelo Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (JBRJ), o Instituto Socioambiental (ISA), o Jardim Bot\u00e2nico Real de Kew, a Birkbeck &#8211; Universidade de Londres, a Federa\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do Rio Negro (Foirn) e o Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi (MPEG). Com apoio do Fundo Newton do Reino Unido, por meio do Conselho Brit\u00e2nico (Edital &#8211; Institutional Skills 2015), o projeto traz \u00e0 tona dados e objetos coletados principalmente na Amaz\u00f4nia brasileira, que foram guardados em institui\u00e7\u00f5es inglesas h\u00e1 cerca de 150 anos.<\/p>\n<p>Para a coordenadora do projeto no Brasil e pesquisadora do JBRJ, Viviane Stern da Fonseca Kruel, o projeto estabeleceu uma parceria s\u00f3lida entre as diversas institui\u00e7\u00f5es. \u201cEste projeto vem sendo uma experi\u00eancia interessante e desafiadora. Ele incentiva pesquisas colaborativas, integrando equipes de pesquisadores no Brasil e Reino Unido e a perspectiva ind\u00edgena atual em torno das cole\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de Richard Spruce sobre o Alto Rio Negro. Os conhecimentos cient\u00edficos podem ser retornados aos descendentes dos povos visitados por Spruce, assim como podem complementar as informa\u00e7\u00f5es sobre a biodiversidade da Amaz\u00f4nia atrav\u00e9s do repatriamento digital do material coletado por Spruce\u201d, diz Viviane.<\/p>\n<p>A ideia central \u00e9 aproximar os povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia dessas cole\u00e7\u00f5es, que contam com aproximadamente 14 mil esp\u00e9cimes de plantas secas no herb\u00e1rio e 350 artefatos etnobot\u00e2nicos na Cole\u00e7\u00e3o de Bot\u00e2nica Econ\u00f4mica de Kew. O acervo conta ainda com di\u00e1rios, manuscritos e cartas com descri\u00e7\u00f5es sobre o uso das plantas, assim como desenhos de pessoas e paisagens. Os dados e imagens dos artefatos e das amostras de plantas foram repatriadas e est\u00e3o agora acess\u00edveis em uma plataforma livre \u2013 o Herb\u00e1rio Virtual Reflora, sendo disponibilizados de maneira digital aos descendentes dos povos visitados por Spruce h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, bem como ao p\u00fablico em geral.<\/p>\n<p>Segundo William Milliken, coordenador do projeto em Kew, \u201ccompreender a rela\u00e7\u00e3o entre plantas, pessoas e culturas \u00e9 vital, n\u00e3o somente para o passado, como tamb\u00e9m para o futuro. Nosso acervo de Kew, que inclui os objetos, esp\u00e9cimes e notas coletados por Richard Spruce no s\u00e9culo XIX, proporciona um olhar sobre o passado. Trabalhar com culturas locais, hoje, \u00e9 igualmente importante. O caminho a seguir \u00e9 conectar a comunidade cient\u00edfica com as comunidades locais, visando entendimento m\u00fatuo. Nosso projeto contribuiu para o estabelecimento de uma rede de colabora\u00e7\u00e3o no Alto Rio Negro, mas \u00e9 apenas um come\u00e7o. Precisamos continuar trabalhando juntos, atrav\u00e9s da Amaz\u00f4nia e al\u00e9m\u201d, enfatiza Milliken.<\/p>\n<p>Na oficina de Bot\u00e2nica que ocorreu em novembro de 2016 no munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, participantes das etnias Tukano, Tuyuka, Desana, Yebamas\u00e3, Baniwa, Koripaco e Pira-Tapuya apresentaram diversas pesquisas relativas \u00e0 agrobiodiversidade, cultura material, paisagens florestais, cultivo da pimenta Baniwa e sobre os ciclos anuais do rio Tiqui\u00e9. Esse \u00faltimo estudo est\u00e1 relacionado a um longo programa de colabora\u00e7\u00e3o entre o ISA e pesquisadores ind\u00edgenas na regi\u00e3o, denominados Agentes Ind\u00edgenas de Manejo Ambiental (Aimas). Iniciado em 2005, o programa resultou numa ampla gama de publica\u00e7\u00f5es e materiais educacionais relacionados ao manejo ambiental, gest\u00e3o territorial, cultura, hist\u00f3ria e tecnologia.<\/p>\n<p>Espera-se que estas informa\u00e7\u00f5es e atividades de treinamento possam contribuir para que os povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o continuem promovendo e fortalecendo seus conhecimentos e pr\u00e1ticas. &#8220;Esse projeto faz parte de um esfor\u00e7o mais amplo de conectar as comunidades ind\u00edgenas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos e pesquisas relevantes sobre a regi\u00e3o, em um ambiente colaborativo envolvendo especialistas de diferentes disciplinas e institui\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Aloisio Cabalzar, antrop\u00f3logo e coordenador adjunto do Programa Rio Negro do ISA. &#8220;Nesse caso, esse projeto traz uma contribui\u00e7\u00e3o importante para o entendimento da diversidade ambiental e, potencialmente, para a sustentabilidade da regi\u00e3o do Rio Negro, atrav\u00e9s de um programa de pesquisa etnobot\u00e2nica&#8221;.<\/p>\n<h2>Tradu\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Dagoberto Lima Azevedo, pesquisador Tukano que participou da Oficina em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, ressalta a import\u00e2ncia do Manual de Etnobot\u00e2nica estar sendo traduzido para as l\u00ednguas Baniwa e Tukano, em vers\u00e3o digital. Dagoberto \u00e9 respons\u00e1vel pela tradu\u00e7\u00e3o para o Tukano, uma das tr\u00eas l\u00ednguas ind\u00edgenas co-oficiais em S\u00e3o Gabriel. \u201cPara fortalecer e dar maior visibilidade ao nosso trabalho, estamos preparando as tradu\u00e7\u00f5es para as l\u00ednguas ind\u00edgenas. Com isso, vamos atender as demandas locais por conhecimento bot\u00e2nico da Amaz\u00f4nia, tanto para as escolas ind\u00edgenas da regi\u00e3o, como para as associa\u00e7\u00f5es de bases\u201d, afirma.<\/p>\n<div class=\"box\"><strong>Sobre Richard Spruce<\/strong>O bot\u00e2nico ingl\u00eas Richard Spruce (1817-1893) percorreu a Am\u00e9rica do Sul no s\u00e9culo XIX, estudando as plantas da Amaz\u00f4nia, do Norte dos Andes peruanos e do Equador, coletando-as e enviando-as para a cole\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico Real de Kew, na Inglaterra. Durante sua expedi\u00e7\u00e3o, que durou 15 anos, de 1849 a 1864, a regi\u00e3o do Rio Negro foi a que mais o encantou, coletando ali o maior n\u00famero de esp\u00e9cies e g\u00eaneros desconhecidos. Al\u00e9m disso, Spruce fez anota\u00e7\u00f5es sobre o modo de viver e falar dos povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o, desenhando retratos das pessoas e paisagens que encontrava. Ele tamb\u00e9m enviou para a Inglaterra v\u00e1rios artefatos, incluindo ornamentos rituais e utens\u00edlios do dia-a-dia, que se encontram ainda hoje preservados nos acervos de Kew e do Museu Brit\u00e2nico.<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O manual impresso ser\u00e1 distribu\u00eddo para institui\u00e7\u00f5es e para as comunidades ind\u00edgenas da regi\u00e3o do Rio Negro. A vers\u00e3o digital pode se acessada pelo <a href=\"https:\/\/issuu.com\/instituto-socioambiental\/docs\/manual_de_etnobotanica_baixa\">ISSUU<\/a> e estar\u00e1 dispon\u00edvel nos websites das institui\u00e7\u00f5es parceiras.<\/p>\n<p><strong>Lan\u00e7amento<\/strong><\/p>\n<p>Dia 10 de outubro de 2017<br \/>\n10h (evento para convidados)<br \/>\n14h (aberto ao p\u00fablico)<br \/>\nLocal: Museu do Meio Ambiente \u2013 Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro<br \/>\nVer programa\u00e7\u00e3o anexa<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es para a Imprensa<\/strong><\/p>\n<p>Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro:<br \/>\nAssessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\n<a href=\"mailto:ascom@jbrj.gov.br\">ascom@jbrj.gov.br<\/a><br \/>\nTel: 21-3204-2498<\/p>\n<p>Instituto Socioambiental (ISA):<\/p>\n<p>In\u00eas Zanchetta<br \/>\nJornalista &#8211; S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>\n<a href=\"mailto:ines@socioambiental.org\">ines@socioambiental.org<\/a><br \/>\n(11) 3515-8969 \/ (11) 9925-18152<\/p>\n<p>Juliana Radler<br \/>\nJornalista do Programa Rio Negro &#8211; S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (AM)<br \/>\n<a href=\"mailto:julianaradler@socioambiental.org\">julianaradler@socioambiental.org<\/a><br \/>\n(21) 9894-54317 \/ (97) 3471-1156<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manual de Etnobot\u00e2nica ser\u00e1 lan\u00e7ado pelo Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, pelo Instituto Socioambiental (ISA) e demais parceiros do Brasil e da Inglaterra. 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