{"id":5234,"date":"2018-05-02T20:29:45","date_gmt":"2018-05-02T23:29:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=5234"},"modified":"2018-05-02T20:29:45","modified_gmt":"2018-05-02T23:29:45","slug":"em-um-mes-o-equivalente-a-5-mil-campos-de-futebol-foram-desmatados-na-bacia-do-xingu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/em-um-mes-o-equivalente-a-5-mil-campos-de-futebol-foram-desmatados-na-bacia-do-xingu\/","title":{"rendered":"Em um m\u00eas, o equivalente a 5 mil campos de futebol foram desmatados na Bacia do Xingu"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Em-um-m\u00eas-o-equivalente-a-5-mil-campos-de-futebol-foram-desmatados-na-Bacia-do-Xingu.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5235\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Em-um-m\u00eas-o-equivalente-a-5-mil-campos-de-futebol-foram-desmatados-na-Bacia-do-Xingu.jpg\" alt=\"Em um m\u00eas, o equivalente a 5 mil campos de futebol foram desmatados na Bacia do Xingu\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Em-um-m\u00eas-o-equivalente-a-5-mil-campos-de-futebol-foram-desmatados-na-Bacia-do-Xingu.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Em-um-m\u00eas-o-equivalente-a-5-mil-campos-de-futebol-foram-desmatados-na-Bacia-do-Xingu-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Em-um-m\u00eas-o-equivalente-a-5-mil-campos-de-futebol-foram-desmatados-na-Bacia-do-Xingu-220x146.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Dividida entre os estados do Mato Grosso e o Par\u00e1, os padr\u00f5es de desmatamento da Bacia do Xingu s\u00e3o distintos mas seguem a mesma tend\u00eancia: pol\u00edgonos menores na por\u00e7\u00e3o paraense, indicando incid\u00eancia de garimpo e grilagem, e pol\u00edgonos maiores no Mato Grosso, fruto da monocultura agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o de florestas no interior das \u00e1reas protegidas preocupa. No Par\u00e1, 86% do desmatamento aconteceu nessas regi\u00f5es: dos 1.609 hectares derrubados no per\u00edodo, 492 foram em Terras Ind\u00edgenas e 900 em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. \u201cEsses n\u00fameros indicam a tend\u00eancia do desmatamento de penetrar nessas \u00e1reas face ao esgotamento dos recursos nas demais regi\u00f5es\u201d, alerta Juan Doblas, assessor do ISA.<\/p>\n<p>Os dados foram detectados pelo Sirad X, o novo sistema de monitoramento de desmatamento do ISA. [Saiba mais no <a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/blog\/pdfs\/isa_boletim_marco_04_web_1.pdf\">Boletim n\u00ba2<\/a>]<\/p>\n<h2>Campe\u00e3 de desmatamento<\/h2>\n<p>A \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) <a href=\"https:\/\/uc.socioambiental.org\/pt-br\/uc\/6774\">Triunfo do Xingu<\/a>, no Par\u00e1, foi a \u00e1rea protegida mais desmatada no per\u00edodo. Ao todo, foram 900 hectares destru\u00eddos em mar\u00e7o para abertura de pasto para pecu\u00e1ria, que se somam aos mais de 550 detectados em janeiro e fevereiro. O munic\u00edpio de S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, onde a UC incide, tem o maior rebanho bovino do Brasil e a APA constitui uma enorme reserva de recursos. A regi\u00e3o possui o triste registro de ser a Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o mais desmatada no Brasil nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>A APA vem sendo desmatada de forma cada vez mais intensa &#8211; em sintonia com o aumento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne e o fortalecimento das grandes cadeias de frigor\u00edficos. O maior pol\u00edgono desmatado detectado em mar\u00e7o, de mais de 800 hectares, indica um investimento m\u00ednimo de R$1 milh\u00e3o s\u00f3 para realizar a derrubada da floresta.<\/p>\n<p>A \u00e1rea, no entanto, n\u00e3o possui zoneamento nem plano de manejo. As opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, apesar de serem pontualmente efetivas, n\u00e3o conseguem estancar o desmatamento que vem crescendo de forma assustadora.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Biodiversidade da APA Triunfo do Xingu, Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o mais desmatada no Brasil, est\u00e1 em risco|Ideflor-Bio\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/blogs\/rs3748_floresta_para_iterpa_ideflor_00123052011.jpg?itok=t9vbU28e\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed alignleft\" title=\"Biodiversidade da APA Triunfo do Xingu, Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o mais desmatada no Brasil, est\u00e1 em risco\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/blogs\/rs3748_floresta_para_iterpa_ideflor_00123052011.jpg?itok=0Sg1v8IE\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"467\" \/><span class=\"image-caption\">Biodiversidade da APA Triunfo do Xingu, Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o mais desmatada no Brasil, est\u00e1 em risco<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<h2>Terras Ind\u00edgenas em perigo<\/h2>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Garimpo no limite nordeste da TI Kayapo|Divulga\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/blogs\/garimpo_no_limite_nordeste_na_ti_kayapo_divulgacao_dscn0087.jpg?itok=-30pbyr7\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-mapa-retrato caption-processed alignleft\" title=\"Garimpo no limite nordeste da TI Kayapo\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/mapa-retrato\/public\/blogs\/garimpo_no_limite_nordeste_na_ti_kayapo_divulgacao_dscn0087.jpg?itok=IY8InVVN\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"240\" \/><span class=\"image-caption\">Garimpo no limite nordeste da TI Kayapo<\/span><\/span><br \/>\n<\/a>Foi registrado um grande desmatamento no interior da <a href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/terras-indigenas\/3609\">Terra Ind\u00edgena Trincheira-Bacaj\u00e1<\/a>, do povo Mebengokre Kayapo. Foram mais de 350 hectares, abertos por um grupo vindo do munic\u00edpio de Pacaj\u00e1, no Par\u00e1. \u201c\u00c9 especialmente preocupante pois revela a enorme sensa\u00e7\u00e3o de impunidade em rela\u00e7\u00e3o ao crime ambiental na regi\u00e3o\u201d, atenta Doblas.<\/p>\n<p>\u00c9 igualmente preocupante a extens\u00e3o das \u00e1reas de garimpo na <a href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/terras-indigenas\/3731\">TI Kayap\u00f3<\/a> [<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/blog\/pdfs\/boletim_n1_sirad_x_.pdf\">Saiba mais<\/a>]. Os garimpeiros n\u00e3o mostram sinais de recuo e est\u00e3o atingindo novas \u00e1reas, contaminando rios e colocando a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena em perigo. Em mar\u00e7o, foram detectadas mais 34 \u00e1reas novas \u00e1reas de garimpo. A elevada cota\u00e7\u00e3o do ouro no mercado internacional sustenta essa atividade de forte risco e que implica em enormes preju\u00edzos ambientais.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dividida entre os estados do Mato Grosso e o Par\u00e1, os padr\u00f5es de desmatamento da Bacia do Xingu s\u00e3o distintos mas seguem a mesma tend\u00eancia: pol\u00edgonos menores na por\u00e7\u00e3o paraense, indicando incid\u00eancia de garimpo e grilagem, e pol\u00edgonos maiores no Mato Grosso, fruto da monocultura&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,29,35,2],"tags":[1152],"class_list":["post-5234","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-area-5-col1","category-mato-grosso","category-meio-ambiente","category-slideshow","tag-destruicao-agropecuaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5234"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5234\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5236,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5234\/revisions\/5236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}