{"id":5323,"date":"2018-05-30T16:31:38","date_gmt":"2018-05-30T19:31:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=5323"},"modified":"2018-05-30T16:31:38","modified_gmt":"2018-05-30T19:31:38","slug":"assassinatos-no-campo-batem-novo-recorde-e-atingem-o-maior-numero-desde-2003","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/assassinatos-no-campo-batem-novo-recorde-e-atingem-o-maior-numero-desde-2003\/","title":{"rendered":"Assassinatos no campo batem novo recorde e atingem o maior n\u00famero desde 2003"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Assassinatos-no-campo-batem-novo-recorde-e-atingem-o-maior-n\u00famero-desde-2003.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5324\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Assassinatos-no-campo-batem-novo-recorde-e-atingem-o-maior-n\u00famero-desde-2003.jpg\" alt=\"Assassinatos no campo batem novo recorde e atingem o maior n\u00famero desde 2003\" width=\"640\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Assassinatos-no-campo-batem-novo-recorde-e-atingem-o-maior-n\u00famero-desde-2003.jpg 640w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Assassinatos-no-campo-batem-novo-recorde-e-atingem-o-maior-n\u00famero-desde-2003-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Assassinatos-no-campo-batem-novo-recorde-e-atingem-o-maior-n\u00famero-desde-2003-220x124.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) divulga hoje os dados de assassinatos em conflitos no campo no Brasil em 2017 \u2013 o maior n\u00famero desde o ano de 2003. A CPT tamb\u00e9m denuncia ataques hackers que sofreu no \u00faltimo ano, provavelmente dentro do processo de criminaliza\u00e7\u00e3o contra as organiza\u00e7\u00f5es sociais que tem se intensificado, e que acabou impossibilitando a conclus\u00e3o e o lan\u00e7amento nessa data de seu relat\u00f3rio anual, o \u201cConflitos no Campo Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo com o atraso em sua publica\u00e7\u00e3o, a CPT torna p\u00fablicos hoje os dados de assassinatos em conflitos no campo ocorridos no ano de 2017. Novamente esse tipo de viol\u00eancia bateu recorde, e atingiu o maior n\u00famero desde 2003, com 70 assassinatos. Um aumento de 15% em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de 2016. Dentre essas mortes, destacamos 4 massacres ocorridos nos estados da Bahia, Mato Grosso, Par\u00e1 e Rond\u00f4nia. Destacamos, ainda, a suspeita de ter ocorrido mais um massacre, de ind\u00edgenas isolados, conhecidos como \u201c\u00edndios flecheiros\u201d, do Vale do Javari, no Amazonas, entre julho e agosto de 2017. Seriam, pelas den\u00fancias, mais de 10 v\u00edtimas. Contudo, j\u00e1 que o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no Amazonas e a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (FUNAI), n\u00e3o chegaram a um consenso, e diante das poucas informa\u00e7\u00f5es a que a CPT teve acesso, por se tratar de povos isolados, o caso n\u00e3o foi inserido na listagem por ora apresentada.<\/p>\n<p>A CPT ressalta, todavia, que, al\u00e9m dos dados de assassinatos que constam nesta rela\u00e7\u00e3o, h\u00e1 muitos outros que acontecem na imensid\u00e3o deste pa\u00eds e que s\u00f3 a dor das fam\u00edlias \u00e9 que os registram. \u201cA publica\u00e7\u00e3o da CPT \u00e9 apenas uma amostra dos conflitos no Brasil\u201d, dizia Dom Tom\u00e1s Balduino, bispo em\u00e9rito de Goi\u00e1s (GO) e um dos fundadores da Pastoral.<\/p>\n<p>Os assassinatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra, de ind\u00edgenas, quilombolas, posseiros, pescadores, assentados, entre outros, tiveram um crescimento brusco a partir de 2015. O estado do Par\u00e1 lidera o ranking de 2017 com 21 pessoas assassinadas, sendo 10 no Massacre de Pau D?Arco; seguido pelo estado de Rond\u00f4nia, com 17, e pela Bahia, com 10 assassinatos.<\/p>\n<p>Dos 70 assassinatos em 2017, 28 ocorreram em massacres, o que corresponde a 40% do total. Em agosto de 2017, a CPT lan\u00e7ou uma p\u00e1gina especial na internet (<a href=\"https:\/\/cptnacional.org.br\/mnc\/index.php\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/cptnacional.org.br\/mnc\/index.php&amp;source=gmail&amp;ust=1527792235828000&amp;usg=AFQjCNGlyhNnZ2-xmt1wgzFXwMBl8Jg3Ug\">https:\/\/cptnacional.org.br\/<wbr \/>mnc\/index.php<\/a>) sobre os massacres no campo registrados de 1985 a 2017. Foram 46 massacres com 220 v\u00edtimas ao longo desses 32 anos. Na p\u00e1gina \u00e9 poss\u00edvel consultar o hist\u00f3rico e imagens dos casos. O estado do Par\u00e1 tamb\u00e9m lidera esse ranking, com 26 massacres ao longo desses anos, que vitimaram 125 pessoas.<br \/>\n<strong>Assassinatos e Julgamentos<\/strong><br \/>\nA CPT registra os dados de conflitos no campo de modo sistem\u00e1tico desde 1985. Entre os anos de 1985 e 2017, a CPT registrou 1.438 casos de conflitos no campo em que ocorreram assassinatos, com 1.904 v\u00edtimas. Desse total de casos, apenas 113 foram julgados, o que corresponde a 8% dos casos, em que 31 mandantes dos assassinatos e 94 executores foram condenados. Isso mostra como a impunidade ainda \u00e9 um dos pilares mantenedores da viol\u00eancia no campo.<br \/>\nNesses 32 anos, a regi\u00e3o Norte contabiliza 658 casos com 970 v\u00edtimas. O Par\u00e1 \u00e9 o estado que lidera na regi\u00e3o e no resto do pa\u00eds, com 466 casos e 702 v\u00edtimas. Maranh\u00e3o vem em segundo lugar com 168 v\u00edtimas em 157 casos. E o estado de Rond\u00f4nia em terceiro, com 147 pessoas assassinadas em 102 casos.<br \/>\n<strong>Ataques hackers atrapalham conclus\u00e3o do relat\u00f3rio anual da CPT<\/strong><br \/>\nA partir do segundo semestre de 2017, a Secretaria Nacional da CPT, situada em Goi\u00e2nia (GO), sofreu seguidos ataques hackers, orquestrados e direcionados a setores estrat\u00e9gicos,que for\u00e7aram a limita\u00e7\u00e3o do funcionamento de seus servidores na tentativa de manter a seguran\u00e7a do sistema, o que acabou comprometendo o desempenho das tarefas di\u00e1rias da Pastoral. O Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Dom Tom\u00e1s Balduino, respons\u00e1vel pela cataloga\u00e7\u00e3o e compila\u00e7\u00e3o dos dados de conflitos no campo divulgados pela entidade, foi prejudicado, atrasando o fechamento do relat\u00f3rio anual da CPT, o \u201cConflitos no Campo<br \/>\nBrasil\u201d, e impossibilitando o seu lan\u00e7amento na data costumeira, a semana do 17 de abril, Dia Internacional de Luta Camponesa, em mem\u00f3ria aos trabalhadores rurais sem-terra assassinados na Curva do S, em Eldorado dos Caraj\u00e1s, Par\u00e1, em 1996.<br \/>\nEsses ataques podem, tamb\u00e9m, fazer parte do processo de criminaliza\u00e7\u00e3o empreendido contra organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais de luta. O caso foi denunciado \u00e0s inst\u00e2ncias policiais competentes e segue sob investiga\u00e7\u00e3o. De qualquer forma, a CPT julga de extrema import\u00e2ncia denunciar, ainda que de forma incompleta, algumas das diversas formas de viol\u00eancia exercidas contra os povos do campo em 2017 e chamar a aten\u00e7\u00e3o para os dados alarmantes que agora analisamos. Em breve ser\u00e1 divulgado, enfim, o relat\u00f3rio \u201cConflitos no Campo Brasil 2017\u201d, completo. A CPT aproveita para reafirmar seu compromisso<br \/>\ncom as causas do povo pobre do campo, e que n\u00e3o conseguir\u00e3o nos calar!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) divulga hoje os dados de assassinatos em conflitos no campo no Brasil em 2017 \u2013 o maior n\u00famero desde o ano de 2003. A CPT tamb\u00e9m denuncia ataques hackers que sofreu no \u00faltimo ano, provavelmente dentro do processo de&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,2],"tags":[1168],"class_list":["post-5323","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-para","category-slideshow","tag-impunidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5323"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5325,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5323\/revisions\/5325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}