{"id":5410,"date":"2018-07-26T22:42:58","date_gmt":"2018-07-27T01:42:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=5410"},"modified":"2018-07-26T22:42:58","modified_gmt":"2018-07-27T01:42:58","slug":"mulheres-indigenas-da-bacia-do-rio-uaupes-revitalizam-producao-de-ceramica-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/mulheres-indigenas-da-bacia-do-rio-uaupes-revitalizam-producao-de-ceramica-tradicional\/","title":{"rendered":"Mulheres ind\u00edgenas da bacia do rio Uaup\u00e9s revitalizam produ\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica tradicional"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Mulheres-indigenas-da-bacia-do-rio-Uaupes-revitalizam-producao-de-ceramica-tradicional.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5411\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Mulheres-indigenas-da-bacia-do-rio-Uaupes-revitalizam-producao-de-ceramica-tradicional.jpg\" alt=\"Mulheres indigenas da bacia do rio Uaupes revitalizam producao de ceramica tradicional\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Mulheres-indigenas-da-bacia-do-rio-Uaupes-revitalizam-producao-de-ceramica-tradicional.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Mulheres-indigenas-da-bacia-do-rio-Uaupes-revitalizam-producao-de-ceramica-tradicional-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Mulheres-indigenas-da-bacia-do-rio-Uaupes-revitalizam-producao-de-ceramica-tradicional-220x146.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Era a primeira vez que a maioria das mulheres ali presentes estava produzindo cer\u00e2micas, embora muitas tenham visto a m\u00e3e, sogra ou av\u00f3 fazer. Ao todo, 28 mulheres, entre jovens e anci\u00e3s, estiveram sob orienta\u00e7\u00e3o da mestra ceramista Oscarina da Silva Caldas, da etnia Desana.<\/p>\n<p>Durante 10 dias coletaram argila, foram para o mato e para a ro\u00e7a buscar plantas utilizadas em v\u00e1rias partes do processo, fizeram polimento, queima e grafismos nas pe\u00e7as, at\u00e9 finalmente defum\u00e1-las, sendo este \u00faltimo procedimento necess\u00e1rio para deixar as pe\u00e7as pretas. Esta caracter\u00edstica, junto com os desenhos em negativo \u00e9 uma marca da cer\u00e2mica dos povos de l\u00ednguas Tukano da bacia do rio Uaup\u00e9s (veja o box).<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Caminhada para coleta de argila e plantas utilizadas no processo de produ\u00e7\u00e3o das cer\u00e2micas|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_2825.jpg?itok=ujwxADSF\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Caminhada para coleta de argila e plantas utilizadas no processo de produ\u00e7\u00e3o das cer\u00e2micas\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/img_2825.jpg?itok=BylqfkG6\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Caminhada para coleta de argila e plantas utilizadas no processo de produ\u00e7\u00e3o das cer\u00e2micas|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_2825.jpg?itok=ujwxADSF\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Caminhada para coleta de argila e plantas utilizadas no processo de produ\u00e7\u00e3o das cer\u00e2micas<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nA oficina, que aconteceu entre 06 e 17 de junho na comunidade de Pirarara-Po\u00e7o, no m\u00e9dio rio Tiqui\u00e9 (afluente do Uaup\u00e9s) teve como objetivos a troca conhecimentos e pr\u00e1ticas sobre a produ\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica. Ela faz parte de um processo da organiza\u00e7\u00e3o de uma rede produtiva desta arte ind\u00edgena milenar.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Cer\u00e2micas em frente a uma maloca Tukano (no Rio Tiqui\u00e9) no in\u00edcio do s\u00e9culo 20|Theodor Koch-Gr\u00fcnberg\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/livro2_pg219b.jpg?itok=iClzMaHd\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem-preto caption-processed\" title=\"Cer\u00e2micas em frente a uma maloca Tukano (no Rio Tiqui\u00e9) no in\u00edcio do s\u00e9culo 20\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem-preto\/public\/nsa\/livro2_pg219b.jpg?itok=di4lSuEQ\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Cer\u00e2micas em frente a uma maloca Tukano (no Rio Tiqui\u00e9) no in\u00edcio do s\u00e9culo 20|Theodor Koch-Gr\u00fcnberg\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/livro2_pg219b.jpg?itok=iClzMaHd\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Cer\u00e2micas em frente a uma maloca Tukano (no Rio Tiqui\u00e9) no in\u00edcio do s\u00e9culo 20<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nNo Alto Rio Negro a cer\u00e2mica come\u00e7ou a ser substitu\u00edda por utens\u00edlios de metal com a chegada dos mission\u00e1rios salesianos no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Naquela \u00e9poca, os padres trocavam produtos industrializados como ter\u00e7ados, bacias, espingardas, anz\u00f3is e panelas de alum\u00ednio por m\u00e3o de obra ind\u00edgena para a constru\u00e7\u00e3o das miss\u00f5es da regi\u00e3o, al\u00e9m de farinha e outros produtos. Assim, a arte cer\u00e2mica foi rapidamente sendo substitu\u00edda pelas mercadorias dos pehkas\u00e3 (n\u00e3o ind\u00edgenas, em tukano).<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 2000 algumas oficinas de troca de experi\u00eancia come\u00e7aram a ser organizadas pelas pr\u00f3prias associa\u00e7\u00f5es locais, que viam na cer\u00e2mica uma maneira de revitalizar importantes conhecimentos locais e ao mesmo tempo um complemento de renda familiar.<\/p>\n<div class=\"box-right\">\n<h2>Pintura em negativo<\/h2>\n<p>A pintura em negativo \u00e9 uma t\u00e9cnica bastante especializada na qual os grafismos permanecem da cor natural do barro, enquanto o resto da pe\u00e7a recebe a cor preta, resultante da t\u00e9cnica de defuma\u00e7\u00e3o. Para atingirem esse efeito, as mulheres fazem os desenhos na cer\u00e2mica depois que a pe\u00e7a foi queimada. Elas usam v\u00e1rias camadas de argila misturada com \u00e1gua, que permanecem na pe\u00e7a temporariamente, e \u201cprotegem\u201d o desenho da fuma\u00e7a que vir\u00e1 depois. Ap\u00f3s toda a pe\u00e7a ficar preta, as mulheres removem as camadas de argila, revelando assim os desenhos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Vilmar Rezende Azevedo, da etnia Tukano, presidente da Associa\u00e7\u00e3o das Comunidades Ind\u00edgenas do M\u00e9dio Tiqui\u00e9 \u2013 ACIMET, conta do incentivo que uma antiga lideran\u00e7a da sua regi\u00e3o dava \u00e0s mulheres. \u201cO finado Mandu queria que as mulheres come\u00e7assem a trabalhar para ter recurso, para complementar a renda familiar. A gente usa [atualmente] mais materiais de pehkas\u00e3 [branco], \u00e9 dif\u00edcil entrar em uma casa e ver uma cer\u00e2mica para cozinhar, por isso ele falava para fabricar, tanto para vender como para utilizar dentro da casa\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na oficina ocorrida no m\u00eas passado, organizada pela associa\u00e7\u00e3o local (ACIMET), com apoio da Federa\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do Rio Negro (FOIRN) e do Instituto Socioambiental (ISA), os homens presentes aproveitaram a anima\u00e7\u00e3o da mulherada e juntos come\u00e7aram a fazer suas artes de cestaria com arum\u00e3, bancos tukano e bast\u00f5es de dan\u00e7a, ensinando aos mais jovens.<\/p>\n<p>Estavam presentes, entre homens e mulheres, ind\u00edgenas de sete comunidades do rio Tiqui\u00e9 e afluentes, das etnias Desana, Tukano, Tuyuka, Kubeo, Makuna, Yuhupd\u00ebh, Bar\u00e1, Siriano, Hupd\u2019\u00e4h e Pira-Tapuya. A oficina contou tamb\u00e9m com a presen\u00e7a de velhos kumu\u00e3 (conhecedores) que fizeram bahsese (benzimentos) para mulheres, homens e crian\u00e7as n\u00e3o sofrerem acidentes of\u00eddicos e para as mulheres terem anima\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica por s\u00e9culos, como contou Teodoro Rodrigues Barbosa, kumu da etnia Makuna.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"A oficina terminou com muita anima\u00e7\u00e3o, dan\u00e7as e trocas de artesanatos entre os participantes|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_4581.jpg?itok=aUiUiWB0\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"A oficina terminou com muita anima\u00e7\u00e3o, dan\u00e7as e trocas de artesanatos entre os participantes\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/img_4581.jpg?itok=Xmy64UbK\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"A oficina terminou com muita anima\u00e7\u00e3o, dan\u00e7as e trocas de artesanatos entre os participantes|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_4581.jpg?itok=aUiUiWB0\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">A oficina terminou com muita anima\u00e7\u00e3o, dan\u00e7as e trocas de artesanatos entre os participantes<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<h2>Comercializa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O desafio agora \u00e9 organizar o transporte e a comercializa\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica. A Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Ind\u00edgenas da Regi\u00e3o de Taracu\u00e1 (AMIRT), que atua no baixo rio Uaup\u00e9s, mais pr\u00f3ximo da sede do munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, tamb\u00e9m passou por uma oficina de troca de experi\u00eancia e conhecimentos de cer\u00e2mica, que aconteceu no ano de 2017.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o j\u00e1 conta com dezenas de associadas que t\u00eam na cer\u00e2mica uma importante complementa\u00e7\u00e3o da renda. Para a presidente da AMIRT, Maria Suzana Menezes Miguel, da etnia Pira-tapuya, \u201ccom a venda da cer\u00e2mica, as mulheres se sentem mais independentes e incentivadas a trabalhar sua arte e gerar renda para suas fam\u00edlias\u201d.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"\u00c0 frente, Dona Suzana, presidente da AMIRT, durante oficina de troca de experi\u00eancias em Taracu\u00e1, 2017|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_0434.jpg?itok=yfv7Tk_p\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"\u00c0 frente, Dona Suzana, presidente da AMIRT, durante oficina de troca de experi\u00eancias em Taracu\u00e1, 2017\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/img_0434.jpg?itok=UQ8Zaden\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"\u00c0 frente, Dona Suzana, presidente da AMIRT, durante oficina de troca de experi\u00eancias em Taracu\u00e1, 2017|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_0434.jpg?itok=yfv7Tk_p\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">\u00c0 frente, Dona Suzana, presidente da AMIRT, durante oficina de troca de experi\u00eancias em Taracu\u00e1, 2017<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nAtualmente, a comercializa\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica em pequena escala ocorre no mercado local, na Loja Warir\u00f3, e ocasionalmente chega \u00e0 GaleriAmaz\u00f4nica, em Manaus, e Box Amaz\u00f4nia e Mata Atl\u00e2ntica do Mercado Municipal de Pinheiros, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na GaleriAmaz\u00f4nica, uma loja de produtos da floresta de iniciativa da Associa\u00e7\u00e3o Comunidade Waimiri-Atroari (ACWA) e do ISA, as cer\u00e2micas tukano s\u00e3o destaque. Segundo a gerente da GaleriAmaz\u00f4nica, Melina Aguilar, \u201ca cer\u00e2mica est\u00e1 no nosso espa\u00e7o desde a inaugura\u00e7\u00e3o, faz parte da nossa vitrine, \u00e9 muito procurada na Galeria. Os clientes sempre procuram algo simples e elegante e o fato de ser feito \u00e0 m\u00e3o e sem muitos detalhes chama a aten\u00e7\u00e3o deles, pois para eles \u00e9 importante ter uma arte com hist\u00f3ria por tr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Com vistas \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva, o plano de neg\u00f3cios (em desenvolvimento) inclui uma forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os objetivando o com\u00e9rcio justo para as ceramistas e planejamento da produ\u00e7\u00e3o. Para fortalecer a divulga\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica dos povos de l\u00ednguas Tukano, as mulheres de Taracu\u00e1 est\u00e3o se preparando para participar da Feira na Rosembaum (em dezembro de 2018) e se cadastrar\u00e3o na Plataforma Origens Brasil com apoio da Casa de Produtos Ind\u00edgenas do Rio Negro Warir\u00f3, gerida pela FOIRN.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Exemplo de pintura em negativo da cer\u00e2mica de Taracu\u00e1|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_3860.jpg?itok=G2dvaHND\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Exemplo de pintura em negativo da cer\u00e2mica de Taracu\u00e1\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/img_3860.jpg?itok=HLaqtoeb\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Exemplo de pintura em negativo da cer\u00e2mica de Taracu\u00e1|Juliana Lins-ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_3860.jpg?itok=G2dvaHND\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Exemplo de pintura em negativo da cer\u00e2mica de Taracu\u00e1<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\n<strong>Para mais informa\u00e7\u00f5es e encomendas, entre em contato com:<br \/>\nLoja Warir\u00f3<br \/>\n<a href=\"mailto:wariro@foirn.org.br\">wariro@foirn.org.br<\/a><br \/>\nGaleriAmaz\u00f4nica<br \/>\n<a href=\"mailto:galeria@waimiriatroari.org.br\">galeria@waimiriatroari.org.br<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-tags field-type-taxonomy-term-reference field-label-hidden\"><\/div>\n<div class=\"field-collection-container clearfix\">\n<div class=\"field field-name-field-autor field-type-field-collection field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<div class=\"field-collection-view clearfix view-mode-full field-collection-view-final\">\n<div class=\"entity entity-field-collection-item field-collection-item-field-autor clearfix\">\n<div class=\"content\">\n<div class=\"field field-name-field-autor-da-nsa field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">Juliana Lins e Felipe Storch<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-instituicao field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">ISA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era a primeira vez que a maioria das mulheres ali presentes estava produzindo cer\u00e2micas, embora muitas tenham visto a m\u00e3e, sogra ou av\u00f3 fazer. 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