{"id":5788,"date":"2019-01-16T14:12:13","date_gmt":"2019-01-16T17:12:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=5788"},"modified":"2019-01-16T14:12:13","modified_gmt":"2019-01-16T17:12:13","slug":"extrema-pobreza-aumenta-na-america-latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/extrema-pobreza-aumenta-na-america-latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008\/","title":{"rendered":"Extrema pobreza aumenta na Am\u00e9rica Latina e atinge n\u00edvel mais alto desde 2008"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Extrema-pobreza-aumenta-na-America-Latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5789\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Extrema-pobreza-aumenta-na-America-Latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008-300x199.jpg\" alt=\"Extrema pobreza aumenta na America Latina e atinge nivel mais alto desde 2008\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Extrema-pobreza-aumenta-na-America-Latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Extrema-pobreza-aumenta-na-America-Latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008-700x464.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Extrema-pobreza-aumenta-na-America-Latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008-220x146.jpg 220w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Extrema-pobreza-aumenta-na-America-Latina-e-atinge-nivel-mais-alto-desde-2008.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A taxa geral da pobreza medida pela renda manteve-se est\u00e1vel na Am\u00e9rica Latina em 2017, ap\u00f3s aumentos registrados em 2015 e 2016. Entretanto, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza continuou crescendo, seguindo a tend\u00eancia observada desde 2015, informou nesta ter\u00e7a-feira (15) a Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL).<\/p>\n<p>Em 2017, o n\u00famero de pessoas vivendo na pobreza chegou a 184 milh\u00f5es (30,2% da popula\u00e7\u00e3o), dos quais 62 milh\u00f5es estavam na extrema pobreza (10,2% da popula\u00e7\u00e3o, percentual mais alto desde 2008). Os n\u00fameros est\u00e3o no relat\u00f3rio \u201cPanorama Social da Am\u00e9rica Latina 2018\u201d, apresentado pela secret\u00e1ria-executiva da CEPAL, Alicia B\u00e1rcena, em uma coletiva de imprensa em Santiago, no Chile.<\/p>\n<p>Segundo as proje\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o, em 2018 a pobreza baixaria para 29,6% da popula\u00e7\u00e3o, o que equivale a 182 milh\u00f5es de pessoas (2 milh\u00f5es a menos do que em 2017), embora a taxa de extrema pobreza se manteria em 10,2%, ou seja, 63 milh\u00f5es de pessoas (1 milh\u00e3o a mais do que em 2017).<\/p>\n<p>\u201cAinda que a regi\u00e3o tenha atingido importantes avan\u00e7os entre a d\u00e9cada passada e meados da presente, desde 2015 foram registrados retrocessos, particularmente em mat\u00e9ria de extrema pobreza\u201d, alertou a secret\u00e1ria-executiva da CEPAL, Alicia B\u00e1rcena. Segundo ela, diante desses desafios, os pa\u00edses precisam impulsionar pol\u00edticas p\u00fablicas complementares de prote\u00e7\u00e3o social e inclus\u00e3o no mercado de trabalho, assim como pol\u00edticas redistributivas.<\/p>\n<p>Ao analisar os pa\u00edses que mais reduziram a pobreza entre 2012 e 2017, a CEPAL observou que Chile, El Salvador e Rep\u00fablica Dominicana ampliaram a renda do trabalho nos domic\u00edlios mais pobres, o que contribuiu para essa diminui\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em Costa Rica, Panam\u00e1 e Uruguai, os principais fatores foram as pens\u00f5es e as transfer\u00eancias recebidas pelos domic\u00edlios com menos recursos.<\/p>\n<p>\u201cIsso corrobora a import\u00e2ncia de dotar de mais recursos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, combinando o fortalecimento da renda do trabalho com a provis\u00e3o de transfer\u00eancias p\u00fablicas e o fortalecimento dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o social\u201d, afirmou a CEPAL.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o feita em 2015 da metodologia utilizada pela CEPAL para medir a pobreza monet\u00e1ria, e \u00e0s posteriores revis\u00f5es realizadas pelo organismo internacional, os n\u00fameros inclu\u00eddos nessa edi\u00e7\u00e3o do \u201cPanorama Social\u201d diferem dos divulgados no \u00faltimo relat\u00f3rio publicado em dezembro de 2017 e anteriores. Clique aqui para acessar o documento explicativo.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destacou tamb\u00e9m que a desigualdade de renda tem diminu\u00eddo consideravelmente na regi\u00e3o desde princ\u00edpios da d\u00e9cada de 2000. A m\u00e9dia simples dos \u00edndices de Gini (onde 0 representa aus\u00eancia de desigualdade e 1 desigualdade m\u00e1xima) de 18 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina baixou de 0,543 em 2002 para 0,466 em 2017.<\/p>\n<p>Entretanto, o ritmo de redu\u00e7\u00e3o desacelerou recentemente. Entre 2002 e 2008, a diminui\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia do \u00edndice foi de 1,3%; entre 2008 e 2014, de 0,8%; e entre 2014 e 2017, de 0,3%. Os sistemas de prote\u00e7\u00e3o social tiveram um papel importante nos \u00faltimos anos para conter deteriora\u00e7\u00f5es distributivas, segundo informa a CEPAL.<\/p>\n<p>Apesar do contexto de ajustes fiscais, o gasto social dos governos centrais \u00e9 o principal componente do gasto p\u00fablico total (51,4% em 2016), segundo a CEPAL. O gasto p\u00fablico social do governo central de 17 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina alcan\u00e7ou como m\u00e9dia simples 11,2% do PIB em 2016, um leve aumento com rela\u00e7\u00e3o a 2015 e o n\u00edvel mais alto registrado desde 2000.<\/p>\n<p>Em termos per capita, o gasto social m\u00e9dio dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina praticamente duplicou entre 2002 e 2016, chegando a 894 d\u00f3lares. No entanto, existe uma alta heterogeneidade entre pa\u00edses, e persistem grandes desafios de financiamento das pol\u00edticas sociais para alcan\u00e7ar as metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, especialmente nos pa\u00edses com n\u00edveis mais elevados de pobreza e outras car\u00eancias em termos de desenvolvimento social.<\/p>\n<p>Para avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a n\u00edveis crescentes de participa\u00e7\u00e3o nos benef\u00edcios do desenvolvimento e no exerc\u00edcio dos direitos, a CEPAL lembrou ser necess\u00e1rio progredir simultaneamente na inclus\u00e3o social e na inclus\u00e3o do trabalho da popula\u00e7\u00e3o, mediante pol\u00edticas ativas.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, em torno de 40% da popula\u00e7\u00e3o ocupada da Am\u00e9rica Latina recebe rendas do trabalho inferiores ao sal\u00e1rio m\u00ednimo estabelecido por seu pa\u00eds, e essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais elevada entre as mulheres (48,7%) e os jovens de 15 a 24 anos (55,9%). Entre as mulheres jovens esse n\u00famero alcan\u00e7a 60,3%. De acordo com a CEPAL, \u00e9 preciso implementar pol\u00edticas universais sens\u00edveis \u00e0s diferen\u00e7as para reduzir as desigualdades de acesso que afetam os diferentes grupos da popula\u00e7\u00e3o, assim como reconhecer o cen\u00e1rio de novos e antigos riscos que incidem na sociedade em seu conjunto.<\/p>\n<p>Em 2017, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho continuou sendo menor do que a dos homens, de 50,2% e 74,4%, respectivamente, enquanto naquele mesmo ano o desemprego feminino (10,4%) manteve-se acima dos homens (7,6%). Mais da metade das mulheres ocupadas (51,8%) s\u00e3o empregadas em setores de baixa produtividade e, desse total, 82,2% n\u00e3o est\u00e3o afiliadas ou n\u00e3o contribuem para um sistema de pens\u00f5es.<\/p>\n<p>A baixa participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho remunerado contrasta com sua alta participa\u00e7\u00e3o no trabalho n\u00e3o remunerado para o pr\u00f3prio domic\u00edlio: na Am\u00e9rica Latina, 77% do trabalho n\u00e3o remunerado \u00e9 realizado pelas mulheres, de acordo com os dados das pesquisas de uso do tempo.<\/p>\n<p>\u201cSem pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas que abordem assuntos-chave como a forma\u00e7\u00e3o e o emprego das mulheres nas \u00e1reas de ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica, que contribuam para evitar a precariza\u00e7\u00e3o dos empregos e que promovam a corresponsabilidade nos sistemas de cuidado, as mulheres n\u00e3o somente poderiam perder os benef\u00edcios dos empregos do futuro, mas, tamb\u00e9m, correm o risco de que se perpetuem as brechas existentes e as car\u00eancias de trabalho decente que as afetam atualmente\u201d, concluiu o documento.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/repositorio.cepal.org\/bitstream\/handle\/11362\/44395\/5\/S1801084_es.pdf\">Clique aqui para acessar o documento completo (em espanhol).<\/a><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa geral da pobreza medida pela renda manteve-se est\u00e1vel na Am\u00e9rica Latina em 2017, ap\u00f3s aumentos registrados em 2015 e 2016. 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