{"id":5794,"date":"2019-01-16T14:23:20","date_gmt":"2019-01-16T17:23:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=5794"},"modified":"2019-01-16T14:23:20","modified_gmt":"2019-01-16T17:23:20","slug":"mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo-em-travessias-irregulares-em-2014-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo-em-travessias-irregulares-em-2014-2018\/","title":{"rendered":"Mais de 30 mil migrantes morreram no mundo em travessias irregulares em 2014-2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo-.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5795\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo--300x199.jpg\" alt=\"Mais de 30 mil migrantes morreram no mundo\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo--300x199.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo--700x466.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo--220x146.jpg 220w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Mais-de-30-mil-migrantes-morreram-no-mundo-.jpg 966w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pelo menos 30.510 pessoas morreram em migra\u00e7\u00f5es irregulares entre 2014 e 2018, aponta em relat\u00f3rio divulgado nesta sexta-feira (11) o Projeto Migrantes Desaparecidos, da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM). Mais de 19 mil mortes e desaparecimentos foram causados por afogamento, n\u00e3o apenas no Mar Mediterr\u00e2neo, mas tamb\u00e9m no Rio Grande, entre a fronteira dos Estados Unidos e M\u00e9xico, na Ba\u00eda de Bengala do Oceano \u00cdndico e em outras rotas por mar.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 falta de fontes oficiais de informa\u00e7\u00e3o sobre mortes durante migra\u00e7\u00f5es e \u00e0 consequente falta de detalhes sobre a maioria dos que morrem durante movimentos migrat\u00f3rios, esses n\u00fameros s\u00e3o melhor compreendidos como uma estimativa m\u00ednima, segundo a OIM.<\/p>\n<p>Quase metade do total de fatalidades nesses cinco anos (pelo menos 14.795 homens, mulheres e crian\u00e7as) foi registrada na rota do Mediterr\u00e2neo Central, entre o Norte da \u00c1frica e a It\u00e1lia. O Projeto Migrantes Desaparecidos estima que, no per\u00edodo, ocorreram no m\u00ednimo 17.644 mortes em todas as tr\u00eas rotas que cruzam o Mediterr\u00e2neo \u2014 o n\u00famero equivale a aproximadamente dez vezes a quantidade de passageiros que se afogaram no naufr\u00e1gio do Titanic, em 1912.<\/p>\n<p>As mortes registradas durante migra\u00e7\u00f5es pela \u00c1frica representam o segundo maior total regional \u2014 foram 6.629 \u00f3bitos desde 2014. Quase 4 mil dessas mortes aconteceram na regi\u00e3o norte do continente, onde a falta de dados confi\u00e1veis e relatos extensivos de casos particulares indicam que muitos mais migrantes morreram.<\/p>\n<p>Na \u00c1sia, onde os dados tamb\u00e9m s\u00e3o escassos, foram registradas as mortes de mais de 2,9 mil pessoas em fluxos migrat\u00f3rios irregulares, incluindo 2.191 no Sudeste Asi\u00e1tico e 531 no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Pelo menos 2.959 indiv\u00edduos morreram em deslocamentos nas Am\u00e9ricas ao longo dos \u00faltimos cinco anos. Desse contingente, mais de 60% \u2014 pelo menos 1.871 pessoas \u2014 perderam suas vidas na fronteira entre o M\u00e9xico e os Estados Unidos. Mais de mil mortes foram identificadas no resto da Am\u00e9rica Latina e do Caribe entre 2014 e 2018, embora a dificuldade em obter relat\u00f3rios confi\u00e1veis \u2014 particularmente sobre travessias no mar ou em \u00e1reas remotas de selva \u2014 significa que o n\u00famero verdadeiro de mortes de migrantes \u00e9 provavelmente bem mais alto.<\/p>\n<p>\u201cA migra\u00e7\u00e3o irregular coloca riscos significativos para os que realizam tais jornadas, e vias legais seguras s\u00e3o urgentemente necess\u00e1rias para que menos pessoas recorram a essa op\u00e7\u00e3o (a migra\u00e7\u00e3o irregular)\u201d, afirmou o diretor do Centro de An\u00e1lise de Dados de Migra\u00e7\u00e3o Global da OIM (GMDAC), Frank Laczko.<\/p>\n<p>\u201cEmbora muitos (analistas) se concentrem no Mediterr\u00e2neo, a verdade \u00e9 que pessoas morrem em rotas migrat\u00f3rias em todo o mundo.\u201d<\/p>\n<p>As principais causas de morte registradas no banco de dados do Projeto Migrantes Desaparecidos apontam para os meios de transportes perigosos e para as condi\u00e7\u00f5es do meio ambiente que os migrantes encontram quando viajam irregularmente. Al\u00e9m das mais de 19 mil mortes e desaparecimentos provocados por afogamento, outros 3,8 mil indiv\u00edduos morreram devido \u00e0s duras circunst\u00e2ncias da natureza durante a rota \u2014 incluindo exposi\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, desidrata\u00e7\u00e3o e exaust\u00e3o \u2014 ou devido a doen\u00e7as que se somaram \u00e0 falta de acesso a rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>Para mais de 2 mil indiv\u00edduos, a causa da morte permanece desconhecida. Em muitos casos, os restos mortais foram recuperados dias, semanas ou meses depois da morte no trajeto \u2014 o que, com frequ\u00eancia, tornou imposs\u00edvel para as autoridades determinar a causa da morte. Os cad\u00e1veres de muitos outros migrantes n\u00e3o s\u00e3o nem descobertos nem recuperados.<\/p>\n<p>No Mediterr\u00e2neo, relatos de sobreviventes de n\u00e1ufragos indicam que, numa estimativa conservadora, 11,5 mil pessoas morreram no mar ao longo dos \u00faltimos cinco anos. Seus corpos nunca foram encontrados.<\/p>\n<p>Pouco se sabe sobre as identidades dos 30.510 migrantes cujas mortes foram registradas pelo Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM. Informa\u00e7\u00f5es sobre idade e g\u00eanero est\u00e3o dispon\u00edveis para pouco mais de um quarto dos indiv\u00edduos \u2014 quase 1,6 mil eram crian\u00e7as, 1,7 mil eram mulheres e pouco mais de 5 mil, homens. De maneira semelhante, o pa\u00eds de origem dos migrantes mortos s\u00f3 \u00e9 conhecido em menos da metade dos casos do per\u00edodo 2014-2018.<\/p>\n<p>Os dados do Projeto Migrantes Desaparecidos s\u00e3o compilados pela equipe da OIM baseada no Centro de An\u00e1lise de Dados de Migra\u00e7\u00e3o Global, mas as informa\u00e7\u00f5es v\u00eam de uma variedade fontes, algumas das quais n\u00e3o s\u00e3o oficiais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos 30.510 pessoas morreram em migra\u00e7\u00f5es irregulares entre 2014 e 2018, aponta em relat\u00f3rio divulgado nesta sexta-feira (11) o Projeto Migrantes Desaparecidos, da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM). 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