{"id":6131,"date":"2019-05-07T20:21:59","date_gmt":"2019-05-07T23:21:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=6131"},"modified":"2019-05-07T20:21:59","modified_gmt":"2019-05-07T23:21:59","slug":"uma-maranhense-na-linha-de-frente-contra-o-trabalho-escravo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/uma-maranhense-na-linha-de-frente-contra-o-trabalho-escravo-no-brasil\/","title":{"rendered":"Uma maranhense na linha de frente contra o trabalho escravo no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Uma-maranhense-na-linha-de-frente-contra-o-trabalho-escravo-no-Brasil.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-6132\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Uma-maranhense-na-linha-de-frente-contra-o-trabalho-escravo-no-Brasil-300x202.jpg\" alt=\"Uma maranhense na linha de frente contra o trabalho escravo no Brasil\" width=\"300\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Uma-maranhense-na-linha-de-frente-contra-o-trabalho-escravo-no-Brasil-300x202.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Uma-maranhense-na-linha-de-frente-contra-o-trabalho-escravo-no-Brasil-220x148.jpg 220w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Uma-maranhense-na-linha-de-frente-contra-o-trabalho-escravo-no-Brasil.jpg 460w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No m\u00eas em que o Brasil comemora a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, em 13 de maio, a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e a ONG Rep\u00f3rter Brasil, lembra o ativismo da maranhense Pureza Lopes Loiola, que passou tr\u00eas anos \u00e0 procura do filho Abel, desaparecido em 1993 ap\u00f3s ser aliciado por agentes do trabalho escravo.<\/p>\n<p>Pureza percorreu o interior do Maranh\u00e3o e do Par\u00e1, numa peregrina\u00e7\u00e3o por garimpos, carvoarias, madeireiras e planta\u00e7\u00f5es. \u00c0 \u00e9poca, o Estado brasileiro ainda n\u00e3o reconhecia a exist\u00eancia de formas an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o. Assista ao v\u00eddeo aqui.<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rDlMx8HD7wU?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;autohide=2&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent\" width=\"810\" height=\"456\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>Em 1993, Pureza Lopes Loiola deixava para tr\u00e1s a vida em Bacabal, no Maranh\u00e3o, para come\u00e7ar uma busca obstinada pelo filho Abel, desaparecido ap\u00f3s sair de casa \u00e0 procura de emprego. O jovem de 18 anos n\u00e3o voltou mais, e o sumi\u00e7o despertou suspeitas de que o rapaz tinha sido aliciado por agentes do trabalho escravo.<\/p>\n<p>Ao longo de tr\u00eas anos e dois meses, Pureza percorreu o interior do Maranh\u00e3o e do Par\u00e1, numa peregrina\u00e7\u00e3o por garimpos, carvoarias, madeireiras e planta\u00e7\u00f5es. De pista em pista, tentava descobrir o paradeiro do filho. Pela viagem, ouvia as hist\u00f3rias de trabalhadores que viviam sem liberdade, sob as amea\u00e7as de produtores rurais criminosos.<\/p>\n<p>Com base nos depoimentos e nas informa\u00e7\u00f5es que colhia, Pureza encaminhou den\u00fancias ao governo federal. E a jornada de uma m\u00e3e que s\u00f3 desejava rever o filho transformou-se em s\u00edmbolo da luta contra a escravid\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, o Brasil ainda n\u00e3o reconhecia o trabalho escravo em seu territ\u00f3rio. O Estado s\u00f3 admitiria a exist\u00eancia do problema em 1995, ano em que foram criados mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o para investigar casos de explora\u00e7\u00e3o. Desde ent\u00e3o, mais de 53 mil pessoas foram resgatadas da escravid\u00e3o no pa\u00eds, segundo dados coletados pela Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho do Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p>Em 1996, Pureza conseguiu finalmente reencontrar Abel. Um ano mais tarde, a luta da brasileira ganharia proje\u00e7\u00e3o internacional. Pureza foi escolhida para receber o pr\u00eamio anual da institui\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica Anti-Slavery International, considerada a primeira ONG do mundo, criada em 1839 por abolicionistas do Reino Unido.<\/p>\n<p>No m\u00eas em que o Brasil comemora a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, em 13 de maio, a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (<a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/brasilia\/lang--pt\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">OIT<\/a>), em parceria com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (<a href=\"https:\/\/www.mpt.mp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MPT<\/a>) e a ONG <a href=\"http:\/\/escravonempensar.org.br\/biblioteca\/pureza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>, lembra a trajet\u00f3ria de Pureza Lopes Loiola para destacar que esfor\u00e7os pelo fim de formas inaceit\u00e1veis de trabalho e pela busca do trabalho decente ainda s\u00e3o atuais e necess\u00e1rios. (ONU Brasil)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas em que o Brasil comemora a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, em 13 de maio, a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e a ONG Rep\u00f3rter Brasil, lembra o ativismo da maranhense Pureza Lopes Loiola, que passou&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,30],"tags":[1306],"class_list":["post-6131","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-area-1","category-maranhao","tag-pureza"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6131"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6133,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6131\/revisions\/6133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}