{"id":6452,"date":"2019-08-14T19:19:47","date_gmt":"2019-08-14T22:19:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=6452"},"modified":"2019-08-14T19:19:47","modified_gmt":"2019-08-14T22:19:47","slug":"mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-yanomami","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-yanomami\/","title":{"rendered":"Mostra fotogr\u00e1fica retrata cultura e luta do povo Yanomami"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-Yanomami.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-6453\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-Yanomami-300x203.jpg\" alt=\"mostra fotografica retrata cultura e luta do povo Yanomami\" width=\"300\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-Yanomami-300x203.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-Yanomami-700x475.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-Yanomami-220x150.jpg 220w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mostra-fotografica-retrata-cultura-e-luta-do-povo-Yanomami.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em cartaz no Instituto Moreira Salles (IMS), no Rio de Janeiro, a mostra <em>Claudia Andujar \u2013 A luta Yanomami<\/em> recupera parte do acervo de mais de 40 mil imagens feitas pela fot\u00f3grafa su\u00ed\u00e7a, que passou d\u00e9cadas ao lado dos Yanomami. Radicada no Brasil desde os anos 1950, Claudia Andujar viria a se tornar uma voz global em prol da demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O curador da exposi\u00e7\u00e3o e coordenador da \u00e1rea de fotografia contempor\u00e2nea do IMS, Thyago Nogueira, explica que a mostra lan\u00e7a luz n\u00e3o apenas sobre a obra da artista, mas tamb\u00e9m sobre o seu ativismo pol\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201cA exposi\u00e7\u00e3o tenta recuperar e conectar essas duas metades da vida dela. E contar a hist\u00f3ria dessa mulher que partiu de um projeto fotogr\u00e1fico, mas acabou transformando a lei do Brasil e demarcando uma terra ind\u00edgena, um feito totalmente in\u00e9dito para uma fotojornalista\u201d, aponta o especialista em entrevista ao Centro de Informa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Brasil (UNIC Rio).<\/p>\n<p>Claudia Andujar cresceu na regi\u00e3o da Transilv\u00e2nia, atual Rom\u00eania. Durante a Segunda Guerra Mundial, sua fam\u00edlia paterna foi morta nos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas de Auschwitz e Dachau. Ela fugiu para a Su\u00ed\u00e7a com a m\u00e3e em 1944 e depois morou nos Estados Unidos, onde trabalhou como int\u00e9rprete para as Na\u00e7\u00f5es Unidas, j\u00e1 que falava cinco l\u00ednguas. Chegou ao Brasil em 1955 e registrou os Yanomamis pela primeira vez em 1971, aos 40 anos.<\/p>\n<p>Hoje, aos 88, ela conta que fotografar foi o jeito que encontrou de se comunicar com os brasileiros no in\u00edcio, uma vez que ainda n\u00e3o falava portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Assista abaixo \u00e0 mat\u00e9ria especial do Centro de Informa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Brasil (UNIC Rio):<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XyVw0bKgQfY?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;autohide=2&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent\" width=\"810\" height=\"456\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 70 e 80, o povo Yanomami sofreu com as iniciativas de explora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. O governo federal buscava estabelecer o \u2018Plano de Integra\u00e7\u00e3o Nacional\u2019 nas terras ind\u00edgenas, construindo estradas e apoiando a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Cerca de 40 mil garimpeiros brasileiros invadiram o territ\u00f3rio, rico em min\u00e9rios, desse povo ind\u00edgena. De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), em torno de 20% dos Yanomamis morreram por doen\u00e7as e outros impactos associados \u00e0 chegada dos invasores nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>At\u00e9 2011, existiam mais de 19 mil Yanomamis em territ\u00f3rio brasileiro. Sua terra abrange mais de 96 mil km\u00b2 de floresta na fronteira com a Venezuela, nos estados de Roraima e Amazonas.<\/p>\n<p>Quando conheceu os Yanomamis, Claudia chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que eles iam precisar de apoio para sobreviver e de que ela precisava ajud\u00e1-los a conseguir a demarca\u00e7\u00e3o legal das terras, que veio somente em 1992. \u201cMe dei conta de que eles eram um povo amea\u00e7ado. E que, para poderem sobreviver como povo, deveria haver um reconhecimento da terra que ocupavam h\u00e1 s\u00e9culos\u201d, conta Claudia.<\/p>\n<p>Davi Kopenawa, l\u00edder e representante dos Yanomami, esteve ao lado de Andujar na luta pela demarca\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena e recebeu, em 1989, o pr\u00eamio \u2018Global 500\u2019, do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente. Segundo o ind\u00edgena, a obra da fot\u00f3grafa \u00e9 reconhecida e valorizada pelos Yanomamis.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho dela \u00e9 fotografar. Depois, ele vira exposi\u00e7\u00e3o para ficar (deixar) a imagem dos Yanomamis na cidade, para o povo da cidade ver e conhecer atrav\u00e9s da foto. E ela fez um bom trabalho\u201d, afirma Kopenawa, hoje com 63 anos.<\/p>\n<p>\u201cEla \u00e9 como uma m\u00e3e que nos salvou, que realmente entrou na briga por nossa causa. Eu a admiro muito. \u00c9 uma mulher que se apaixonou pelo nosso povo, que nos abra\u00e7ou. Ela n\u00e3o \u00e9 Yanomami, ela \u00e9 branca, mas virou nossa amiga\u201d, diz o l\u00edder ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Atualmente, os Yanomamis continuam sofrendo amea\u00e7as de invas\u00e3o e de redu\u00e7\u00e3o de suas terras.<\/p>\n<p>Kopenawa refor\u00e7a a import\u00e2ncia das d\u00e9cadas de luta pelos direitos do seu povo: \u201cSem a terra, o meu povo n\u00e3o vai viver. O papel da lideran\u00e7a que encontrei, de lutar contra \u2018gente grande\u2019, \u00e9 muito perigoso. Mas eu n\u00e3o estou errado. Errado \u00e9 o homem branco, que n\u00e3o est\u00e1 respeitando. Ele n\u00e3o est\u00e1 escutando nem vendo a destrui\u00e7\u00e3o, contaminando os rios e poluindo todo o nosso planeta Terra\u201d. Fonte: ONU Brasil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em cartaz no Instituto Moreira Salles (IMS), no Rio de Janeiro, a mostra Claudia Andujar \u2013 A luta Yanomami recupera parte do acervo de mais de 40 mil imagens feitas pela fot\u00f3grafa su\u00ed\u00e7a, que passou d\u00e9cadas ao lado dos Yanomami. 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