{"id":7275,"date":"2020-04-15T16:42:59","date_gmt":"2020-04-15T19:42:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7275"},"modified":"2020-04-15T16:42:59","modified_gmt":"2020-04-15T19:42:59","slug":"desmatamento-ilegal-avanca-no-mato-grosso-e-pressiona-territorio-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/desmatamento-ilegal-avanca-no-mato-grosso-e-pressiona-territorio-indigena\/","title":{"rendered":"Desmatamento ilegal avan\u00e7a no Mato Grosso e pressiona Territ\u00f3rio Ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Desmatamento-ilegal-avanca-no-Mato-Grosso-.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-7276\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Desmatamento-ilegal-avanca-no-Mato-Grosso-.jpg\" alt=\"Desmatamento ilegal avanca no Mato Grosso\" width=\"700\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Desmatamento-ilegal-avanca-no-Mato-Grosso-.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Desmatamento-ilegal-avanca-no-Mato-Grosso--300x155.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Desmatamento-ilegal-avanca-no-Mato-Grosso--220x113.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/em><\/div>\n<div class=\"summary\"><em>Entre janeiro e fevereiro, 84% da floresta derrubada na por\u00e7\u00e3o mato-grossense da bacia do Xingu n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o. Em Ga\u00facha do Norte e Paranatinga, munic\u00edpios pr\u00f3ximos \u00e0 Terra Ind\u00edgena, taxa sobe para 100%<\/em><\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Nos dois primeiros meses do ano quase 10 milh\u00f5es de \u00e1rvores foram derrubadas ilegalmente na por\u00e7\u00e3o mato-grossense da bacia do Xingu, o equivalente a 84% do desmatamento na regi\u00e3o entre janeiro e fevereiro.<\/p>\n<p>Em Uni\u00e3o do Sul, munic\u00edpio mais desmatado no per\u00edodo, 98% da \u00e1rea total derrubada n\u00e3o possui autoriza\u00e7\u00e3o de desmate. J\u00e1 em Ga\u00facha do Norte e Paranatinga a taxa sobe para 100%. Algumas das \u00e1reas desmatadas ilegalmente nos tr\u00eas munic\u00edpios est\u00e3o muito pr\u00f3ximas dos limites do Territ\u00f3rio Ind\u00edgena do Xingu.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Desmatamento pr\u00f3ximo ao Territ\u00f3rio Ind\u00edgena do Xingu\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/mapa_nsa_sirad17.jpg?itok=lYHBt0_Z\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-boneco caption-processed alignleft\" title=\"Desmatamento pr\u00f3ximo ao Territ\u00f3rio Ind\u00edgena do Xingu\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/boneco\/public\/nsa\/mapa_nsa_sirad17.jpg?itok=oTToN7M8\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"208\" \/><span class=\"image-caption\">Desatamento pr\u00f3ximo ao Territ\u00f3rio Ind\u00edgena do Xingu<\/span><\/span><br \/>\n<\/a>O estado deu um salto de 75% na taxa de desmatamento em rela\u00e7\u00e3o aos dois \u00faltimos meses do ano, contabilizando 8.100 hectares desmatados. Os dados s\u00e3o do 17\u00ba boletim Sirad X, o sistema de monitoramento de desmatamento da <a href=\"https:\/\/xingumais.org.br\/\">Rede Xingu +<\/a>, uma articula\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas, ribeirinhos e seus parceiros que vivem ou atuam na bacia do Xingu. [<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/siradx_pg_af01_web.pdf\">Acesse aqui a publica\u00e7\u00e3o<\/a>].<\/p>\n<p>Os dados oficiais de autoriza\u00e7\u00e3o de desmate foram disponibilizados pela Secretaria do Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA-MT). As \u00e1reas desmatadas detectadas pelo monitoramento que n\u00e3o coincidiram com nenhuma autoriza\u00e7\u00e3o em vig\u00eancia foram consideradas ilegais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>\u00c1reas Protegidas em risco<\/h2>\n<p>O ritmo do desmatamento diminuiu 22% nos primeiros dois meses de 2020 na bacia do Xingu, com 14,8 mil hectares desmatados. A queda aconteceu na por\u00e7\u00e3o paraense da bacia, onde as taxas ca\u00edram pela metade, resultado, em parte, dos esfor\u00e7os de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda assim, n\u00e3o h\u00e1 o que comemorar: 48% do desmatamento detectado no estado ocorreu dentro de \u00c1reas Protegidas, em Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O garimpo ilegal n\u00e3o cedeu em 2019 e continua crescendo. Em apenas dois meses, 246 hectares foram abertos nas Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3, Ba\u00fa e Apyterewa. O aumento dessa atividade em TIs se explica, em parte, pela expectativa criada em torno da aprova\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei n\u00b0 191\/2020 que prop\u00f5e a legaliza\u00e7\u00e3o da atividade garimpeira por terceiros dentro de TIs. \u201cProposta que, apesar de ser abertamente inconstitucional, junto com a aus\u00eancia de opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de garimpo, refor\u00e7a a manuten\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o desta atividade ilegal\u201d, aponta Elis Ara\u00fajo, advogada do ISA. [<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-isa\/pl-da-devastacao-atropela-constituicao-ao-tentar-legalizar-garimpos-em-terras-indigenas\">Saiba mais<\/a>]<\/p>\n<p>Mais de 2.190 ha foram desmatados em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o da bacia do Xingu, desse total, 90% ocorreu na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Triunfo do Xingu. A APA, <a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-xingu\/200-milhoes-de-arvores-foram-derrubadas-no-xingu-em-2019\">que \u00e9 a Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o mais desmatada no Brasil nos \u00faltimos 10 anos<\/a>, j\u00e1 teve mais de um ter\u00e7o de sua \u00e1rea florestal convertida para outros usos, sobretudo para a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2019, a Rede Xingu + enviou uma <a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/nota_tecnica_apa_triunfo_do_xingu_dez2019.pdf\">nota t\u00e9cnica<\/a> aos \u00f3rg\u00e3os ambientais do Par\u00e1 (Semas e Ideflor-bio) propondo recomenda\u00e7\u00f5es para o combate ao desmatamento na UC, como a instala\u00e7\u00e3o de duas bases de fiscaliza\u00e7\u00e3o permanentes nos portos por onde saem tudo o que \u00e9 extra\u00eddo e produzido l\u00e1. \u201cEsperamos que as recomenda\u00e7\u00f5es sejam consideradas e que a\u00e7\u00f5es sejam tomadas para conter a destrui\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, pondera Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>No segundo lugar do ranking, a Floresta Nacional de Altamira teve 156 ha de floresta derrubados. Com duas \u00e1reas de garimpo ilegal ativas e outra por\u00e7\u00e3o disputada por grileiros, a integridade territorial da regi\u00e3o est\u00e1 em risco.<\/p>\n<h2>O nosso norte nasce no Xingu<\/h2>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/mapa_boletim.jpg?itok=Hz7fFi5p\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-boneco caption-processed alignleft\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/boneco\/public\/nsa\/mapa_boletim.jpg?itok=TYJxdbSU\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"275\" \/><\/span><br \/>\n<\/a>O rio tem grande import\u00e2ncia na vida dos povos da floresta e \u00e9 por ele que muitos se guiam e se deslocam. O rio Xingu, que nasce no Mato Grosso at\u00e9 desaguar no rio Amazonas, no Par\u00e1, recebe ao longo do seu curso a contribui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios outros rios, como Iriri, Bacaj\u00e1, Fresco, Sui\u00e1-Mi\u00e7u, Culuene dentre outros, que formam a bacia do rio Xingu. \u00c9 nas suas cabeceiras que est\u00e1 o Alto Xingu, na dire\u00e7\u00e3o sul, e na medida que ele desce, o M\u00e9dio e o Baixo Xingu. \u00c9 pelo sentido das \u00e1guas do Xingu que os ind\u00edgenas e ribeirinhos se orientam por seu territ\u00f3rio, do Alto ao Baixo, de sul \u00e0 norte.<\/p>\n<p>A partir desta edi\u00e7\u00e3o, o mapa do boletim Sirad X da Rede Xingu + vai seguir a mesma orienta\u00e7\u00e3o utilizada pelos povos da floresta, assim como para eles, o nosso \u201cnorte\u201d nasce no Xingu.<\/p>\n<p>Fonte: Instituto Socioambiental<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre janeiro e fevereiro, 84% da floresta derrubada na por\u00e7\u00e3o mato-grossense da bacia do Xingu n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o. 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