{"id":7453,"date":"2020-06-15T14:31:11","date_gmt":"2020-06-15T17:31:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7453"},"modified":"2020-06-15T14:31:40","modified_gmt":"2020-06-15T17:31:40","slug":"humanidade-e-dependente-de-oceanos-equilibrados-e-saudaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/humanidade-e-dependente-de-oceanos-equilibrados-e-saudaveis\/","title":{"rendered":"Humanidade \u00e9 dependente de Oceanos equilibrados e saud\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Humanidade-dependente-de-Oceanos-.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7454\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Humanidade-dependente-de-Oceanos--300x210.jpg\" alt=\"Humanidade dependente de Oceanos\" width=\"300\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Humanidade-dependente-de-Oceanos--300x210.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Humanidade-dependente-de-Oceanos--213x150.jpg 213w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Humanidade-dependente-de-Oceanos-.jpg 667w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estamos muito pr\u00f3ximos de esgotarmos totalmente a capacidade de regenera\u00e7\u00e3o desse ecossistema<\/em><\/p>\n<p>Temos impactado negativamente os oceanos com polui\u00e7\u00e3o e sobrepesca. Ainda estamos presos na rela\u00e7\u00e3o: pegamos o que queremos e deixamos o que desprezamos. Por\u00e9m, ainda h\u00e1 tempo para agir. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidades para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), a pesca e a aquicultura juntas asseguram a subsist\u00eancia de 10 a 12% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Al\u00e9m disso, mais de 200 milh\u00f5es de pessoas dependem dos recifes de corais para protege-los de tempestades e ondas.<\/p>\n<p>Cerca de 80% dos recursos pesqueiros est\u00e3o sobrepescados, ou seja, capturados em uma taxa superior \u00e0 sua capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o natural. Essa pesca desenfreada resulta no decl\u00ednio populacional das esp\u00e9cies, incluindo aves marinhas, tartarugas, golfinhos e baleias, al\u00e9m de amea\u00e7ar a seguran\u00e7a alimentar de milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Estimativas como esta, por\u00e9m, sofrem com a falta de dados atualizados e confi\u00e1veis &#8211; o \u00faltimo Boletim Nacional de Estat\u00edstica Pesqueira foi publicado em 2012 e, desde ent\u00e3o, s\u00e3o realizadas apenas iniciativas descentralizadas e descont\u00ednuas. Al\u00e9m disso, o monitoramento insuficiente da atividade vem comprometendo h\u00e1 anos a efic\u00e1cia da gest\u00e3o pesqueira no Pa\u00eds. Nesse panorama, os estoques sofrem com a destrui\u00e7\u00e3o dos habitats marinhos, a pesca ilegal ou incidental, e a baixa seletividade das frotas nacionais.<\/p>\n<p>Segundo o <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/natureza_brasileira\/especiais\/relatorio_planeta_vivo_2018\/\">Relat\u00f3rio Planeta Vivo 2018<\/a><\/strong><\/span>, publicado pela Rede WWF, se as tend\u00eancias atuais continuarem, at\u00e9 90% dos recifes de corais do mundo poder\u00e3o desaparecer at\u00e9 a metade do s\u00e9culo, prejudicando economias locais e expondo milhares de pessoas \u00e0 eventos clim\u00e1ticos extremos. As implica\u00e7\u00f5es dessas mudan\u00e7as para o planeta e toda a humanidade s\u00e3o vastas e incalcul\u00e1veis.<\/p>\n<p>A polui\u00e7\u00e3o, por vazamento de pl\u00e1sticos, agrot\u00f3xicos e qu\u00edmicos, afeta diretamente a toda a cadeia alimentar, prejudicando at\u00e9 mesmo a nossa alimenta\u00e7\u00e3o com \u00edndices cada vez maiores de qu\u00edmicos, metais pesados e micropl\u00e1sticos encontrados em pescados e eventualmente consumidos por humanos. O volume de vazamento de pl\u00e1stico nos oceanos \u00e9 estimado em mais de 8 milh\u00f5es de toneladas de lixo pl\u00e1stico ao ano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" id=\"widget2\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/836VGMPGgj4?enablejsapi=1\" width=\"478\" height=\"268\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Vazamento de \u00f3leo<\/strong><br \/>\nO Brasil viveu o maior desastre ambiental causado por vazamento de petr\u00f3leo de sua hist\u00f3ria. As manchas de \u00f3leo come\u00e7aram a ser registradas no litoral nordestino brasileiro em 30 de agosto. Desde ent\u00e3o, at\u00e9 o dia 19 de mar\u00e7o, segundo dados oficiais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis), mais de 1.000 localidades em 128 munic\u00edpios de 11 estados, j\u00e1 foram atingidas em uma \u00e1rea de costa pr\u00f3xima de 3.000 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Quase 10 meses ap\u00f3s o in\u00edcio das primeiras manchas o vazamento continua sem solu\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, apesar da subst\u00e2ncia ter sido identificada como petr\u00f3leo cru, as autoridades brasileiras ainda n\u00e3o descobriram a origem, o respons\u00e1vel pelo despejo do material no mar e nem mesmo a quantidade de material que pode ter sido sedimentada no fundo do mar.<\/p>\n<p>Tampouco se sabe claramente os efeitos na sa\u00fade das pessoas que vivem nas \u00e1reas afetadas e quais as consequ\u00eancias para o ecossistema marinho.<\/p>\n<p><strong>Pl\u00e1stico nos Oceanos<\/strong><br \/>\nSegundo o estudo lan\u00e7ado pelo WWF em 2019, o volume de pl\u00e1stico que vaza para os oceanos todos os anos \u00e9 de aproximadamente 10 milh\u00f5es de toneladas, o que equivale a 23 mil avi\u00f5es Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos \u2013s\u00e3o mais de 60 por dia. Nesse ritmo, at\u00e9 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de pl\u00e1stico no mar a cada km\u00b2.<\/p>\n<p>O Brasil, segundo dados do Banco Mundial, \u00e9 o 4\u00b0 maior produtor de lixo pl\u00e1stico no mundo, com 11,3 milh\u00f5es de toneladas geradas, ficando atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos, China e \u00cdndia. Desse total, mais de 10,3 milh\u00f5es de toneladas foram coletadas (91%), mas apenas 145 mil toneladas (1,28%) s\u00e3o efetivamente recicladas, ou seja, reprocessadas na cadeia de produ\u00e7\u00e3o como produto secund\u00e1rio. Esse \u00e9 um dos menores \u00edndices da pesquisa e bem abaixo da m\u00e9dia global de reciclagem pl\u00e1stica, que \u00e9 de 9%.<\/p>\n<p>Fonte: WWF Brasil &#8211; P<em>or Douglas Santos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos muito pr\u00f3ximos de esgotarmos totalmente a capacidade de regenera\u00e7\u00e3o desse ecossistema Temos impactado negativamente os oceanos com polui\u00e7\u00e3o e sobrepesca. Ainda estamos presos na rela\u00e7\u00e3o: pegamos o que queremos e deixamos o que desprezamos. Por\u00e9m, ainda h\u00e1 tempo para agir. 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