{"id":7523,"date":"2020-06-22T09:17:58","date_gmt":"2020-06-22T12:17:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7523"},"modified":"2020-06-22T09:17:58","modified_gmt":"2020-06-22T12:17:58","slug":"organizacoes-alertam-para-explosao-do-desmatamento-na-amazonia-legal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/organizacoes-alertam-para-explosao-do-desmatamento-na-amazonia-legal\/","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00f5es alertam para explos\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Organizacoes-alertam-desmatamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-7524\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Organizacoes-alertam-desmatamento.jpg\" alt=\"Organizacoes alertam desmatamento\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Organizacoes-alertam-desmatamento.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Organizacoes-alertam-desmatamento-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Organizacoes-alertam-desmatamento-220x146.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/em><\/div>\n<div class=\"summary\"><em>Estudo revela aumento de 94% no desmatamento em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado e aponta para a interioriza\u00e7\u00e3o do \u2018Arco do Desmatamento\u2019. Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o as \u00e1reas mais vulner\u00e1veis<\/em><\/div>\n<p>No ano passado o Brasil registrou a maior taxa de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal dos \u00faltimos dez anos e este cen\u00e1rio tende a piorar. J\u00e1 foram desmatados 566 mil hectares apenas entre agosto de 2019 e abril de 2020, o que revela, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma tend\u00eancia de aumento de 94% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior.<\/p>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Seis organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil alertam para a escalada do desmatamento em documento enviado hoje (17\/06) ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. O documento tamb\u00e9m foi entregue ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual e ao governo do Par\u00e1, epicentro da destrui\u00e7\u00e3o da floresta: dos dez munic\u00edpios mais desmatados no ano passado, seis est\u00e3o ali. O estado contabiliza um aumento de 170% da taxa de desmatamento no per\u00edodo de agosto de 2019 a abril de 2020, com 233 mil hectares desmatados. [<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/representacao_deter_sad_sirad17jun2020.pdf\">Leia na \u00edntegra<\/a>].<\/p>\n<p>O documento, assinado pela Rede Xingu +, Greenpeace Brasil, Instituto Internacional de Educa\u00e7\u00e3o do Brasil (IEB), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon), Instituto de Manejo e Certifica\u00e7\u00e3o Florestal e Agr\u00edcola (Imaflora) e Instituto Socioambiental (ISA), pede que sejam tomadas a\u00e7\u00f5es efetivas e urgentes a n\u00edvel federal e estadual para coibir o desmatamento.<\/p>\n<p>O texto alerta para a interioriza\u00e7\u00e3o do Arco do Desmatamento, que desponta ao longo de rodovias como a Transamaz\u00f4nica, BR-163 e PA-279 e pressiona Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. As \u00c1reas Protegidas da bacia do Xingu, entre os estados do Par\u00e1 e Mato Grosso, figuram entre as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis, com quase nove mil hectares desmatados s\u00f3 neste ano, 56% a mais do que o mesmo per\u00edodo de 2019. Vale ressaltar que quase a totalidade do desmatamento em TIs e UCs, 99%, ocorreu na por\u00e7\u00e3o paraense da bacia.<\/p>\n<h2>Desmatamento deve piorar crise de Covid-19<\/h2>\n<p>A\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle s\u00e3o imperativas com o fim da esta\u00e7\u00e3o das chuvas na Amaz\u00f4nia, \u00e9poca em que o desmatamento tende a crescer e, por consequ\u00eancia, as queimadas e inc\u00eandios florestais. Levantamento do Inpe revela que 78,4 mil focos de queimadas foram detectados entre agosto e abril, 20% a mais do que o per\u00edodo anterior.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Queimadas na TI Ituna Itat\u00e1, no Par\u00e1|F\u00e1bio Nascimento-Greenpeace\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/terra_indigena_ituna_itata_fabio_nascimento-greenpeacegp0sttzzo_pressmedia_1_1.jpg?itok=AvXeb5xV\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-mapa-retrato caption-processed alignleft\" title=\"Queimadas na TI Ituna Itat\u00e1, no Par\u00e1\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/mapa-retrato\/public\/nsa\/terra_indigena_ituna_itata_fabio_nascimento-greenpeacegp0sttzzo_pressmedia_1_1.jpg?itok=vlxer3mv\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"540\" \/><span class=\"image-caption\">Queimadas na TI Ituna Itat\u00e1, no Par\u00e1<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nAs queimadas provocam aumento do material particulado emitido para a atmosfera, degradando a qualidade do ar, e, consequentemente, aumentando a incid\u00eancia de doen\u00e7as respirat\u00f3rias na popula\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nica. A sobrecarga dos sistemas de sa\u00fade, que j\u00e1 operam em capacidade m\u00e1xima por conta da pandemia de Covid-19, \u00e9 iminente.<\/p>\n<p>\u201cA polui\u00e7\u00e3o do ar provocada pelas queimadas pode agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es locais, e at\u00e9 do sudeste, provocando doen\u00e7as respirat\u00f3rias para as quais n\u00e3o teremos m\u00e9dicos nem hospitais em meio \u00e0 pandemia e agravando o quadro de sa\u00fade daqueles j\u00e1 acometidos pela Covid-19\u201d, destaca o estudo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de destruir a floresta e a amea\u00e7ar a integridade das popula\u00e7\u00f5es tradicionais que ali vivem, o desmatamento ilegal representa mais uma amea\u00e7a: a contamina\u00e7\u00e3o de ribeirinhos, ind\u00edgenas e quilombolas.<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es de combate ao desmatamento fazem-se ainda mais urgentes e necess\u00e1rias em meio \u00e0 pandemia da Covid-19, uma vez que os criminosos ambientais podem contagiar as popula\u00e7\u00f5es mais distantes de qualquer atendimento m\u00e9dico, especializado ou n\u00e3o, e com sistema imunol\u00f3gico mais vulner\u00e1vel, como as ind\u00edgenas e, sobretudo, povos isolados\u201d, alerta o documento.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es que subscrevem o documento pedem provid\u00eancias ao Minist\u00e9rio P\u00fablico federal e estadual e ao governo do estado do Par\u00e1 para combater as organiza\u00e7\u00f5es criminosas que promovem o desmatamento e a apropria\u00e7\u00e3o de terras e de recursos, como madeira e ouro.<\/p>\n<p>No texto, ressaltam que o Minist\u00e9rio P\u00fablico precisa estruturar as promotorias e procuradorias que atuam na bacia do Xingu para o combate ao crime organizado, a partir de investiga\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia e ac\u00famulo de conhecimento e experi\u00eancia, a exemplo da For\u00e7a Tarefa Amaz\u00f4nia (MPF) e das promotorias regionais agr\u00e1rias (MPE). Pedem, ainda, que o governo do estado do Par\u00e1 promova uma atua\u00e7\u00e3o coordenada entre seus \u00f3rg\u00e3os para combater o desmatamento, a apropria\u00e7\u00e3o ilegal de terra p\u00fablica e a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos oriundos de \u00e1reas ilegalmente desmatadas.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Grilagem de terras, roubo de madeira e garimpo ilegal aumentam. Na foto, a TI Trincheira Bacaj\u00e1|F\u00e1bio Nascimento-Greenpeace\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/terra_indigena_trincheira_bacaja_fabio_nascimento-greenpeacegp0sttzzk_pressmedia_1.jpg?itok=qtm5aoLJ\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Grilagem de terras, roubo de madeira e garimpo ilegal aumentam. Na foto, a TI Trincheira Bacaj\u00e1\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/terra_indigena_trincheira_bacaja_fabio_nascimento-greenpeacegp0sttzzk_pressmedia_1.jpg?itok=mYkLKK2a\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Grilagem de terras, roubo de madeira e garimpo ilegal aumentam. Na foto, a TI Trincheira Bacaj\u00e1|F\u00e1bio Nascimento-Greenpeace\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/terra_indigena_trincheira_bacaja_fabio_nascimento-greenpeacegp0sttzzk_pressmedia_1.jpg?itok=qtm5aoLJ\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Grilagem de terras, roubo de madeira e garimpo ilegal aumentam. Na foto, a TI Trincheira Bacaj\u00e1<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<h2>Tend\u00eancia de destrui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o apresenta dados de tr\u00eas sistemas de monitoramento de desmatamento: o Sistema de Detec\u00e7\u00e3o do Desmatamento em Tempo Real (DETER), do Inpe, instituto de compet\u00eancia federal, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, com foco na Amaz\u00f4nia Legal e no Par\u00e1, e o Sistema de Indica\u00e7\u00e3o Radar de desmatamento na Bacia do Xingu (Sirad X), da Rede Xingu +, que se debru\u00e7a sobre a bacia do Xingu.<\/p>\n<p>Ainda que tenham metodologias diferentes, a tend\u00eancia \u00e9 a mesma: se nada for feito o desmatamento vai aumentar. O DETER indica uma alta de 94% nas taxas da Amaz\u00f4nia Legal e 170% para o Par\u00e1. J\u00e1 o SAD aponta um aumento de 81% na Amaz\u00f4nia e 131% no Par\u00e1.<\/p>\n<h2>Xingu sob press\u00e3o<\/h2>\n<p>Grilagem de terras, roubo de madeira e garimpo ilegal avan\u00e7am sobre o Xingu. Segundo o Sirad X, nos quatro primeiros meses do ano, o desmatamento na bacia do Xingu aumentou 20%. A an\u00e1lise aponta que 25% do desmatamento ocorreu dentro de \u00c1reas Protegidas, somando quase 9 mil hectares, 56% a mais que no mesmo per\u00edodo de 2019.<\/p>\n<p>Cinco Terras Ind\u00edgenas e tr\u00eas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o concentraram 38% do desmatamento detectado na bacia e 95% do total desmatado em todas as \u00c1reas Protegidas da regi\u00e3o. S\u00e3o elas: APA Triunfo do Xingu, TI Cachoeira Seca, TI Ituna Itat\u00e1, TI Apyterewa, Flona de Altamira, TI Trincheira Bacaj\u00e1, TI Kayap\u00f3 e Esec Terra do Meio. Juntas, atingiram a marca de 43 mil hectares desmatados.<\/p>\n<p>Fonte: ISA<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo revela aumento de 94% no desmatamento em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado e aponta para a interioriza\u00e7\u00e3o do \u2018Arco do Desmatamento\u2019. 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