{"id":7551,"date":"2020-07-16T16:28:37","date_gmt":"2020-07-16T19:28:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7551"},"modified":"2020-07-16T16:28:37","modified_gmt":"2020-07-16T19:28:37","slug":"epidemia-de-garimpo-ilegal-ameaca-o-xingu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/epidemia-de-garimpo-ilegal-ameaca-o-xingu\/","title":{"rendered":"Epidemia de garimpo ilegal amea\u00e7a o Xingu"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Epidemia-de-garimpo-ilegal-.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-7552\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Epidemia-de-garimpo-ilegal-.jpg\" alt=\"Epidemia de garimpo ilegal\" width=\"700\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Epidemia-de-garimpo-ilegal-.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Epidemia-de-garimpo-ilegal--300x187.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Epidemia-de-garimpo-ilegal--220x137.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/em><\/div>\n<div class=\"summary\"><em>Estudo revela nova onda de garimpos em \u00c1reas Protegidas na bacia do Xingu a partir de 2018. Covid-19 avan\u00e7a com mais for\u00e7a em regi\u00f5es invadidas por garimpeiros e grileiros, como as Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3 e Cachoeira Seca<\/em><\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Uma nova onda de garimpos ilegais amea\u00e7a \u00c1reas Protegidas da bacia do Xingu e a sobreviv\u00eancia dos povos ind\u00edgenas e ribeirinhos que ali vivem. A partir de 2018 e durante todo o ano de 2019 \u00e1reas de garimpo foram abertas ou reativadas em tr\u00eas Terras Ind\u00edgenas e quatro Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. \u00c9 o que mostra estudo do ISA e da Rede Xingu + lan\u00e7ado hoje.<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/dossie_garimpo_no_xingu_6.pdf\">[Leia na \u00edntegra]<\/a><\/p>\n<p>O garimpo ilegal ganhou for\u00e7a em novas regi\u00f5es, ativando \u00e1reas que estavam fechadas h\u00e1 mais de 14 anos. Apenas entre abril e maio de 2020 foram abertos 562 hectares associadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o garimpeira, comprometendo a qualidade das \u00e1guas em 20 sub-bacias do rio Xingu. Ao todo j\u00e1 foram desmatadas aproximadamente 22 mil hectares de floresta por conta do garimpo.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/mapa_garimpo_dossie.jpg?itok=szHAqpjA\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-mapa-retrato caption-processed alignleft\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/mapa-retrato\/public\/nsa\/mapa_garimpo_dossie.jpg?itok=SKyNw4Wb\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"360\" \/><\/span><br \/>\n<\/a>Da invas\u00e3o de milhares de garimpeiros no territ\u00f3rio dos Kayap\u00f3 na d\u00e9cada de 1980 ao aperfei\u00e7oamento do maquin\u00e1rio e propostas de flexibiliza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o, como o PL 191\/2020, o garimpo ilegal avan\u00e7ou a partir de 2018 e novas \u00e1reas se consolidaram em 2019 e 2020.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma desmoraliza\u00e7\u00e3o das \u00c1reas Protegidas, isso sem ter mudado uma v\u00edrgula em nenhuma lei. No Xingu existe um novo impulso de garimpo muito recente. N\u00e3o podemos deixar avan\u00e7ar, e isso demanda um esfor\u00e7o de mobiliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de controle e da sociedade civil, capitalizando os conhecimentos que temos acumulado nos infelizes casos em que o garimpo \u00e9 uma hist\u00f3ria consolidada por d\u00e9cadas\u201d, alerta Biviany Rojas, advogada e coordenadora do Programa Xingu, do ISA.<\/p>\n<p>O estudo tra\u00e7a um panorama da atividade nas Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3, Trincheira Bacaj\u00e1, Ba\u00fa, Apyterewa e Cachoeira Seca, sendo que nas tr\u00eas \u00faltimas a escalada do garimpo ilegal aconteceu a partir de 2018. A publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se debru\u00e7a sobre os casos na Floresta Nacional de Altamira, Parque Nacional da Serra do Pardo e nas Reservas Extrativistas Riozinho do Anfr\u00edsio e Iriri, todas com incid\u00eancia recente de garimpo.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, no Par\u00e1, se intensificou nos \u00faltimos anos|Divulga\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/ti_kayapo_-_divulgacao_3.jpg?itok=pN2KEyxU\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, no Par\u00e1, se intensificou nos \u00faltimos anos\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/ti_kayapo_-_divulgacao_3.jpg?itok=k7hJLJIk\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, no Par\u00e1, se intensificou nos \u00faltimos anos|Divulga\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/ti_kayapo_-_divulgacao_3.jpg?itok=pN2KEyxU\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, no Par\u00e1, se intensificou nos \u00faltimos anos<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<h2>Dupla amea\u00e7a<\/h2>\n<p>Explora\u00e7\u00e3o ilegal, invas\u00f5es, surtos de mal\u00e1ria, intoxica\u00e7\u00e3o por merc\u00fario e cont\u00e1gios por doen\u00e7as relacionadas \u00e0 atividade garimpeira n\u00e3o s\u00e3o novidade na bacia do Xingu, mas \u201ccom a dissemina\u00e7\u00e3o da Covid-19 pelo pa\u00eds, a invas\u00e3o de garimpeiros dentro das Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o representa uma dupla amea\u00e7a: o cont\u00e1gio dos povos ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es tradicionais e a destrui\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, diz o estudo.<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/mapa107.jpeg?itok=Fg5kfVkX\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"caption image-mapa-retrato caption-processed alignleft\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/mapa-retrato\/public\/nsa\/mapa107.jpeg?itok=HBRnJa6D\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"509\" \/><\/span><br \/>\n<\/a>Com 684 hectares desmatados nos primeiros cinco meses de 2020, a Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 \u00e9 a mais impactada pelo garimpo na bacia do Xingu e tamb\u00e9m a com maior n\u00famero de casos de cont\u00e1gio e mortes por Covid-19. J\u00e1 s\u00e3o ao menos sete mortes e 206 casos confirmados, segundo \u00faltimo boletim do Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena (Dsei) Kayap\u00f3 do Par\u00e1 divulgado no dia 17\/06. O distrito estima que na aldeia Gorotire, pr\u00f3xima a grandes focos de garimpo, h\u00e1 cerca de 140 casos, mas at\u00e9 o fechamento da reportagem n\u00e3o houve atualiza\u00e7\u00e3o oficial dos dados.<\/p>\n<p>\u00c0 revelia da doen\u00e7a, os invasores continuam atuando dentro das Terras Ind\u00edgenas, como mostrou sobrevoo realizado em abril na TI Ba\u00fa. \u201cA combina\u00e7\u00e3o atual de uma pandemia, com o grande aumento do pre\u00e7o do ouro verificado nas \u00faltimas semanas, somada \u00e0s restri\u00e7\u00f5es a opera\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia e repress\u00e3o aos il\u00edcitos por parte do estado faz com que nossas comunidades estejam correndo grande perigo neste momento\u201d, diz o texto de den\u00fancia enviada ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/p>\n<h2>A destrui\u00e7\u00e3o segue o leito do rio<\/h2>\n<p>A atividade garimpeira ilegal na TI Kayap\u00f3 teve in\u00edcio no come\u00e7o dos anos 1980, e flutuou com mais ou menos intensidade nos anos seguintes. Mas em apenas quatro anos, entre 2015 e 2019, foram desmatados 5,7 mil hectares, mais do que o dobro de todo desmatamento detectado entre a d\u00e9cada de 1980 e 2015.<\/p>\n<p>Na TI j\u00e1 s\u00e3o ao menos 918 quil\u00f4metros de estradas ilegais associados ao garimpo e seis pistas de pouso, segundo den\u00fancia da Rede Xingu + feita em outubro de 2019. No in\u00edcio de 2020 uma nova den\u00fancia apontou novas \u00e1reas de garimpo em afluentes do rio Fresco e a abertura de mais uma pista.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/juxtapose\/latest\/embed\/index.html?uid=0d693156-bca9-11ea-bf88-a15b6c7adf9a\" width=\"700\" height=\"450\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><em>Fonte: imagens Planet\/MapBiomas<br \/>\n<\/em><br \/>\nAp\u00f3s um ano sem fiscaliza\u00e7\u00e3o, uma opera\u00e7\u00e3o ao norte da TI Kayap\u00f3 aconteceu em abril, mas foi suspensa e os coordenadores do Ibama que lideraram a a\u00e7\u00e3o foram demitidos. Em maio, m\u00eas seguinte a exonera\u00e7\u00e3o, a taxa de desmatamento foi a maior detectada desde o in\u00edcio do ano, atingindo a marca de 182 hectares.<\/p>\n<p>Os primeiros registros da atividade garimpeira na Terra Ind\u00edgena Apyterewa, dos Parakan\u00e3, s\u00e3o de 1974. O garimpo avan\u00e7ou pelas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, provocando conflitos e invas\u00f5es, mas desde a homologa\u00e7\u00e3o da TI em 2007 n\u00e3o houve mais sinais da atividade.<\/p>\n<p>No ano passado, no entanto, quando a Apyterewa atingiu o segundo lugar no ranking das TIs mais desmatadas na Amaz\u00f4nia, foram detectados dois garimpos ativos. Com 76 hectares desmatados por conta do garimpo entre 1988 at\u00e9 2017, a regi\u00e3o j\u00e1 atingiu a marca de 146,4 hectares entre 2018 e junho de 2020.<\/p>\n<p>A TI Apyterewa foi uma das \u00e1reas que mais sofreu com a interrup\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es do Ibama em abril deste ano. A presen\u00e7a do \u00f3rg\u00e3o na regi\u00e3o entre os meses de mar\u00e7o e abril ensejou uma redu\u00e7\u00e3o de 40% no desmatamento em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Em maio, por\u00e9m, ap\u00f3s o fim das a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o desmatamento aumentou em 393%, contabilizando 78 hectares desmatados no m\u00eas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/juxtapose\/latest\/embed\/index.html?uid=f72b99fe-a9d1-11ea-a7cb-0edaf8f81e27\" width=\"700\" height=\"450\"><\/iframe><em>Fonte: imagens Planet\/MapBiomas<\/em><\/p>\n<h2>Retrocesso<\/h2>\n<p>Na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfr\u00edsio, um garimpo ilegal voltou a funcionar em 2018 ap\u00f3s 14 anos fechado. No mesmo ano uma nova \u00e1rea foi aberta no extremo sudoeste da \u00c1rea Protegida.<\/p>\n<p>Desativado desde a cria\u00e7\u00e3o da Resex em 2004, o garimpo Fortaleza, mostrou sinais de atividade com uso de maquin\u00e1rio pesado, assim como a nova frente, conhecida como garimpo \u201cSW\u201d. Localizado entre as bacias do rio Xingu e Tapaj\u00f3s, o Riozinho do Anfr\u00edsio foi palco de intensos conflitos fundi\u00e1rios. Ap\u00f3s resist\u00eancia e press\u00e3o dos ribeirinhos e seus parceiros, a Resex foi a primeira de uma s\u00e9rie de \u00c1reas Protegidas criadas na regi\u00e3o que formam o mosaico da Terra do Meio.<\/p>\n<p>\u201cA retomada do garimpo ilegal no Riozinho do Anfr\u00edsio evidencia o quanto estamos voltamos atr\u00e1s. Com a cria\u00e7\u00e3o da Resex eom 2005 o garimpo foi desativado, mas 14 anos depois volta a funcionar dentro dos limites de uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o, em um clima de absoluta impunidade\u201d, aponta Biviany Rojas.<\/p>\n<p>A mesma din\u00e2mica foi confirmada na TI Cachoeira Seca, no Parque Nacional (Parna) Serra do Pardo, na Floresta Nacional (Flona) de Altamira e na Resex do Rio Iriri. Todas comp\u00f5e o mosaico da Terra do Meio e tiveram \u00e1reas de garimpo ilegal abertas ou reativadas no ano passado.<\/p>\n<h2>Rios t\u00f3xicos<\/h2>\n<p>Mais ao sul da Terra do Meio, a TI Ba\u00fa tamb\u00e9m assistiu uma retomada de garimpos antigos a partir de 2018. Desde o in\u00edcio das medi\u00e7\u00f5es em 1988 at\u00e9 2017 foram desmatados pouco mais de 24 hectares na regi\u00e3o, e apenas entre 2018 e junho de 2020, as \u00e1reas de garimpo j\u00e1 superam 90 hectares.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Rio Curu\u00e1 sujo com rejeitos de garimpo, na Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa|Divulga\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/curua.jpg?itok=RxkuVv1_\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Rio Curu\u00e1 sujo com rejeitos de garimpo, na Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/curua.jpg?itok=TGCSAFEY\" alt=\"\" \/><\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Rio Curu\u00e1 sujo com rejeitos de garimpo, na Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa|Divulga\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/curua.jpg?itok=RxkuVv1_\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><span class=\"image-caption\">Rio Curu\u00e1 sujo com rejeitos de garimpo, na Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>\u201cA escalada nas invas\u00f5es pode ter graves consequ\u00eancias para os Kayap\u00f3, tanto com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s amea\u00e7as \u00e0 integridade de seus territ\u00f3rios, como pela polui\u00e7\u00e3o de igarap\u00e9s e rios e destrui\u00e7\u00e3o de seus recursos naturais\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>An\u00e1lise feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em 2019 mostra que o rios Curu\u00e1 e Ba\u00fa, que banham a TI, j\u00e1 est\u00e3o contaminados por merc\u00fario. Amostras de peixes apresentaram taxas acima do limite seguro para ingest\u00e3o di\u00e1ria, estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). No rio Ba\u00fa, os n\u00edveis de merc\u00fario consumidos diariamente na dieta dos ind\u00edgenas, levando em considera\u00e7\u00e3o amostras de mandub\u00e9 e piranha, extrapolaram os limites recomendado pela OMS em mais de 100%, atingindo pouco mais de 1\u00b5g.kg e 1,35 \u00b5g.kg respectivamente.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-tags field-type-taxonomy-term-reference field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">Fonte: ISA<\/div>\n<div class=\"field-item odd\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field-collection-container clearfix\"><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo revela nova onda de garimpos em \u00c1reas Protegidas na bacia do Xingu a partir de 2018. 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