{"id":7757,"date":"2020-10-09T12:01:14","date_gmt":"2020-10-09T15:01:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7757"},"modified":"2021-05-07T04:43:10","modified_gmt":"2021-05-07T07:43:10","slug":"lnvasoes-ameacam-terras-indigenas-no-xingu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/lnvasoes-ameacam-terras-indigenas-no-xingu\/","title":{"rendered":"lnvas\u00f5es amea\u00e7am Terras Ind\u00edgenas no Xingu"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/rs64940_landau_isa_fogo_novo_progresso_05-lpr_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-7760\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/rs64940_landau_isa_fogo_novo_progresso_05-lpr_1.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/rs64940_landau_isa_fogo_novo_progresso_05-lpr_1.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/rs64940_landau_isa_fogo_novo_progresso_05-lpr_1-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/rs64940_landau_isa_fogo_novo_progresso_05-lpr_1-624x390.jpg 624w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>\u00c0 margem da presen\u00e7a do Ex\u00e9rcito, atividades ilegais em \u00c1reas Protegidas explodiram. Com o cancelamento das opera\u00e7\u00f5es do Ibama, desmatamento nas TIs Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1, no Par\u00e1, aumentou 878% e 12.980% entre maio e agosto, respectivamente<\/em><\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>\u201c\u00c0 meia-noite, mais ou menos todo final de semana, vem um caminh\u00e3o. Eu vi esse caminh\u00e3o que passou com madeira dentro da nossa terra. N\u00e3o tem \u00e1rea do kuben ali\u201d, conta Mokr\u00e3n Xikrin, se referindo \u00e0s invas\u00f5es e retirada de madeira, em especial de castanheiras, na Terra Ind\u00edgena (TI) Trincheira Bacaj\u00e1, no Par\u00e1. Da aldeia Krenkro, os Xikrin j\u00e1 conseguem ouvir o barulho de motosserras, dos tratores avan\u00e7ando sobre seu territ\u00f3rio e v\u00eaem a fuma\u00e7a do desmatamento em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s aldeias.<a class=\"colorbox colorbox-insert-image\" title=\"Caminh\u00e3o flagrado com toras de madeira da Terra Ind\u00edgena Trincheira Bacaj\u00e1|Divulga\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/foto2.jpeg?itok=gSPJkUMy\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-boneco caption-processed\" title=\"Caminh\u00e3o flagrado com toras de madeira da Terra Ind\u00edgena Trincheira Bacaj\u00e1\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/boneco\/public\/nsa\/foto2.jpeg?itok=LKv2lJEW\" alt=\"\" \/><span class=\"image-caption\">Caminh\u00e3o flagrado com toras de madeira da Terra Ind\u00edgena Trincheira Bacaj\u00e1<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nNa Terra Ind\u00edgena vizinha, a TI Apyterewa, os relatos s\u00e3o similares: \u201ccada vez mais est\u00e3o desmatando a floresta. Tem garimpo, tem muito mais garimpo ilegal\u201d, diz Xakarovara Parakan\u00e3, que tamb\u00e9m alerta para a aproxima\u00e7\u00e3o dos invasores nas aldeias.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o do desmatamento, grilagem e minera\u00e7\u00e3o ilegal colocou as TIs Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1 no topo do ranking das mais desmatadas na Amaz\u00f4nia em 2019, feito que pode ser superado neste ano, j\u00e1 que somam 1.625 e 780 hectares derrubados entre janeiro e agosto, respectivamente.<\/p>\n<p>Em ambas Terras Ind\u00edgenas, um fato chama aten\u00e7\u00e3o: o desmatamento explodiu ap\u00f3s o cancelamento, ainda n\u00e3o justificado, das a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), que vinham combatendo com sucesso o desmatamento dentro destas TIs at\u00e9 maio deste ano.<\/p>\n<p>De 3 hectares desmatados em maio na Trincheira Bacaj\u00e1, o desmatamento pulou para 411 hectares em agosto, um aumento de 12.980%. J\u00e1 na Apyterewa, o desmatamento aumentou em 393% no m\u00eas seguinte \u00e0 suspens\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es, e continuou crescendo: entre julho e agosto foram desmatados 1,2 mil hectares, quase tr\u00eas vezes a mais do que o total desmatado entre janeiro e junho. Os dados s\u00e3o do Sirad X, sistema de monitoramento da\u00a0<a href=\"https:\/\/xingumais.org.br\/\">Rede Xingu +<\/a>.<\/p>\n<div class=\"box-right\">\n<h2>Garantia da Lei e da Ordem (GLO)<\/h2>\n<p>Em maio, o governo suspendeu a atua\u00e7\u00e3o do Ibama e autorizou a atua\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas, na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o combate ao desmatamento ilegal e a focos de inc\u00eandio na Amaz\u00f4nia Legal. A chamada opera\u00e7\u00e3o Verde Brasil 2 foi instaurada no dia 11 de maio.<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cMesmo com a presen\u00e7a do Ex\u00e9rcito, as taxas de desmatamento voltaram a subir ap\u00f3s um per\u00edodo de relativa baixa, resultado do trabalho do Ibama\u201d, comenta John Razen, advogado do ISA. Ele lembra que em mar\u00e7o e abril de 2020, as TIs Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1 tiveram redu\u00e7\u00e3o de 40% e 49%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019. \u201cA pergunta que fica \u00e9: qual a efetividade dessas a\u00e7\u00f5es nos territ\u00f3rios?\u201d<\/p>\n<p>Em nota, a assessoria da 23\u00aa Brigada de Infantaria de Selva, respons\u00e1vel pelas TIs Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1, afirmou que desde o in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o Verde Brasil 2, em 11 de maio, foram realizadas a\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas nas \u00e1reas. Foram apreendidos,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/nota_23_bis.pdf\">segundo o texto<\/a>, combust\u00edveis, motosserras, esteiras para separa\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, geradores, tratores e uma escavadeira, dentre outros materiais que \u201ccomprovadamente, eram utilizados para a pr\u00e1tica de delitos ambientais\u201d. Apesar disso, entre maio e agosto o desmatamento associado \u00e0s invas\u00f5es ilegais n\u00e3o parou de aumentar tanto nas TIs Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1.<br \/>\n<a class=\"colorbox colorbox-insert-image\" title=\"A partir de maio, desmatamento disparou nas Terras Ind\u00edgenas Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1|Rede Xingu+\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/sb_graf_crescimento_desmatamento.jpg?itok=e-42Ni49\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"A partir de maio, desmatamento disparou nas Terras Ind\u00edgenas Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/sb_graf_crescimento_desmatamento.jpg?itok=2C92YkMJ\" alt=\"\" \/><span class=\"image-caption\">A partir de maio, desmatamento disparou nas Terras Ind\u00edgenas Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Junto com as TIs Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1, outras duas \u00e1reas contribu\u00edram para o aumento do desmatamento entre Terras Ind\u00edgenas na bacia do Xingu: A TI Cachoeira Seca e Kayap\u00f3. Apenas entre julho e agosto, mais de 3 mil hectares foram desmatados nas TIs da bacia, um aumento de 296% em rela\u00e7\u00e3o aos dois meses anteriores.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s_kM8aDMv6w\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<h2>Na contram\u00e3o da desintrus\u00e3o<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/www.funai.gov.br\/index.php\/comunicacao\/noticias\/3593-funai-iniciaoperacao-de-desintrusao-na-terra-indigena-apyterewa\">Cerca de 20% da Terra Ind\u00edgena Apyterewa est\u00e1 sob a inteira posse dos ind\u00edgenas<\/a>, em estimativa da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai). A regi\u00e3o, morada do povo Parakan\u00e3, sofre fortes press\u00f5es de invasores, desmatamento e mais recentemente, da minera\u00e7\u00e3o ilegal. No ano passado, a Apyterewa atingiu o segundo lugar no ranking das TIs mais desmatadas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Localizada na \u00e1rea de influ\u00eancia da Hidrel\u00e9trica de Belo Monte, um plano de prote\u00e7\u00e3o territorial, que inclui a retirada dos ocupantes ilegais, deveria ter sido implementado em 2011, antes da instala\u00e7\u00e3o da usina.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o da desintrus\u00e3o, no entanto, est\u00e1 em curso um processo de grilagem na regi\u00e3o.\u00a0<a href=\"https:\/\/temas.folha.uol.com.br\/amazonia-sob-bolsonaro\/renascer-para-quem\/desmate-invasoes-e-garimpo-se-alastram-por-terras-indigenas-perto-do-rio-xingu.shtml\">Reportagem da Folha de S. Paulo<\/a>\u00a0revelou um esquema pelo qual novos invasores s\u00e3o instalados no interior da TI em lotes vendidos, leiloados ou mesmo doados de forma irregular por redes criminosas. O ponto de apoio log\u00edstico \u00e9 a Vila Renascer, povoado que surgiu em 2016 no interior da TI, exatamente 11 anos ap\u00f3s sua homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/juxtapose\/latest\/embed\/index.html?uid=60b4416c-07df-11eb-bf88-a15b6c7adf9a\" width=\"660\" height=\"415\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><em>Fonte: imagens Planet\/MapBiomas<\/em><\/p>\n<p>\u201cSem floresta a gente n\u00e3o vive. Estamos lutando h\u00e1 muito tempo contra o desmatamento, invas\u00f5es e garimpo ilegal na nossa terra. Isso est\u00e1 prejudicando a todos n\u00f3s, a nossa cultura, a nossa hist\u00f3ria. Nossos anci\u00e3os ficam muito preocupados, como \u00e9 que nossos filhos e nossos netos v\u00e3o saber a hist\u00f3ria do povo Parakan\u00e3? Como que, sem a floresta, vamos contar a nossa hist\u00f3ria?\u201d, contou Xakarovara.<\/p>\n<p>Mais recentemente, o garimpo ilegal se consolidou como um fator de atra\u00e7\u00e3o para os invasores. Ainda que os primeiros registros da atividade sejam de 1974, desde a homologa\u00e7\u00e3o da TI, em 2007, n\u00e3o houve mais sinais de minera\u00e7\u00e3o. No ano passado, no entanto, foram detectados dois garimpos ativos. Ao todo j\u00e1 foram detectados 174 hectares desmatados para a atividade ilegal.<\/p>\n<p>\u201cCada vez mais est\u00e3o desmatando a floresta, tem muito mais garimpo ilegal. A gente pode ficar contaminado com o merc\u00fario que eles est\u00e3o usando no garimpo, isso que preocupa tamb\u00e9m, a n\u00f3s, o povo Parakan\u00e3\u201d, comentou.<\/p>\n<h2>Floresta roubada<\/h2>\n<p>As invas\u00f5es t\u00eam se aproximado das aldeias no extremo sudoeste da \u00e1rea, onde \u00e9 poss\u00edvel visualizar ramais de acesso clandestino \u00e0 TI Trincheira-Bacaj\u00e1. \u00c9 tamb\u00e9m na TI Apyterewa que se inicia uma estrada ilegal, de aproximadamente 40 quil\u00f4metros, reativada e expandida em 2019. Esse ramal corta a TI Arawete Igarap\u00e9 Ipixuna, dando acesso a TI Trincheira Bacaj\u00e1.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image\" title=\"Desmatamento no interior da TI Trincheira Bacaj\u00e1|Divulga\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/foto1_4.jpg?itok=859gzRC0\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-mapa-retrato caption-processed\" title=\"Desmatamento no interior da TI Trincheira Bacaj\u00e1\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/mapa-retrato\/public\/nsa\/foto1_4.jpg?itok=3ZGw0tMj\" alt=\"\" \/><span class=\"image-caption\">Desmatamento no interior da TI Trincheira Bacaj\u00e1<\/span><\/span><br \/>\n<\/a>Ali, o desmatamento detectado entre julho e agosto aumentou sete vezes em rela\u00e7\u00e3o aos primeiros cinco meses do ano. S\u00e3o ao menos tr\u00eas frentes de invas\u00e3o ativas, cada vez mais pr\u00f3ximas das aldeias. \u201cEsse desmatamento acelerado nessa frente de invas\u00e3o revela a determina\u00e7\u00e3o dos invasores em ocupar e explorar os recursos florestais da TI Trincheira Bacaj\u00e1\u201d, diz o texto da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/carta_abex.pdf\">den\u00fancia feita pela Associa\u00e7\u00e3o Beb\u00f4 Xikrin do Bacaj\u00e1 (Abex)<\/a>.<\/p>\n<p>As invas\u00f5es na TI Trincheira Bacaj\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o novidade mas se agravaram no ano passado. Em agosto de 2019, a press\u00e3o sobre o territ\u00f3rio e ind\u00edgenas chegou no limite quando, por meio de mensagens de \u00e1udio, um grupo de 300 invasores amea\u00e7ou \u201cca\u00e7ar\u201d os ind\u00edgenas. [<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/dupla-ameaca-covid-19-e-grileiros-avancam-sobre-territorio-dos-xikrin\">Saiba mais<\/a>]<\/p>\n<p>\u201cOs invasores que n\u00e3o respeitam nada est\u00e3o queimando nossa floresta. Os bichos da floresta est\u00e3o queimando com ela. Quantos jabotis j\u00e1 foram queimados? Quantas antas j\u00e1 foram queimadas? Quantos tatus j\u00e1 foram queimados? Precisamos fazer isso parar. Precisamos tirar a invas\u00e3o de nossa terra. Ela \u00e9 nossa e n\u00f3s sabemos cuidar dela. Ela \u00e9 de nossas crian\u00e7as N\u00f3s sabemos respeitar ela\u201d, afirmou Tedjere Xikrin, cacique antigo da aldeia RapK\u00f4, um dos epicentros das invas\u00f5es em 2019. \u201cEst\u00e3o roubando a floresta, esse nosso conhecimento. Porque fazem isso? Deixem disso!\u201d, continuou.<\/p>\n<p>\u201cA expectativa de regulariza\u00e7\u00e3o das terras griladas \u00e9 um fator importante na atra\u00e7\u00e3o de invasores, e se sustenta nos discursos de autoridades p\u00fablicas que t\u00eam se mostrado favor\u00e1veis \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas, assim como \u00e0 inefic\u00e1cia das a\u00e7\u00f5es de combate ao desmatamento em curso\u201d, aponta Razen, do ISA.<\/p>\n<p>O pedido da retirada dos invasores da Trincheira Bacaj\u00e1 \u00e9 uma das medidas emergenciais solicitadas na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/pedido_apib_pandemia_saude_indigna_stf.pdf\">Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF)<\/a>\u00a0apresentada pela Apib ao Supremo Tribunal Federal (STF), em junho. Esse tipo de a\u00e7\u00e3o busca evitar ou reparar dano a algum princ\u00edpio b\u00e1sico da Constitui\u00e7\u00e3o fruto de ato ou omiss\u00e3o do Estado. Ainda assim, as atividades ilegais na \u00e1rea continuam. [<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/desmatamento-e-covid-19-explodem-em-terras-indigenas-mais-invadidas-da-amazonia\">Saiba mais<\/a>]<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/juxtapose\/latest\/embed\/index.html?uid=a2f5492c-07df-11eb-bf88-a15b6c7adf9a\" width=\"660\" height=\"415\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><em>Fonte: imagens Planet\/MapBiomas<\/em><\/p>\n<div class=\"box-right\">\n<h2>Covid-19: Dupla amea\u00e7a<\/h2>\n<p>O acirramento dos conflitos coloca em risco a integridade dos ind\u00edgenas e potencializa avan\u00e7o do novo coronav\u00edrus no territ\u00f3rio. J\u00e1 s\u00e3o ao menos 9 mortes e 1.265 casos na TI Kayap\u00f3, 82 na TI Cachoeira Seca e 307 casos e uma morte na TI Trincheira Bacaj\u00e1,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-xingu\/covid-19-xingu-esta-de-luto-com-a-morte-de-beptok-xikrin-o-cacique-onca\">a de Beptok Xikrin, o cacique On\u00e7a<\/a>. Ainda n\u00e3o foram confirmados casos na TI Apyterewa.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente na regi\u00e3o sul do territ\u00f3rio Xikrin, onde as invas\u00f5es est\u00e3o cada vez mais pr\u00f3ximas das aldeias, onde h\u00e1 o maior \u00edndice de cont\u00e1gio. \u201cOs primeiros casos da doen\u00e7a apareceram em uma das aldeias pr\u00f3ximas da regi\u00e3o da invas\u00e3o: foram notificados tr\u00eas casos positivos no final do m\u00eas de abril\u201d, diz o texto da carta da Associa\u00e7\u00e3o Beb\u00f4 Xikrin do Bacaj\u00e1 (Abex). Em agosto, a mesma aldeia j\u00e1 contava com mais de 50 casos, taxa que subiu para 110 em setembro, segundo o Dsei Altamira.<\/p>\n<\/div>\n<h2>Grilagem em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Ainda que a taxa de desmatamento em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o no Xingu tenha diminu\u00eddo 17% em rela\u00e7\u00e3o ao bimestre anterior, os n\u00fameros s\u00e3o assustadores: foram desmatados 9,1 mil hectares no per\u00edodo, o equivalente ao tamanho da cidade de Niter\u00f3i, no Rio de Janeiro (RJ).<\/p>\n<p>Duas das UCs mais desmatadas, a Floresta Nacional de Altamira e a Reserva Biol\u00f3gica (Rebio) Nascentes da Serra do Cachimbo, est\u00e3o na zona de influ\u00eancia da Br-163. Na Rebio, Unidade de Prote\u00e7\u00e3o Integral, o desmatamento dobrou em rela\u00e7\u00e3o aos dois meses anteriores, com 800 ha desmatados em apenas dois meses. As grandes \u00e1reas abertas revelam processos de invas\u00e3o e grilagem na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais ao norte, na Reserva Extrativista Riozinho do Anfr\u00edsio, 134 hectares foram desmatados no per\u00edodo, 110% a mais do detectado no bimestre anterior. Roubo de madeira, garimpo ilegal e grilagem preocupam ribeirinhos e seus parceiros.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/juxtapose\/latest\/embed\/index.html?uid=ca1447ca-07de-11eb-bf88-a15b6c7adf9a\" width=\"660\" height=\"415\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><em>Fonte: imagens Planet\/MapBiomas<\/em><\/p>\n<h2>Fogo no Xingu<\/h2>\n<p>Em setembro foram detectados mais de 78 mil focos de calor na bacia do Xingu, um aumento de 94% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2019. No Par\u00e1, esse aumento foi de 163%, j\u00e1 no Mato Grosso, 38%.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o do<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/siradx_20.pdf\">\u00a020\u00ba boletim Sirad X<\/a>, o sistema de monitoramento de desmatamento da Rede Xingu +, uma articula\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas, ribeirinhos e seus parceiros que vivem ou atuam na bacia do Xingu.<\/p>\n<p>Fonte: ISA<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 margem da presen\u00e7a do Ex\u00e9rcito, atividades ilegais em \u00c1reas Protegidas explodiram. Com o cancelamento das opera\u00e7\u00f5es do Ibama, desmatamento nas TIs Apyterewa e Trincheira Bacaj\u00e1, no Par\u00e1, aumentou 878% e 12.980% entre maio e agosto, respectivamente \u201c\u00c0 meia-noite, mais ou menos todo final de&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,1614,35,31,2],"tags":[1584],"class_list":["post-7757","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-area-5-col1","category-indigenas","category-meio-ambiente","category-para","category-slideshow","tag-floresta-roubada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7757"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7761,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7757\/revisions\/7761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}