{"id":7768,"date":"2020-10-09T12:28:03","date_gmt":"2020-10-09T15:28:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7768"},"modified":"2021-05-12T22:51:20","modified_gmt":"2021-05-13T01:51:20","slug":"aprosoja-atende-a-bolsonaro-e-rejeita-de-vez-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/aprosoja-atende-a-bolsonaro-e-rejeita-de-vez-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"Aprosoja atende a Bolsonaro e rejeita de vez sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-field-autor-do-post field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">M\u00e1rcio Santilli, s\u00f3cio fundador do ISA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>A crise ambiental brasileira agravou-se em 2020. O aumento do desmatamento e das queimadas, em especial na Amaz\u00f4nia, \u00e9 o seu elemento mais evidente e que mais impacta o meio ambiente e a sa\u00fade das pessoas, assim como aumenta as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa na atmosfera, agravando o aquecimento global.<\/p>\n<p>O Brasil promoveu, entre 2004 e 2012, a maior redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es havida neste s\u00e9culo, o que lhe garantiu, ao lado da sua condi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds com a maior biodiversidade do mundo, grande reconhecimento e protagonismo nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais sobre meio ambiente e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Por\u00e9m, a partir da reforma do C\u00f3digo Florestal, em 2012, e do afrouxamento do combate aos crimes ambientais, o desmatamento voltou a crescer. A taxa anual apurada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre 2018 e 2019 saltou 30%, e os alertas da devasta\u00e7\u00e3o mais 34%, em 2019-2020, promovendo n\u00fameros recordes de focos de fogo, uma vez que as queimadas s\u00e3o feitas majoritariamente para queimar os restos da floresta, limpando a terra para atividades agropecu\u00e1rias. N\u00e3o por acaso, o agravamento da crise ambiental acompanha a chegada de Bolsonaro \u00e0 Presid\u00eancia e o decorrente desmonte dos \u00f3rg\u00e3os, pol\u00edticas, leis e conselhos de meio ambiente.<\/p>\n<p>O retrocesso nacional avan\u00e7a na contram\u00e3o da tend\u00eancia internacional de valorizar a quest\u00e3o ambiental e clim\u00e1tica. Mais e mais pessoas percebem a eros\u00e3o dos recursos naturais e os efeitos do aumento da temperatura e das cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas, que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais simplesmente naturais. A consci\u00eancia da crise ambiental \u00e9 assim\u00e9trica entre povos e pa\u00edses e permeia, de forma tamb\u00e9m diferenciada, os governos e os agentes do mercado. Mas o fato dela se expressar de forma mais estridente no mundo ocidental n\u00e3o significa que essa percep\u00e7\u00e3o seja menor entre povos e pa\u00edses que mais sofrem com superpopula\u00e7\u00e3o, desastres e mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Essa tend\u00eancia tamb\u00e9m se reflete nos mercados. Ela tem, sim, uma dimens\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica, pois a consci\u00eancia ambiental causa indigna\u00e7\u00e3o frente a pr\u00e1ticas predat\u00f3rias, gerando movimentos de consumidores capazes de impactar cadeias produtivas e rela\u00e7\u00f5es comerciais entre pa\u00edses. Mas ela tem, antes de tudo, um fundamento econ\u00f4mico prim\u00e1rio, que \u00e9 o custo socioambiental e clim\u00e1tico que pessoas, empresas e governos ter\u00e3o de pagar.<\/p>\n<p>N\u00e3o surpreende, ent\u00e3o, o choque entre o retrocesso ambiental no Brasil e o aumento da consci\u00eancia ambiental. Ainda mais em 2020, em que o impacto econ\u00f4mico da pandemia de Covid-19 levar\u00e1 a uma redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa, enquanto o surto de desmatamento determinar\u00e1 o aumento das emiss\u00f5es nacionais. Quem se surpreende \u00e9 o governo Bolsonaro que, na l\u00f3gica da sua nega\u00e7\u00e3o deliberada da ci\u00eancia, n\u00e3o esperava rea\u00e7\u00f5es t\u00e3o fortes, dentro e fora do pa\u00eds, inclusive de empresas, bancos e fundos de investimento. Afirma\u00e7\u00f5es mentirosas do presidente, do vice e de ministros s\u00f3 t\u00eam agravado essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Legaliza\u00e7\u00e3o do desmatamento<\/strong><\/h3>\n<p>O governo n\u00e3o diz, mas v\u00ea o desmatamento como um resultado \u201cnatural\u201d e positivo &#8211; porque hist\u00f3rico &#8211; do aumento da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e da economia do pa\u00eds. Por isso, fala em \u201ccombater o desmatamento ilegal\u201d, enquanto prop\u00f5e legalizar grandes grilos de terras p\u00fablicas, garimpos em terras ind\u00edgenas e outras atividades predat\u00f3rias. Sua estrat\u00e9gia n\u00e3o \u00e9 combater nem reduzir o desmatamento, mas legaliz\u00e1-lo, nas suas v\u00e1rias formas, desonerando o governo de qualquer provid\u00eancia ou responsabilidade a respeito.<\/p>\n<p>Na l\u00f3gica de Bolsonaro, o agro e o ogro s\u00e3o duas faces de uma mesma moeda. A responsabilidade pela imagem negativa do Brasil n\u00e3o \u00e9 dos que invadem terras p\u00fablicas, desmatam e queimam florestas, mas dos que denunciam essas a\u00e7\u00f5es. Ele n\u00e3o reconhece qualquer legitimidade na defesa do meio ambiente, da biodiversidade e dos direitos dos \u00edndios e dos povos da floresta ou no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que, para ele, n\u00e3o passam de subterf\u00fagios pol\u00edtico-ideol\u00f3gicos fomentados por concorrentes comerciais.<\/p>\n<p>O problema do governo, agora, \u00e9 enquadrar nessa l\u00f3gica bin\u00e1ria os empres\u00e1rios de diversos segmentos dentro e de fora do pa\u00eds que expressam cr\u00edticas e preocupa\u00e7\u00f5es com o desmatamento e as queimadas. Na melhor das hip\u00f3teses, seriam inocentes \u00fateis a servi\u00e7o de interesses inconfess\u00e1veis, ou ent\u00e3o, ter\u00e3o aderido aos inimigos da p\u00e1tria, como ambientalistas, \u00edndios, artistas, pesquisadores, servidores p\u00fablicos, jornalistas e quem mais tenha expressado discord\u00e2ncia com a destrui\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n<p>A irrita\u00e7\u00e3o de Bolsonaro e do seu entorno chegou ao extremo na semana passada, quando soube que a Uni\u00e3o Europeia deve adiar a implementa\u00e7\u00e3o do acordo comercial negociado com o Mercosul, por causa da devasta\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia, que seria potencializada com o aumento da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e das exporta\u00e7\u00f5es para o Velho Mundo. H\u00e1 resist\u00eancia \u00e0 sua ratifica\u00e7\u00e3o em, pelo menos, seis parlamentos nacionais europeus. Em tese, a parte comercial do acordo poderia vigorar sem necessidade de ratifica\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 seria indispens\u00e1vel para a sua parte pol\u00edtica, cujas negocia\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o est\u00e3o conclu\u00eddas e cujo teor ainda n\u00e3o foi divulgado. Mas o risco de uma forte rea\u00e7\u00e3o popular, dada a indigna\u00e7\u00e3o generalizada \u00e0 postura predat\u00f3ria do mandat\u00e1rio brasileiro, recomenda esperar um melhor momento para o acordo vigorar.<\/p>\n<p>Bolsonaro esculhambou chefes de estado e seus familiares, atribuiu m\u00e1-f\u00e9 \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es ambientais dos europeus e desprezou a amea\u00e7a clim\u00e1tica. Mas, em vez de assumir a responsabilidade pelas consequ\u00eancias da sua postura, quer transferir para quem o contesta a culpa pela horrorosa imagem internacional do pa\u00eds. O chefe do Gabinete de Seguran\u00e7a Institucional (GSI), general Augusto Heleno, amea\u00e7ou processar a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) por crime de lesa-p\u00e1tria, por causa da campanha \u201cDefund Bolsonaro\u201d, que associa o presidente \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia e atingiu mais de um bilh\u00e3o de pessoas no mundo todo.<\/p>\n<p>Discursando na abertura da Assembleia Geral da ONU, Bolsonaro atribuiu aos \u201ccaboclos e \u00edndios\u201d os inc\u00eandios florestais e se disse v\u00edtima de uma \u201ccruel campanha de desinforma\u00e7\u00e3o\u201d. Apelou pela imediata vig\u00eancia do acordo com a Uni\u00e3o Europeia. Logo ap\u00f3s, foi divulgada uma nota pat\u00e9tica dos minist\u00e9rios da Agricultura e das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, dizendo que o seu adiamento enfraqueceria a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente no Brasil. Mas o governo n\u00e3o reconheceu a gravidade da situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o assumiu qualquer meta para reduzir o desmatamento.<\/p>\n<h3><strong>Ressentimentos com empres\u00e1rios; Aprosoja<\/strong><\/h3>\n<p>Em vez de rever a sua postura, Bolsonaro acumula ressentimentos at\u00e9 com empres\u00e1rios que ele considera benefici\u00e1rios das suas pol\u00edticas, mas que n\u00e3o v\u00eam a p\u00fablico se solidarizar com o governo quando \u00e9 atacado pela devasta\u00e7\u00e3o ambiental. Nesse sentido, orientou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a pressionar alguns desses homens de neg\u00f3cios a romper os la\u00e7os que, eventualmente, mantenham com representa\u00e7\u00f5es corporativas ou ONGs ambientalistas que critiquem o desmatamento e a (falta de) pol\u00edtica ambiental.<\/p>\n<p>Foi assim que Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja), anunciou sua ren\u00fancia a uma das diretorias da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (Abag), alegando diverg\u00eancias e falta de sintonia de objetivos, devido \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dela na Coaliz\u00e3o Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que inclui organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas e que divulgou recentemente propostas para melhorar a atua\u00e7\u00e3o do governo no combate ao desmatamento. Sob press\u00e3o do governo, Bartolomeu preferiu se alinhar ao ogro. Acusou a Abag de prejudicar a imagem do agro, por mencionar a exist\u00eancia de queimadas, quando, na verdade, \u00e9 ele pr\u00f3prio que a compromete ao querer negar a realidade que o mundo inteiro v\u00ea.<\/p>\n<p>Se abstrairmos Bolsonaro e Salles dessa hist\u00f3ria, ela n\u00e3o faz nenhum sentido. Bartolomeu acusa a Abag de querer impor aos produtores rurais obriga\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m das estabelecidas pelo C\u00f3digo Florestal. Mas o documento da coaliz\u00e3o n\u00e3o imp\u00f5e obriga\u00e7\u00f5es a ningu\u00e9m e faz recomenda\u00e7\u00f5es com base t\u00e9cnica e cient\u00edfica destinadas, sobretudo, \u00e0s pol\u00edticas de governo. Em caso de diverg\u00eancia leg\u00edtima, ele teria, como diretor, plena condi\u00e7\u00e3o de discutir os termos desta ou de qualquer outra manifesta\u00e7\u00e3o subscrita pela Abag ou, mesmo, de disputar a sua presid\u00eancia dentro das regras do jogo. Mas preferiu induzir as regionais da Aprosoja ao rompimento com a associa\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Se o conte\u00fado da posi\u00e7\u00e3o de Bartolomeu \u00e9 distorcido, a forma \u00e9 muito pior. N\u00e3o \u00e9 costume dos representantes do agro recorrerem a manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para tratar das suas quest\u00f5es internas. A linguagem agressiva pode at\u00e9 ser usada contra inimigos, mas n\u00e3o contra concorrentes e, muito menos, contra uma institui\u00e7\u00e3o do agro integrada por ele pr\u00f3prio. Como se diz, a atitude de Bartolomeu foi \u201cover\u201d, para se dizer o m\u00ednimo. No conjunto da obra, confundiu a imagem do agro com a p\u00e9ssima reputa\u00e7\u00e3o de Bolsonaro, como quem quer confirmar a todo mundo que o agro e o ogro s\u00e3o, mesmo, indissoci\u00e1veis.<\/p>\n<h3><strong>Europa e China<\/strong><\/h3>\n<p>Outro elemento para entender a atitude de Bartolomeu seria a op\u00e7\u00e3o da maioria dos produtores de soja pelos ganhos desregulat\u00f3rios e benef\u00edcios fiscais do governo, tidos como mais vantajosos do que aumento das exporta\u00e7\u00f5es para a Europa. \u201cQue se virem os produtores interessados nesse mercado para cumprir exig\u00eancias de certifica\u00e7\u00e3o!\u201d Eventuais perdas, j\u00e1 estariam sendo compensadas com o aumento das exporta\u00e7\u00f5es para a China e outros pa\u00edses menos exigentes. Mas, no m\u00e9dio prazo, essa pode ser uma op\u00e7\u00e3o suicida.<\/p>\n<p>A China \u00e9 a maior emissora mundial de gases estufa, mas n\u00e3o nega as evid\u00eancias e as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e tem uma estrat\u00e9gia consistente para enfrent\u00e1-las. O pa\u00eds vem fazendo, h\u00e1 anos, investimentos gigantescos para aumentar a gera\u00e7\u00e3o de energia limpa e substituir o uso do carv\u00e3o e do petr\u00f3leo. \u00c0 Assembleia Geral da ONU, o presidente Xi Jinping anunciou que o pa\u00eds est\u00e1 alcan\u00e7ando seu pico de emiss\u00f5es e que elas se reduzir\u00e3o de forma consistente a partir de ent\u00e3o. Com o negacionismo prevalecendo nos EUA e Brasil, a China j\u00e1 divide com a Europa a lideran\u00e7a no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais.<\/p>\n<p>A suposi\u00e7\u00e3o do governo e dos sojeiros de que o desmatamento e as queimadas pouco importam para os chineses ignora a evidente diferen\u00e7a entre a postura da China e a falta de postura do Brasil. A imagem de Bolsonaro tamb\u00e9m \u00e9 p\u00e9ssima junto ao governo e formadores de opini\u00e3o chineses. A atual depend\u00eancia alimentar em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil e a conjuntura de guerra comercial com os EUA explicam o sil\u00eancio da China. Mas \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda, que ela buscar\u00e1 superar. A Aprosoja ainda receber\u00e1 sinais, no suave estilo chin\u00eas, de que as emiss\u00f5es evit\u00e1veis oriundas do desmatamento importam, sim.<\/p>\n<h3><strong>Trai\u00e7\u00f5es ao agro<\/strong><\/h3>\n<p>O alinhamento de Bolsonaro aos interesses do governo Trump admite trai\u00e7\u00f5es ao agro, como no caso da suspens\u00e3o da taxa de importa\u00e7\u00e3o para o etanol americano, prejudicando os produtores brasileiros, para prestar-lhe um servi\u00e7o eleitoral. Al\u00e9m disso, imp\u00f5e outras contradi\u00e7\u00f5es para as rela\u00e7\u00f5es com a China, como demonstram as press\u00f5es dos EUA contra a ado\u00e7\u00e3o pelo Brasil da tecnologia chinesa para internet 5G. Mais adiante, veremos onde Bartolomeu amarrou o seu (nosso) burro.<\/p>\n<p>O que objetivamente interessa a uma pot\u00eancia agr\u00edcola \u00e9 ter condi\u00e7\u00f5es para disputar, de forma l\u00edcita, qualquer mercado global importante. As escolhas de Bolsonaro e Bartolomeu s\u00e3o restritivas e aumentam a nossa depend\u00eancia dos ogromercados. Al\u00e9m disso, o Brasil \u00e9 megadiverso, condi\u00e7\u00e3o que ambos s\u00f3 sabem usar como falso \u00e1libi para a devasta\u00e7\u00e3o, mas que \u00e9, na verdade, o nosso passaporte para o futuro, inclusive o do agro. S\u00e3o as florestas que produzem as chuvas que fazem a diferen\u00e7a na pujante agricultura tropical brasileira.<\/p>\n<p>Fonte: ISA<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rcio Santilli, s\u00f3cio fundador do ISA A crise ambiental brasileira agravou-se em 2020. 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