{"id":7810,"date":"2020-12-03T09:43:37","date_gmt":"2020-12-03T12:43:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7810"},"modified":"2021-04-16T22:14:50","modified_gmt":"2021-04-17T01:14:50","slug":"desmatamento-crescente-denuncia-modelo-ultrapassado-de-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/desmatamento-crescente-denuncia-modelo-ultrapassado-de-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Desmatamento crescente denuncia modelo ultrapassado de desenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/c14y6658_araquem_110474.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7811\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/c14y6658_araquem_110474-300x189.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/c14y6658_araquem_110474-300x189.png 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/c14y6658_araquem_110474.png 304w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>N\u00fameros que o sistema capturou, entre 1\/8\/19 e 31\/7\/20, referem-se ao desmatamento ocorrido totalmente dentro do atual governo<\/em><\/p>\n<p>Os dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam que entre 1 de agosto de 2019 e 31 de julho de 2020 foram desmatados 11.088 quil\u00f4metros quadrados de floresta na Amaz\u00f4nia Legal. Isto \u00e9 9,5% a mais em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior (2018\/2019), quando o corte raso ceifou 10.129 km2 e um novo recorde para a \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite) \u2013que h\u00e1 d\u00e9cadas traz dados precisos sobre a destrui\u00e7\u00e3o que avan\u00e7a na maior floresta tropical do planeta. Este n\u00famero \u00e9 uma estimativa. Os dados consolidados ser\u00e3o apresentados no primeiro semestre do ano que vem.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros que o sistema capturou desta vez referem-se ao desmatamento ocorrido totalmente dentro do atual governo e comprovam o total descolamento dos desafios e oportunidades do s\u00e9culo 21 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 floresta: por um lado, o aproveitamento do imenso potencial de bioativos da natureza em um dos mais ricos biomas mais ricos em biodiversidade em todo o mundo; por outro, a necessidade de controlar altera\u00e7\u00f5es do clima e do regime de chuvas t\u00e3o importantes para a matriz energ\u00e9tica, a seguran\u00e7a h\u00eddrica e o agroneg\u00f3cio nacional.<\/p>\n<p>Vale destacar que, com essa \u00e1rea desmatada, o Brasil descumpre o Acordo de Paris, ratificado pelo Congresso Nacional, e sua pr\u00f3pria lei de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas sancionada em 2009.<\/p>\n<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m sinaliza o crescente risco \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e comunidades tradicionais, constantemente amea\u00e7adas por grileiros e garimpeiros ilegais.<\/p>\n<p><strong>Por tr\u00e1s dos n\u00fameros<\/strong><br \/>\nPara o WWF-Brasil, o aumento do desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira ocorre, principalmente, pela sensa\u00e7\u00e3o de impunidade. Dados oficiais mostram que 2019 e 2020 tiveram o menor n\u00famero de penalidades por desmatamento ilegal em duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pela expectativa de regulariza\u00e7\u00e3o gerada pelo atual governo de atividades hoje ilegais, como invas\u00f5es recentes de grandes glebas de terras p\u00fablicas que seriam beneficiadas com a mudan\u00e7as nas regras de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, e o garimpo em \u00e1reas protegidas, como prev\u00ea o projeto de lei 191\/20, proposto pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. De acordo com o an\u00fancio do Inpe, 30% da \u00e1rea desmatada se deu em \u00e1reas p\u00fablicas n\u00e3o destinadas.<\/p>\n<p>\u201cO claro foco em agropecu\u00e1ria e minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais uma evid\u00eancia de que a estrat\u00e9gia do atual governo se baseia no modelo de desenvolvimento da d\u00e9cada de 1970, quando a no\u00e7\u00e3o de bioeconomia sequer existia\u201d, diz Mariana Napolitano, gerente de Ci\u00eancias do WWF-Brasil.<\/p>\n<p>Segundo Napolitano, impor um modelo ultrapassado de ocupa\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de pesquisar e explorar a rica biodiversidade da Amaz\u00f4nia, por exemplo, \u00e9 querer manter o Brasil na economia colonial, quando o pa\u00eds s\u00f3 podia exportar commodities de baixo valor agregado. \u201cOlhar para a Amaz\u00f4nia pelas lentes do s\u00e9culo XXI abre novas oportunidades &#8211; inclusive para o agroneg\u00f3cio\u201d, destaca Napolitano. \u201cExistem solu\u00e7\u00f5es para, no curto prazo, reverter a tend\u00eancia de aumento do desmatamento na regi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Duas importantes coaliz\u00f5es de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil (que envolvem empres\u00e1rios, acad\u00eamicos e ONGs) apontaram caminhos concretos ao governo federal, que, no entanto, n\u00e3o abra\u00e7ou nenhum deles.<\/p>\n<p>Elas passam por proibir a regulariza\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00f5es ilegais em terras p\u00fablicas ocorridas ap\u00f3s 2008, retomar as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o efetiva a infratores, retirar invasores de \u00e1reas protegidas, promover a\u00e7\u00f5es de incentivo ao uso sustent\u00e1vel da floresta, dentre outros.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m solu\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da regi\u00e3o com inclus\u00e3o social e respeito aos direitos ind\u00edgenas &#8211; solu\u00e7\u00f5es estas totalmente alinhadas \u00e0 necessidade premente de mantermos a floresta em p\u00e9. A ado\u00e7\u00e3o de um modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel na Amaz\u00f4nia pode ser o trampolim para que nosso pa\u00eds seja l\u00edder global em uma economia baseada na natureza.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o Prodes<\/strong><br \/>\nO Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite considera como desmatamento a remo\u00e7\u00e3o completa da cobertura florestal prim\u00e1ria por corte raso, independentemente da futura utiliza\u00e7\u00e3o destas \u00e1reas. O que sabe, por\u00e9m, \u00e9 que a maior parte do desmatamento que ocorre na Amaz\u00f4nia \u00e9 ilegal, vinculado a crimes de grilagem de terras, corte ilegal de madeira e garimpos clandestinos.<\/p>\n<p>O mapeamento utiliza imagens do sat\u00e9lite Landsat ou similares para registrar e quantificar as \u00e1reas desmatadas maiores que 6,25 hectares. A estimativa inicial apresentada agora \u00e9 feita com base em uma parcela das cenas, que cobrem no m\u00ednimo 90% do Prodes do ano anterior, 90% do Deter do ano corrente e todos os munic\u00edpios priorit\u00e1rios. A taxa consolidada ser\u00e1 apresentada em 2021, quando for completado o processamento de todas as 229 cenas (localiza\u00e7\u00f5es) que recobrem a Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p>Fonte: WWF Brasil<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00fameros que o sistema capturou, entre 1\/8\/19 e 31\/7\/20, referem-se ao desmatamento ocorrido totalmente dentro do atual governo Os dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam que entre 1 de agosto de 2019 e 31 de julho de 2020&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7811,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,37,35],"tags":[1226],"class_list":["post-7810","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-area-1","category-brasil","category-meio-ambiente","tag-amazonia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7810"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7810\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7812,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7810\/revisions\/7812"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7811"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}