{"id":7819,"date":"2020-12-03T10:08:57","date_gmt":"2020-12-03T13:08:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=7819"},"modified":"2020-12-03T10:08:57","modified_gmt":"2020-12-03T13:08:57","slug":"juventude-indigena-do-rio-negro-denuncia-impactos-das-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/juventude-indigena-do-rio-negro-denuncia-impactos-das-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Juventude ind\u00edgena do Rio Negro denuncia impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em><a href=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/img_8965.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-7820\" src=\"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/img_8965.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/img_8965.jpg 700w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/img_8965-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/img_8965-624x390.jpg 624w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>Alerta aconteceu na IV Assembleia Eletiva do Departamento de Adolescentes e Jovens Ind\u00edgenas da Foirn, em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (AM); relatos falam de sol mais quente e altera\u00e7\u00e3o do comportamento dos rios<\/em><\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>\u00c9 novembro e, em algumas comunidades no Rio Tiqui\u00e9, na Floresta Amaz\u00f4nica, \u00e9 como se fosse Ano Novo. Todo final de ano come\u00e7a a contagem dos ciclos do calend\u00e1rio ind\u00edgena da regi\u00e3o: a constela\u00e7\u00e3o \u201cJararaca\u201d aparece no c\u00e9u, indicando que \u00e9 \u00e9poca de cheia do rio por cerca de duas semanas. Depois de o fluxo de peixes diminuir, at\u00e9 quase escassear, ele em seguida cresce novamente. Entretanto, esse ciclo vem se alterando.<\/p>\n<p>\u201cA constela\u00e7\u00e3o aparece e o rio enche ainda, continua enchendo. Mas \u00e9 diferente: come\u00e7a a encher e para. N\u00e3o enche mais do mesmo jeito. Fica mais dif\u00edcil fazer os planejamentos de acordo com constela\u00e7\u00f5es. Era mais certinho\u201d, lamenta o agente ind\u00edgena de Manejo Ambiental (AIMA) do Instituto Socioambiental (ISA), Mauro Monteiro Pedrosa, da etnia Tukano.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image\" title=\"Mauro Pedrosa, do povo Tukano, relatou impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na TI Alto Rio Negro|Ana Am\u00e9lia Hamdan\/ISA\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img-0539.jpg?itok=L-qGurg9\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Mauro Pedrosa, do povo Tukano, relatou impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na TI Alto Rio Negro\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/img-0539.jpg?itok=JlpgBpr1\" alt=\"\" \/><span class=\"image-caption\">Mauro Pedrosa, do povo Tukano, relatou impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na TI Alto Rio Negro<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Mauro denunciou a transforma\u00e7\u00e3o dos ciclos anuais durante a IV Assembleia Eletiva do Departamento de Jovens Ind\u00edgenas da Federa\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do Rio Negro (DAJIRN\/Foirn). E n\u00e3o foi somente ele que percebeu essas mudan\u00e7as. Outros jovens reunidos na assembleia trouxeram relatos semelhantes. Segundo eles, os mais velhos confirmam que o sol est\u00e1 mais forte, a \u00e9poca de frutas se alterou e o comportamentos dos rios n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo.<\/p>\n<p>O encontro aconteceu nos dias 5 e 6 de novembro, em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (AM), e reuniu adolescentes e jovens de diversas etnias, entre elas Tukano, Desano, Wanano, Yanomami, Bar\u00e9, D\u00e2w. O tema da assembleia foi: \u201cPandemia da Covid-19 e a Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica: Desafios para a Juventude Ind\u00edgena do Rio Negro\u201d. Foram escolhidos dois jovens que estar\u00e3o \u00e0 frente do DAJIRN\/Foirn entre 2021 e 2024: \u00e3o eles Elson Kene, de 27 anos, da etnia Bar\u00e9 e Gleice Maia, de 18 anos, da etnia Tukano.<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, Mauro refor\u00e7ou a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o da floresta. \u201cSe a gente derrubar, o que as futuras gera\u00e7\u00f5es v\u00e3o consumir? N\u00f3s n\u00e3o podemos derrubar. \u00c9 preciso pescar s\u00f3 da maneira adequada. Falar do desenvolvimento sustent\u00e1vel \u00e9 falar sobre o que a natureza nos oferece. Os peixes, as frutas silvestres. Para n\u00e3o acabar tudo isso, tem que usar de forma correta. Se n\u00e3o usar de forma correta, o que a futura gera\u00e7\u00e3o vai ter?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Para Mauro, o impacto sobre o clima e, consequentemente, nos ciclos, vem da a\u00e7\u00e3o direta do homem. As consequ\u00eancias aparecem tamb\u00e9m na sa\u00fade das pessoas. H\u00e1 relatos de dor de cabe\u00e7a, mal estar, dor de barriga, diarreia, falta de ar, entre outros.<\/p>\n<p>Coordenadora do DAJIRN\/Foirn, Adelina Sampaio, da etnia Desana, explica que tanto a pandemia como a emerg\u00eancia clim\u00e1tica est\u00e3o impactando diretamente a vida dos jovens em seus territ\u00f3rios, conforme consultas feitas via lives e conversas. \u201cTemos ouvido (&#8230;) sobre os impactos do desmatamento. Sabemos que o desequil\u00edbrio no meio ambiente traz doen\u00e7as. N\u00e3o s\u00f3 Covid, mas dengue, mal\u00e1ria\u201d, lembra.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image\" title=\"Adelina Sampaio, da etnia Desana, vem participando de discuss\u00f5es sobre o desequil\u00edbrio ambiental|Ray Baniwa\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/img_8981_2.jpg?itok=M-d_g7-6\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Adelina Sampaio, da etnia Desana, vem participando de discuss\u00f5es sobre o desequil\u00edbrio ambiental\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/img_8981_2.jpg?itok=zz03G_Y0\" alt=\"\" \/><span class=\"image-caption\">Adelina Sampaio, da etnia Desana, vem participando de discuss\u00f5es sobre o desequil\u00edbrio ambiental<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<h2>\u201cAntes n\u00e3o era assim\u201d<\/h2>\n<p>Adolescentes e jovens que participaram do encontro vivem em comunidades nos munic\u00edpios de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, muitas delas em \u00e1rea de dif\u00edcil acesso. Como o territ\u00f3rio \u00e9 extenso \u2013 apenas S\u00e3o Gabriel tem 110 mil quil\u00f4metros quadrados \u2013, a percep\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es no clima varia de acordo com cada povo e localiza\u00e7\u00e3o da comunidade. Mas todos trazem os relatos preocupados dos mais velhos.<\/p>\n<p>A adolescente Fabiana Castro Marques, de 16 anos, da etnia D\u00e2w, \u00e9 da comunidade Waru\u00e1, \u00e0s margens do Rio Negro, no lado oposto \u00e0 principal orla de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira. A travessia de um lado a outro leva em m\u00e9dia 10 minutos. Ela relata que j\u00e1 se cansou de ouvir a m\u00e3e dizer que o clima est\u00e1 mudando. \u201cMinha m\u00e3e diz que as plantas morrem, que a chuva n\u00e3o vem no tempo certo\u201d.<\/p>\n<p>Lideran\u00e7a da comunidade Waru\u00e1, a professora Auxiliadora Fernandes, do povo D\u00e2w, tamb\u00e9m fala que o sol est\u00e1 muito mais quente. \u201cA gente planta frutas e, se a gente n\u00e3o cuidar, depois de tr\u00eas dias est\u00e3o todas mortas. Abacaxi, a\u00e7a\u00ed, maxixe \u2013 tudo murcha. Cobrimos com folha grande de sororoca para n\u00e3o morrer. Antes n\u00e3o era assim\u201d, afirma.A<\/p>\n<p>Auxiliadoraconta tamb\u00e9m que seu povo costumava observar o clima e as esta\u00e7\u00f5es por meio da \u00e9poca de procria\u00e7\u00e3o de animais, como cutias e pacas. Entretanto, esses ciclos j\u00e1 n\u00e3o ocorrem com precis\u00e3o. \u201cPrimavera era \u00e9poca de colher mel, v\u00e1rios tipos de mel. Ver\u00e3o era \u00e9poca de filhote de ca\u00e7a. Cada uma dessas esta\u00e7\u00f5es t\u00eam seu significado. Mas n\u00e3o existe mais isso\u201d, lamenta.E<\/p>\n<p>Enquanto Fabiana e Auxiliadora moram pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de S\u00e3o Gabriel, a jovem Gleici Maia Machado, de 18 anos, Tukano, vive no distrito de Iauaret\u00ea, j\u00e1 na fronteira com a Col\u00f4mbia, bem distante da sede do munic\u00edpio. L\u00e1 tamb\u00e9m os velhos dizem que o sol n\u00e3o era t\u00e3o quente como nos dias de hoje. Al\u00e9m disso, no ver\u00e3o est\u00e1 chovendo mais, o que dificulta a queima da ro\u00e7a. \u201cM\u00eas de novembro \u00e9 ver\u00e3o, \u00e9 tempo de queimar ro\u00e7a. Mas est\u00e1 chovendo muito e n\u00e3o d\u00e1 para queimar. A\u00ed n\u00e3o planta\u201d, conta a jovem.<\/p>\n<p>Anderleia da Silva Marques, de 20 anos, mora em Caruru Cachoeira, no Rio Tiqui\u00e9, e complementa os relatos do AIMA Mauro Pedrosa sobre as mudan\u00e7as percebidas na regi\u00e3o. \u201cMinha m\u00e3e n\u00e3o aguenta mais ficar na ro\u00e7a muito tempo. Antes ela ficava das 8h at\u00e9 as 12h. Agora, vai mais cedo e volta mais cedo. Os homens precisam mergulhar pra pescar. Antes n\u00e3o precisava disso\u201d, conta.<\/p>\n<p>A jovem Rosiane Ferreira Azevedo, de 19 anos, da etnia Desana, mora na comunidade de Monte Alegre, no Baixo Uaup\u00e9s. Ela terminou o ensino m\u00e9dio e quer dar continuidade aos estudos. Por enquanto, acompanha os pais na ro\u00e7a. Nesse cotidiano, j\u00e1 ouviu deles que o clima est\u00e1 mudando. \u201cMuda os dias de enchente; muda o m\u00eas que tem muito peixe; a piracema ocorre fora de \u00e9poca; as frutas florescem fora de seu m\u00eas\u201d, exemplifica. \u201cO ind\u00edgena \u00e9 o guardi\u00e3o do seu territ\u00f3rio, cuida da preserva\u00e7\u00e3o da floresta, do manejo de sua terra\u201d, e deveria ter o conhecimento protegido, diz.<\/p>\n<blockquote><p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image\" title=\"Grupos de trabalho discutiram temas como meio ambiente, sa\u00fade e economia sustent\u00e1vel|Ray Baniwa\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/dsc_0011_ray_4.jpg?itok=POP3v60t\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Grupos de trabalho discutiram temas como meio ambiente, sa\u00fade e economia sustent\u00e1vel\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/dsc_0011_ray_4.jpg?itok=S2vIJVn1\" alt=\"\" \/><span class=\"image-caption\">Grupos de trabalho discutiram temas como meio ambiente, sa\u00fade e economia sustent\u00e1vel<\/span><\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a class=\"colorbox colorbox-insert-image\" title=\"Grupos de trabalho discutiram temas como meio ambiente, sa\u00fade e economia sustent\u00e1vel|Ray Baniwa\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/dsc_0011_ray_4.jpg?itok=POP3v60t\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span style=\"color: #333333;\">Moradora de Santa Isabel do Rio Negro, Sheine Diana Dias Oliveira, de 30 anos, da etnia Bar\u00e9, fica indignada com o lixo que v\u00ea \u00e0s margens do rio, onde ela brincava quando crian\u00e7a. \u201cN\u00e3o passou tanto tempo assim e muita coisa piorou\u201d, avalia a jovem, formada em Servi\u00e7o Social.<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Sheine diz que os relatos sobre os impactos da emerg\u00eancia clim\u00e1tica s\u00e3o constantes. \u201cEst\u00e1 muito quente. As enchentes do rio n\u00e3o acontecem mais do mesmo jeito. A gente faz o cacuri, que \u00e9 uma armadilha de peixe com o rio cheio. Primeiro a gente coloca o pari para esperar a enchente. Mas o que muitas vezes acontece \u00e9 que o rio come\u00e7a a encher e seca. Se perde a estrutura da armadilha, d\u00e1 cupim, apodrece a madeira. E os peixes n\u00e3o v\u00eam mais. Minha m\u00e3e conta que era mais farto\u201d.<\/p>\n<p>Morador da comunidade de Acariquara, na Terra Ind\u00edgena Jurubaxi-T\u00e9a, tamb\u00e9m em Santa Isabel, Adilson da Silva Joanico, de 27 anos, da etnia Baniwa, informa que, por l\u00e1, tamb\u00e9m foi preciso alterar o hor\u00e1rio de ir para a ro\u00e7a. \u201c\u00c9 importante falar sobre o clima. N\u00e3o sabemos como se pode parar essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o do Rio I\u00e7ana, os ciclos tamb\u00e9m come\u00e7am a se alterar. \u201cAntes, as frutas davam na mesma \u00e9poca. Agora, [novembro], no Baixo I\u00e7ana tem algumas frutas maduras, enquanto no Rio Aiari, no M\u00e9dio I\u00e7ana, as frutas ainda n\u00e3o deram, est\u00e3o como se n\u00e3o fosse Primavera. A gente n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o para isso\u201d, afirma o professor Emerson Silva, da comunidade Castelo Branco.<\/p>\n<h2>Covid-19<\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\">Al\u00e9m de discutir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, os jovens tamb\u00e9m debateram a pandemia. Assim como aconteceu nas assembleias regionais da Foirn e na Assembleia Eletiva das Mulheres Ind\u00edgenas, os adolescentes e jovens relataram o uso de rem\u00e9dios e pr\u00e1ticas tradicionais contra a Covid-19.<\/p>\n<p>A professora ind\u00edgena Marlene Evangelista, de 27 anos, da etnia Bar\u00e9, \u00e9 de Cucu\u00ed e relata que os rem\u00e9dios e pr\u00e1ticas tradicionais funcionaram at\u00e9 mesmo em quadros mais graves. Ela defende que os conhecimentos da medicina ind\u00edgena sejam valorizados e tratados em igualdade com os da medicina ocidental. Entre as plantas utilizadas est\u00e3o a carapana\u00faba e a saracura.<\/p>\n<p>\u201cDurante a pandemia n\u00f3s precisamos desse conhecimento tradicional, houve essa valoriza\u00e7\u00e3o. Temos que continuar valorizando, conhecendo, pensando em nosso futuro\u201d, defende. Ela tem licenciatura pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) \u2013 Polo Cucu\u00ed e sua tese teve como tema plantas tradicionais.<\/p>\n<p>M\u00e9dico do Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena Alto Rio Negro (Dsei-ARN), Guilherme Mon\u00e7\u00e3o participou do encontro, conversando com jovens sobre a Covid-19. Logo no in\u00edcio de sua apresenta\u00e7\u00e3o, falou das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, e como o uso indevido da natureza pode levar ao aparecimento de doen\u00e7as, entre elas, possivelmente, a Covid-19. Ele tamb\u00e9m falou da import\u00e2ncia do uso dos rem\u00e9dios tradicionais ind\u00edgenas, principalmente nos casos leves da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte: ISA<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alerta aconteceu na IV Assembleia Eletiva do Departamento de Adolescentes e Jovens Ind\u00edgenas da Foirn, em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (AM); relatos falam de sol mais quente e altera\u00e7\u00e3o do comportamento dos rios \u00c9 novembro e, em algumas comunidades no Rio Tiqui\u00e9, na Floresta Amaz\u00f4nica,&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,20,35,2],"tags":[1595],"class_list":["post-7819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-amazonas","category-area-3","category-meio-ambiente","category-slideshow","tag-sol-mais-quente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7819"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7821,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7819\/revisions\/7821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}