{"id":8247,"date":"2021-08-12T20:19:38","date_gmt":"2021-08-12T23:19:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8247"},"modified":"2021-08-12T20:21:08","modified_gmt":"2021-08-12T23:21:08","slug":"xingu-fecha-primeiro-semestre-com-piores-taxas-de-desmatamento-em-tres-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/xingu-fecha-primeiro-semestre-com-piores-taxas-de-desmatamento-em-tres-anos\/","title":{"rendered":"Xingu fecha primeiro semestre com piores taxas de desmatamento em tr\u00eas anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em>Derrubada da floresta tem novo recorde e explode em Terras Ind\u00edgenas da regi\u00e3o, com aumento de 201%; veja no boletim Sirad-X<\/em><\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>A Bacia do Xingu apresentou as piores taxas de desmatamento para um primeiro semestre dos \u00faltimos tr\u00eas anos. \u00c9 o que mostra o Boletim Sirad-X, da Rede Xingu +. A destrui\u00e7\u00e3o atingiu uma \u00e1rea equivalente a duas vezes o munic\u00edpio de Recife, capital de Pernambuco, ou 92.104 hectares de floresta. O novo recorde \u00e9 assustador, uma vez que os \u00faltimos anos j\u00e1 apresentaram taxas de desmatamento crescentes.<\/p>\n<p>Acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/ox.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/2021-08\/SX_03_MAI_JUN_AF02.pdf\">aqui<\/a>\u00a0o boletim<\/p>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Clique para ampliar\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/whatsapp_image_2021-08-04_at_10.41.39.jpeg?itok=ySWLmZCv\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-boneco caption-processed\" title=\"Clique para ampliar\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/boneco\/public\/nsa\/whatsapp_image_2021-08-04_at_10.41.39.jpeg?itok=ReE0bZ1H\" alt=\"\" \/><\/span><br \/>\n<\/a>Em maio e junho, o aumento foi de 35% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado e confirmam um cen\u00e1rio catastr\u00f3fico para o ano. Mar\u00e7o e abril j\u00e1 tinham indicado essa tend\u00eancia, mesmo no per\u00edodo chuvoso, quando as invas\u00f5es tendem a diminuir. \u201c\u00c9 alarmante que, num momento em que todos os governos negociam a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, o desmatamento aumente indiscriminadamente no Brasil sem que as autoridades fa\u00e7am nada para impedir\u201d, afirma Thaise Rodrigues, pesquisadora do ISA.<\/p>\n<p>A maior parte do desmatamento aconteceu na por\u00e7\u00e3o paraense (76%) da bacia, que cruza os Estados do Par\u00e1 e Mato Grosso. O mais alarmante \u00e9 que o crescimento aconteceu sobretudo no interior das Terras Ind\u00edgenas da regi\u00e3o, onde qualquer desmatamento \u00e9 ilegal. O aumento foi de 201%, puxado pelas invas\u00f5es nas Terras Ind\u00edgenas Apyterewa, Trincheira\/Bacaj\u00e1 e Cachoeira Seca, todas na zona de influ\u00eancia da Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte. A maior parte desse desmatamento \u00e9 consequ\u00eancia das atividades de grileiros, que derrubam a floresta para abrir fazendas e se apropriarem indevidamente de terras p\u00fablicas. A minera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por grande parte da destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" title=\"Clique para ampliar\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/whatsapp_image_2021-08-04_at_10.41.00.jpeg?itok=qx6O5ztI\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-boneco caption-processed\" title=\"Clique para ampliar\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/boneco\/public\/nsa\/whatsapp_image_2021-08-04_at_10.41.00.jpeg?itok=kJEsN7ed\" alt=\"\" \/><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nEssas Terras Ind\u00edgenas fazem parte da \u00e1rea dos munic\u00edpios de Altamira e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, que foram campe\u00f5es de desmatamento na Amaz\u00f4nia. Por consequ\u00eancia, s\u00e3o os que mais emitem CO2 (o principal g\u00e1s do efeito estufa) no pa\u00eds. Transformar florestas em pasto tamb\u00e9m est\u00e1 reduzindo o regime de chuvas e impulsionando a seca na regi\u00e3o. Estudos j\u00e1 comprovaram que a diminui\u00e7\u00e3o das florestas pode causar a redu\u00e7\u00e3o das vaz\u00f5es dos rios em seu entorno e prejudicar o desempenho de hidrel\u00e9tricas. \u201cAs autoridades devem encarar o problema do desmatamento como uma amea\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 aos ecossistemas e aos povos da floresta, mas \u00e0 pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o de energia e \u00e0 economia do pa\u00eds\u201d, afirma Biviany Rojas, advogada do ISA.<\/p>\n<p>O desmatamento nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o da bacia tamb\u00e9m subiu neste bimestre com mais de 18,1 mil ha de derrubada, 65% a mais que em maio e junho de 2020. A maior parte, 79%, est\u00e1 concentrada na APA Triunfo do Xingu. Em maio e junho, a APA perdeu 14.426 ha de floresta, numa velocidade de 94 \u00e1rvores por minuto. O desmatamento nessa UC pressiona as \u00c1reas Protegidas vizinhas como a ESEC Terra do Meio e o Parque Nacional da Serra do Pardo, ambas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Integral.<\/p>\n<h2>Mato Grosso<\/h2>\n<p>No Estado de Mato Grosso, Peixoto de Azevedo foi o munic\u00edpio que mais desmatou com 2.305 ha de desmatamnto ilegal. A maior parte ( 2.111 ha) ocorreu em duas grandes \u00e1reas vizinhas, pr\u00f3ximas ao limite sul da Terra Ind\u00edgena Menkragnoti. Ao todo, foram 10.815 ha derrubados em todo o Estado em maio e junho.<\/p>\n<p>Em 2015, o Mato Grosso havia se comprometido a zerar o desmatamento ilegal at\u00e9 2020 na Conven\u00e7\u00e3o do Clima em Paris (COP-21). O Estado inclusive captou recursos com base nessas metas que, como mostra o boletim, n\u00e3o foram cumpridas.<\/p>\n<h2>Riozinho do Anfr\u00edsio<\/h2>\n<p>Um outro dado preocupante do boletim foi a descoberta de um novo garimpo na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfr\u00edsio. Essa Resex \u00e9 morada de fam\u00edlias de ribeirinhos que vivem dos produtos da floresta (coleta da castanha, extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de copa\u00edba, andiroba, baba\u00e7u etc). Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, por\u00e9m, garimpeiros voltaram a invadir o territ\u00f3rio. Em 2018, ap\u00f3s 14 anos de inatividade, o maior garimpo da \u00e1rea, conhecido como Fortaleza, foi reativado. No mesmo ano, foi encontrado um novo foco de minera\u00e7\u00e3o ilegal conhecido como \u201cSW\u201d.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/imagem-grande\/public\/nsa\/whatsapp_image_2021-08-04_at_10.42.41.jpeg?itok=nt41zSdq\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/styles\/nsa-paisagem\/public\/nsa\/whatsapp_image_2021-08-04_at_10.42.41.jpeg?itok=cFq305Rm\" alt=\"\" \/><\/span><br \/>\n<\/a><br \/>\nSegundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Conservation Strategy, os impactos econ\u00f4micos do desmatamento decorrente da minera\u00e7\u00e3o ilegal, considerando o melhor cen\u00e1rio em que as cavas abertas n\u00e3o ultrapassam 2,5 metros de profundidade, superam R$ 119 milh\u00f5es. O resultado contabiliza as perdas dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, dos recursos florestais madeireiros e dos gastos necess\u00e1rios de recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. S\u00e3o considerados tamb\u00e9m os gastos com sa\u00fade gerados pela contamina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o pelo merc\u00fario que \u00e9 usado para extrair ouro de outros min\u00e9rios. O merc\u00fario \u00e9 despejado nos rios e transformado em metilmerc\u00fario, uma forma ainda mais t\u00f3xica, sendo absorvido pelos microorganismos e peixes que podem migrar at\u00e9 2000 km.<\/p>\n<p>O merc\u00fario cai nos igarap\u00e9s e segue para o rio Riozinho do Anfr\u00edsio, levando o metal pesado e demais res\u00edduos da minera\u00e7\u00e3o para as comunidades ribeirinhas, que j\u00e1 relataram piora na qualidade da \u00e1gua. Dezenove comunidades de beiradeiros podem estar sendo afetadas pelo consumo de peixes contaminados. O peixe \u00e9 a principal fonte de prote\u00edna da dieta dessas comunidades. Fonte: ISA<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Derrubada da floresta tem novo recorde e explode em Terras Ind\u00edgenas da regi\u00e3o, com aumento de 201%; veja no boletim Sirad-X A Bacia do Xingu apresentou as piores taxas de desmatamento para um primeiro semestre dos \u00faltimos tr\u00eas anos. \u00c9 o que mostra o Boletim&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8248,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19,29,35,31,2],"tags":[1123],"class_list":["post-8247","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-area-2","category-mato-grosso","category-meio-ambiente","category-para","category-slideshow","tag-destruicao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8247"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8251,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8247\/revisions\/8251"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}