{"id":8338,"date":"2021-11-28T11:14:38","date_gmt":"2021-11-28T14:14:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8338"},"modified":"2021-11-28T11:14:38","modified_gmt":"2021-11-28T14:14:38","slug":"desmatamento-da-amazonia-e-o-maior-desde-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/desmatamento-da-amazonia-e-o-maior-desde-2006\/","title":{"rendered":"Desmatamento da Amaz\u00f4nia \u00e9 o maior desde 2006"},"content":{"rendered":"<p>O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite-PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE divulgou nesta quinta (18) os dados de desmatamento da Amaz\u00f4nia Legal entre agosto de 2020 e julho de 2021. Os n\u00fameros, considerados oficiais pelo governo federal, confirmam a tend\u00eancia j\u00e1 indicada pelos alertas mensais de desmatamento do sistema DETER, tamb\u00e9m do INPE: foi o ano mais devastador desde 2019, consolidando uma s\u00e9rie macabra de tr\u00eas recordes consecutivos sob a gest\u00e3o Bolsonaro.<\/p>\n<p>Ao todo, estima-se que a Amaz\u00f4nia perdeu 13.235 mil km\u00b2 no per\u00edodo, um aumento de 22% em rela\u00e7\u00e3o a 2020, quando foram registrados 10.852 km\u00b2\u00a0 de destrui\u00e7\u00e3o da floresta, e a consolida\u00e7\u00e3o de\u00a0 tr\u00eas anos consecutivos nos quais a destrui\u00e7\u00e3o da floresta saltou dos patamares em torno de 6-7 mil km\u00b2\/ano registrados a partir de 2016 para uma preocupante estabilidade acima de 10 mil km\u00b2.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 liderou as taxas de destrui\u00e7\u00e3o, com 5.257km\u00b2 (40% do desmatamento total no per\u00edodo), seguido pelos estados do Amazonas e Mato Grosso.<\/p>\n<h3>&#8220;Este \u00e9 o Brasil real que o governo Bolsonaro tenta esconder com discursos fantasiosos e a\u00e7\u00f5es de greenwashing no exterior. O que a realidade mostra \u00e9 que o governo Bolsonaro acelerou a rota de destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Se n\u00e3o revertermos essa tend\u00eancia, acabando com o desmatamento e restaurando as \u00e1reas j\u00e1 degradadas, a floresta amaz\u00f4nica poder\u00e1 alcan\u00e7ar um ponto de n\u00e3o revers\u00e3o e iniciar um processo de degrada\u00e7\u00e3o acelerado. Se isso acontecer, o Brasil deixar\u00e1 de contar com os servi\u00e7os ambientais vitais que ela presta, como o armazenamento de carbono e a regula\u00e7\u00e3o do regime de chuvas do pa\u00eds&#8221;, afirma Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil.<\/h3>\n<p>Al\u00e9m do risco de perda dos servi\u00e7os ambientais da floresta e dos efeitos devastadores sobre o clima causados pelo desmatamento da Amaz\u00f4nia, os dados PRODES acendem a luz vermelha tamb\u00e9m para a economia. No come\u00e7o deste m\u00eas, durante a COP 26, mais de 100 pa\u00edses se comprometeram a zerar o desmatamento de florestas &#8211; compromisso reiterado no acordo bi-lateral firmado entre as duas maiores economias do planeta, Estados Unidos e China, na semana passada. Empresas do Reino Unido, com suporte de seu governo, anunciaram um arrojado manifesto contra qualquer tipo de desmatamento associado com a produ\u00e7\u00e3o de soja, an\u00fancio este que trata tanto de ecossistemas florestais, como os n\u00e3o-florestais (a exemplo de parte do Cerrado) e que n\u00e3o aceita sequer o desmatamento legal. Esta semana, a Comiss\u00e3o Europeia, bra\u00e7o executivo da Uni\u00e3o Europeia, divulgou proposta para bloquear a importa\u00e7\u00e3o de commodities associadas ao desmatamento e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o florestal, definindo o ano de 2030 como o limite para o desmatamento.<\/p>\n<p>&#8220;Se o desmatamento n\u00e3o for interrompido imediatamente, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras do agro ficar\u00e3o cada vez mais restritas a um pequeno n\u00famero de pa\u00edses que ainda n\u00e3o aderiram a esses acordos. S\u00e3o mercados marginais que, no futuro, tamb\u00e9m dever\u00e3o aderir ao esfor\u00e7o global de combate ao desmatamento porque no caso do Brasil \u00e9 de longe a principal fonte de emiss\u00f5es dos gases que est\u00e3o alterando o clima em todo o planeta&#8221;, adverte Voivodic.<\/p>\n<p>Importante considerar que o desmatamento \u00e9 uma das causas mais brutais de emiss\u00f5es, uma vez que elimina ou coloca em risco a vida e a hist\u00f3ria natural do planeta de forma dobrada. A primeira, de imediato, ao eliminar a diversidade biol\u00f3gica local, favorecer epidemias e causar grandes impactos nos meios de vida. A segunda, em m\u00e9dio-longo prazo, por provocar o ac\u00famulo de gases do efeito estufa, a mudan\u00e7a do regime h\u00eddrico, assim como impactos em diversos outros servi\u00e7os ambientais chave \u00e0 humanidade.<\/p>\n<p><strong>Ponto de ruptura da Amaz\u00f4nia cada vez mais pr\u00f3ximo<\/strong><br \/>\nH\u00e1 uma semana, foi divulgado na COP 26, o relat\u00f3rio final do Painel Cient\u00edfico da Amaz\u00f4nia, que reuniu mais de 200 cientistas para avaliar o estado atual do bioma.\u00a0 A principal conclus\u00e3o \u00e9 que a floresta j\u00e1 est\u00e1 perto de um &#8220;ponto de n\u00e3o revers\u00e3o&#8221; a partir do qual sua estabilidade se compromete, dando in\u00edcio a um processo autom\u00e1tico de degrada\u00e7\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 ser parado. Ainda segundo esse relat\u00f3rio, a regi\u00e3o conhecida como o &#8220;Arco do Desmatamento&#8221; j\u00e1 se tornou uma faixa da Amaz\u00f4nia que emite carbono na atmosfera, em vez de absorv\u00ea-lo. Atualmente, o desmatamento da Amaz\u00f4nia responde por quase metade das emiss\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>&#8220;Manter a floresta em p\u00e9 \u00e9 essencial se quisermos atingir a meta do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura m\u00e9dia do planeta em at\u00e9 1,5\u00b0C at\u00e9 o fim do s\u00e9culo&#8221;, lembra Voivodic.\u00a0 Ainda segundo o relat\u00f3rio do Painel Cient\u00edfico da Amaz\u00f4nia, a floresta retira mais de 1 bilh\u00e3o de toneladas de CO2 da atmosfera todo ano, o equivalente \u00e0 metade de todos os gases do efeito estufa que o Brasil emitiu no ano passado.<\/p>\n<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia j\u00e1 vem impactando o regime de chuvas em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, causando graves preju\u00edzos \u00e0 seguran\u00e7a h\u00eddrica e alimentar do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, na esteira do desmatamento, a grilagem, garimpo e invas\u00e3o de terras t\u00eam colocado cada vez mais em risco a sobreviv\u00eancia de\u00a0\u00a0 popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e comunidades tradicionais.<\/p>\n<p>Fonte: WWF Brasil<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite-PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE divulgou nesta quinta (18) os dados de desmatamento da Amaz\u00f4nia Legal entre agosto de 2020 e julho de 2021. Os n\u00fameros, considerados oficiais pelo governo federal, confirmam a&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,35,31],"tags":[1649],"class_list":["post-8338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-area-1","category-meio-ambiente","category-para","tag-recorde-de-destruicao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8341,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8338\/revisions\/8341"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}