{"id":8413,"date":"2022-03-14T15:30:26","date_gmt":"2022-03-14T18:30:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8413"},"modified":"2022-03-14T15:30:26","modified_gmt":"2022-03-14T18:30:26","slug":"estradas-ilegais-foram-abertas-na-bacia-do-xingu-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/estradas-ilegais-foram-abertas-na-bacia-do-xingu-em-2021\/","title":{"rendered":"Estradas ilegais foram abertas na Bacia do Xingu em 2021"},"content":{"rendered":"<div class=\"summary\"><em>Vias, chamadas de ramais, s\u00e3o fruto da explos\u00e3o de desmatamento em \u00e1reas protegidas, mostra boletim Sirad-X, da Rede Xingu+<\/em><\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>A crescente destrui\u00e7\u00e3o das florestas brasileiras se aprofundou ainda mais em 2021. Em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o desmatamento cresceu 14% na bacia do Xingu, regi\u00e3o localizada nos estados Par\u00e1 e Mato Grosso. Os dados s\u00e3o do Sirad X, o sistema de monitoramento da Rede Xingu+ que detalha o desmatamento em toda a bacia.<\/p>\n<p><strong>Acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/ox.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/2022-02\/SiradX%2028.pdf\">aqui<\/a>\u00a0o boletim.<br \/>\n<\/strong><br \/>\nA soma do ano revelou o maior desmatamento desde 2018, data de in\u00edcio do monitoramento da Rede Xingu+. As \u00e1reas protegidas do Xingu sofreram com invas\u00f5es, roubo de madeira, degrada\u00e7\u00e3o florestal e grilagem de terras ao longo de todo o ano, registrando aumento de 30% no corte raso da floresta. [Acesse o boletim Sirad X 28 na \u00edntegra]<\/p>\n<p>O aumento da degrada\u00e7\u00e3o florestal das \u00e1reas protegidas do Xingu \u00e9 monitorado por meio do acompanhamento de picadas ou estradas que s\u00e3o abertas no meio da mata para a extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira. No \u00faltimo ano foram abertos ao menos 533 km de estradas ilegais que cortam os territ\u00f3rios protegidos. Tais rotas fortalecem ainda mais as atividades ilegais de degrada\u00e7\u00e3o e refletem os trajetos feitos pelos criminosos que amea\u00e7am a vida dos povos ind\u00edgenas e ribeirinhos. \u201cA Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfr\u00edsio \u00e9 uma das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UC) que mais sofre com a a\u00e7\u00e3o ilegal de madeireiros que fazem uso de ramais ilegais para escoar madeira roubada\u201d, disse Thaise Rodrigues, analista de geoprocessamento do Observat\u00f3rio de Olho no Xingu.<\/p>\n<p><a class=\"colorbox colorbox-insert-image init-colorbox-processed cboxElement\" href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/estradas_rizinho_1.gif\" data-colorbox-gallery=\"gallery-all\"><br \/>\n<span class=\"image-caption-container image-caption-container-none\"><img decoding=\"async\" class=\"caption image-nsa-paisagem caption-processed\" title=\"Mapa animado mostra o avan\u00e7o das estradas ilegais na Resex Riozinho do Anfr\u00edsio\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/estradas_rizinho_1.gif\" \/><span class=\"image-caption\">Mapa animado mostra o avan\u00e7o das estradas ilegais na Resex Riozinho do Anfr\u00edsio<\/span><\/span><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>O segundo semestre de 2021 foi marcado pela abertura de 14 km de novas estradas ilegais que se concentram ao norte da Resex e conectam com estradas antigas que atravessam a Flona do Trair\u00e3o e terminam nas BRs 230 e 163. O roubo de madeira tamb\u00e9m tem assolado o Territ\u00f3rio Ind\u00edgena do Xingu (TIX) que teve 26 km de estradas abertas s\u00f3 nos \u00faltimos quatro meses de 2021 \u2013 reflexo das atividades ilegais dentro do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>No ritmo acelerado de destrui\u00e7\u00e3o no Xingu, a Terra Ind\u00edgena (TI) Apyterewa, lar do povo Parakan\u00e3, registrou em 2021 o maior \u00edndice de desmatamento desde 2018. Foram mais de oito mil hectares desmatados, 28% a mais que em 2020. A TI tamb\u00e9m sofreu com a abertura de 22 km de ramais ilegais que, al\u00e9m de serem rotas de destrui\u00e7\u00e3o dentro do pr\u00f3prio territ\u00f3rio, amea\u00e7am terras vizinhas como a Trincheira Bacaj\u00e1, lar dos Xikrin.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios de S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA) e Altamira (PA) finalizaram o ano na lideran\u00e7a do ranking e juntos somam 59% de todo desmatamento na bacia do Xingu em 2021.<\/p>\n<p>O ritmo do desmatamento diminuiu nos meses de novembro e dezembro do ano passado, mas a queda \u00e9 consequ\u00eancia do alto n\u00edvel de chuvas que, tradicionalmente, inibe a a\u00e7\u00e3o dos criminosos da regi\u00e3o no final do ano. Apesar da tr\u00e9gua moment\u00e2nea, o contexto geral assusta e mostra que a degrada\u00e7\u00e3o ambiental virou regra nos \u00faltimos quatro anos. [\u201cXingu sob Bolsonaro\u201d]<\/p>\n<p>O ano de 2021 encerrou na mesma crescente de desmatamento que marcou anos anteriores. Os altos \u00edndices de degrada\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o resultados da postura adotada pelo governo de Jair Bolsonaro desde os discursos de campanha at\u00e9 as pol\u00edticas de desmonte dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental. [\u201cA anatomia do desmonte das pol\u00edticas socioambientais\u201d]<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo:<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5VhFjMXUgxQ\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-tags field-type-taxonomy-term-reference field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\"><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/tags\/sirad-x-0\">Sirad-X<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field-collection-container clearfix\">\n<div class=\"field field-name-field-autor field-type-field-collection field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<div class=\"field-collection-view clearfix view-mode-full field-collection-view-final\">\n<div class=\"content\">\n<div class=\"field field-name-field-autor-da-nsa field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">Fonte: ISA &#8211; Por Sandra Silva<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-instituicao field-type-text field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vias, chamadas de ramais, s\u00e3o fruto da explos\u00e3o de desmatamento em \u00e1reas protegidas, mostra boletim Sirad-X, da Rede Xingu+ A crescente destrui\u00e7\u00e3o das florestas brasileiras se aprofundou ainda mais em 2021. 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