{"id":8495,"date":"2022-05-12T13:24:58","date_gmt":"2022-05-12T16:24:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8495"},"modified":"2022-05-12T13:24:58","modified_gmt":"2022-05-12T16:24:58","slug":"garimpo-ilegal-provocou-90-das-mortes-por-conflitos-no-campo-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/garimpo-ilegal-provocou-90-das-mortes-por-conflitos-no-campo-em-2021\/","title":{"rendered":"Garimpo ilegal provocou 90% das mortes por conflitos no campo em 2021"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"description\">Conflitos envolvendo atividade disparam 80.000% em uma d\u00e9cada; 101 ind\u00edgenas Yanomami perderam a vida no \u00faltimo ano<\/h2>\n<p>O relat\u00f3rio Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), consolida a percep\u00e7\u00e3o de que o garimpo ilegal se tornou um dos principais indutores da viol\u00eancia no campo. A atividade foi respons\u00e1vel por 92% das mortes por conflitos registradas pela CPT.<\/p>\n<p>No decorrer de 2020, a entidade identificou nove mortes por conflitos no campo em todo o territ\u00f3rio nacional. Em 2021, o n\u00famero saltou para 109, um aumento de 1.110%. Desse total, 101 mortes foram de ind\u00edgenas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/02\/09\/indigenas-denunciam-avanco-do-garimpo-em-territorio-yanomami-bebida-conflitos-e-mortes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yanomami provocadas por a\u00e7\u00f5es de garimpeiros<\/a>.<\/p>\n<p>Conforme aponta a CPT, a minera\u00e7\u00e3o ilegal impede o acesso de comunidades \u00e0 pesca, ca\u00e7a e coleta ou a servi\u00e7os de sa\u00fade, provocando agravamento de doen\u00e7as e mortes por falta de assist\u00eancia. Tudo com a \u201comiss\u00e3o e coniv\u00eancia do Estado\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>No territ\u00f3rio Yanomami, destacam-se casos de mortes brutais de crian\u00e7as: duas sugadas pelas dragas usadas por garimpeiros e outras duas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/05\/17\/yanomamis-denunciam-morte-de-duas-criancas-durante-ataque-de-garimpeiros-em-roraima\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">afogadas na fuga de ataques dos criminosos ambientais<\/a>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, tr\u00eas ind\u00edgenas isolados morreram em um massacre promovido por garimpeiros em agosto de 2021. Testemunha do caso, um ind\u00edgena descreveu que as mortes foram resultado da investida dos isolados contra um garimpo que se aproximava do seu local de moradia.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Conflitos aumentam 80.000% em uma d\u00e9cada<\/p>\n<p>Para a advogada e coordenadora do CPT, Andr\u00e9ia Silv\u00e9rio, o\u00a0cen\u00e1rio \u00e9 consequ\u00eancia da atua\u00e7\u00e3o do governo de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/02\/14\/mineracao-artesanal-decreto-de-bolsonaro-estimula-garimpo-na-amazonia-para-atender-empresarios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jair Bolsonaro em favor dos garimpeiros<\/a>. Modifica\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o e na estrutura da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica diminuem a capacidade de \u00f3rg\u00e3os federais ligados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cBolsonaro visitou a Terra \u00cdndigena (TI) Yanomami em 2021. Ele esteve l\u00e1 e fez a defesa do garimpo dentro do territ\u00f3rio, contra a representa\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias lideran\u00e7as da associa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que estava presente durante o encontro\u201d, lembra Silv\u00e9rio.<\/p>\n<p>Em uma d\u00e9cada, os conflitos relacionados ao garimpo cresceram 80.000%. Em 2011, foi registrado um epis\u00f3dio violento em decorr\u00eancia da atividade. No ano passado, o n\u00famero saltou para 81, com alta vertiginosa a partir de 2019 (veja na tabela abaixo).<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/af258d11302dcb71d8a1baf17c6f9b9f.jpeg\" \/><br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Conflitos no Campo 2021\/CPT<\/p>\n<p>\u201cA atividade garimpeira tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com o preju\u00edzo que essas comunidades passam a sofrer em decorr\u00eancia da contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. E a\u00ed acaba intensificando tamb\u00e9m ainda mais os conflitos, porque muitas comunidades ficam sem condi\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel\u201d, afirma a advogada.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00fameros t\u00eam crescido ainda mais nesse per\u00edodo de ruptura pol\u00edtica no Brasil a partir de 2015 e 2016. E t\u00eam se intensificado muito mais durante o governo Bolsonaro\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Yanomami sob ataque<\/p>\n<p>A TI Yanomami (RR) \u00e9 palco de um trag\u00e9dia social provocada pela minera\u00e7\u00e3o ilegal. Um relat\u00f3rio da Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami\u00a0descreveu o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/05\/11\/escalada-da-violencia-malaria-e-covid-ameaca-ianomamis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aumento dr\u00e1stico da mal\u00e1ria<\/a>, da subnutri\u00e7\u00e3o e de abusos sexuais de mulheres e crian\u00e7as em troca de comida.<\/p>\n<p>Os efeitos s\u00e3o sentidos por 16 mil moradores de 273 comunidades, o equivalente a 56% da popula\u00e7\u00e3o total. Com o tamanho de Portugal, o territ\u00f3rio Yanomami tem 29 mil habitantes em 350 aldeias.<\/p>\n<p>\u201cA gente v\u00ea crian\u00e7as com m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, dificuldade das ind\u00edgenas durante o per\u00edodo gestacional, desnutri\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito triste. E o garimpo continua avan\u00e7ando sobre essas \u00e1reas sem nenhum tipo de miseric\u00f3rdia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o desses povos\u201d, lamenta Silv\u00e9rio.<\/p>\n<p>O clima de amea\u00e7as contra os Yanomami se intensificou desde abril do ano passado, quando ind\u00edgenas interceptaram uma carga de combust\u00edvel para aeronaves do garimpo que descia o Rio Uriracoera, principal via de acesso aos garimpos ilegais da regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/0edb40bf7a0584f1e510f0ae930ca759.jpeg\" \/><br \/>\nFoto de crian\u00e7a Yanomami desnutrida virou s\u00edmbolo da trag\u00e9dia social vivida pelo povo \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Reportagens publicadas pelo\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>\u00a0mostram que, desde o epis\u00f3dio,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/05\/17\/apos-ataque-a-bomba-de-garimpeiros-yanomamis-enviam-4-pedido-de-socorro-ao-exercito\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os invasores perseguem, agridem, amea\u00e7am e atacam com balas e bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo<\/a>\u00a0os povos origin\u00e1rios do Palimiu.<\/p>\n<p>Povos origin\u00e1rios da regi\u00e3o tiveram que mudar a rotina e se revezar em esquemas de seguran\u00e7a por causa dos ataques. Lideran\u00e7as explicam que o clima de p\u00e2nico est\u00e1 generalizado e que muitos ind\u00edgenas n\u00e3o conseguem mais dormir.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ataque de garimpeiros, seis crian\u00e7as, com idades entre dez e onze anos, e dois adolescentes que pescavam em uma canoa no Rio Uriracoera pr\u00f3ximo \u00e0 Comunidade Tipolei, na regi\u00e3o do Palimiu,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/07\/11\/exercito-e-o-unico-vendedor-de-bombas-utilizadas-por-garimpeiros-para-atacar-indigenas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">foram derrubados da embarca\u00e7\u00e3o pelos invasores<\/a>.<\/p>\n<p>Armados, os agressores aceleraram contra os Yanomami e bateram com o barco contra a canoa, fazendo com que os ind\u00edgenas ca\u00edssem na \u00e1gua e a embarca\u00e7\u00e3o afundasse.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Pared\u00e3o de balsas no rio Madeira<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m j\u00e1 mostrou como o garimpo ilegal \u00e0s margens do rio Madeira (AM) transforma cada vez mais comunidades ribeirinhas em ref\u00e9ns da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>No ano passado, imagens que circularam o mundo de um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/12\/02\/como-o-garimpo-ilegal-dominou-o-rio-madeira-e-por-que-e-tao-dificil-acabar-com-ele\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cpared\u00e3o\u201d de balsas de garimpo<\/a>\u00a0que quase travou a navega\u00e7\u00e3o pelo curso d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Trabalhadores que se dividem entre o campo e o garimpo sabem que a atividade ilegal rende mais dinheiro. Mas nem sempre isso compensa.<\/p>\n<p>\u201cSe hoje eu plantar, tipo, 500 p\u00e9s de banana, vou tirar R$ 1 mil e pouco em cinco ou seis meses. Na balsa, se voc\u00ea trabalhar um m\u00eas, dependendo do ouro, voc\u00ea faz uns R$ 8 mil. Na ro\u00e7a o colega se ferra, \u00e9 um trabalho sofrido, mas o dinheiro \u00e9 aben\u00e7oado. Eu comparo assim porque o dinheiro que eu pego em ouro no final de semana eu compro qualquer coisinha e j\u00e1 era, j\u00e1 acabou.\u201d<\/p>\n<p>O depoimento \u00e9 de um ribeirinho que vive em uma comunidade \u00e0s margens do Rio Madeira, perto do Munic\u00edpio de Manicor\u00e9 (AM), e que pediu anonimato. Aos 28 anos, ele se alterna entre o cultivo de bananas e a lavra garimpeira para sustentar esposa e seis filhos.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/4efb7f5971a47d2edeb62ed95d36e2f6.jpeg\" \/><br \/>\nCentenas de balsas e dragas bloquaram trecho do Rio Madeira (AM)\u00a0\/ Bruno Kelly \/ Greenpeace<\/p>\n<p>H\u00e1 aproximadamente 150 comunidades ribeirinhas espalhadas pelas margens do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/12\/02\/como-o-garimpo-ilegal-dominou-o-rio-madeira-e-por-que-e-tao-dificil-acabar-com-ele\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rio Madeira<\/a>, apenas no trecho de 700 quil\u00f4metros entre Porto Velho (RO) e Manicor\u00e9 (AM). Pelo menos 40% delas est\u00e3o ou j\u00e1 estiveram envolvidas com a extra\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 de Jordeanes Ara\u00fajo, antrop\u00f3logo e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). \u201c\u00c9 importante perceber como o garimpo ilegal imobiliza a for\u00e7a de trabalho local, por causa do intenso com\u00e9rcio de ouro e outros produtos. Isso mexe com a pr\u00f3pria estrutura agr\u00e1ria dessas comunidades\u201d, explicou o docente.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Garimpo espalha pobreza<\/p>\n<p>Em fevereiro deste ano, a opera\u00e7\u00e3o conjunta \u201cCaribe Amaz\u00f4nico\u201d, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal (PF) no entorno da Terra Ind\u00edgena Munduruku, no oeste do Par\u00e1, provocou protestos de garimpeiros na cidade de Itaituba, um dos polos da minera\u00e7\u00e3o ilegal no pa\u00eds e\u00a0conhecida\u00a0como &#8220;cidade pepita&#8221;. A opera\u00e7\u00e3o recebeu este nome porque a lama dos garimpos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/01\/29\/lama-do-garimpo-no-caribe-amazonico-pode-matar-rio-que-sustenta-indigenas-e-ribeirinhos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">escureceu as \u00e1guas<\/a>\u00a0do balne\u00e1rio tur\u00edstico de Alter do Ch\u00e3o (PA).<\/p>\n<p>Mensagens nas redes sociais estimularam\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/02\/16\/politicos-e-empresarios-estimulam-atos-contra-operacao-da-pf-que-proibe-garimpo-ilegal-no-para\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">protestos, que tomaram a regi\u00e3o<\/a>: \u201cEmpres\u00e1rios de Itaituba. Tem que reunir os garimpeiros, os madeireiros e os comerciantes. Todo mundo aqui depende do garimpo\u201d.<\/p>\n<p>Em outro \u00e1udio, um homem diz: \u201cEssa \u00e9 uma causa de todos. Vamos fechar o com\u00e9rcio e dar press\u00e3o nesse pessoal [da fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental]. Porque, se fechar os garimpos, acabou para todo mundo\u201d.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/0e95af80204b0dc8316934038f0a7067.jpeg\" \/><br \/>\nConhecido como &#8220;Caribe Amaz\u00f4nico&#8221;, balne\u00e1rio de Alter do Ch\u00e3o, no Par\u00e1 foi tomado pela lama do garimpo \/ \u00c9lder St\u00e9fano\/Poraqu\u00ea Turismo<\/p>\n<p>A maranhense Maria do Ros\u00e1rio confirma que a depend\u00eancia da atividade coloca o munic\u00edpio em uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica. Morando em Itaituba desde a d\u00e9cada de 1980, ela chegou a trabalhar na minera\u00e7\u00e3o ilegal, mas abandonou a atividade. \u201cGra\u00e7as a Deus\u201d, diz.<\/p>\n<p>Segundo ela, h\u00e1 um corte de classe bem definido entre os apoiadores da atividade. No topo da pir\u00e2mide, est\u00e3o propriet\u00e1rios das balsas e escavadeiras que financiam a cara infraestrutura necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cOs subordinados aos donos de m\u00e1quinas pensam que est\u00e3o ganhando. Na verdade, eles est\u00e3o enriquecendo um pequeno n\u00famero de pessoas, enquanto a maioria fica mais pobre ainda\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cQuem realmente ganha no trabalho de garimpo s\u00e3o os donos das m\u00e1quinas. Eles pagam 30% dos ganhos para os trabalhadores. E os 70% muitas vezes nem ficam na economia da cidade. O ouro acaba sendo desviado para fora do pa\u00eds\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Fonte: Brasil de Fato &#8211; Por Murilo Pajolla<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conflitos envolvendo atividade disparam 80.000% em uma d\u00e9cada; 101 ind\u00edgenas Yanomami perderam a vida no \u00faltimo ano O relat\u00f3rio Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), consolida a percep\u00e7\u00e3o de que o garimpo ilegal se tornou um&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8496,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,1614,33],"tags":[1678],"class_list":["post-8495","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-area-5-col1","category-indigenas","category-roraima","tag-massacre-indigena"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8495"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8495\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8497,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8495\/revisions\/8497"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}