{"id":8512,"date":"2022-06-19T20:33:18","date_gmt":"2022-06-19T23:33:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8512"},"modified":"2022-06-19T20:33:18","modified_gmt":"2022-06-19T23:33:18","slug":"xingu-registra-maior-taxa-de-desmatamento-desde-setembro-de-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/xingu-registra-maior-taxa-de-desmatamento-desde-setembro-de-2021\/","title":{"rendered":"Xingu registra maior taxa de desmatamento desde setembro de 2021"},"content":{"rendered":"<div class=\"node-bg\">\n<div role=\"article\">\n<div class=\"container share-margin\">\n<article class=\"node node--type-article node--promoted node--sticky node--view-mode-full clearfix\" role=\"article\">\n<div class=\"node__content clearfix\">\n<div class=\"node-content-data\">\n<p>Monitoramento da Rede Xingu+ aponta desmatamento de mais de 19 mil hectares no m\u00eas de abril<\/p>\n<p>O desmatamento voltou a ganhar for\u00e7a em 2022 no Rio Xingu (PA-MT). O m\u00eas de abril registrou a maior taxa desde setembro do ano passado, com mais de 19 mil hectares destru\u00eddos por toda a bacia. Grosso modo, pode-se considerar 1 hectare como um campo de futebol.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, o salto \u00e9 de 81%. Os dados s\u00e3o do Sirad X, sistema de monitoramento remoto da Rede Xingu+, em relat\u00f3rio mensal de desmatamento (<a href=\"https:\/\/ox.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/2022-06\/Alerta%20de%20Desmatamento%20Sirad%20X%20Abril%20de%202022.pdf\">acesse o relat\u00f3rio<\/a>).<\/p>\n<p>O fim das chuvas abre a temporada de desmatamento na regi\u00e3o. Assim, grileiros, ladr\u00f5es de madeira e invasores voltaram a assolar os territ\u00f3rios protegidos e dar continuidade ao alto padr\u00e3o de desmatamento que se mant\u00e9m h\u00e1 quatro anos, desde quando a candidatura de Jair Bolsonaro \u00e0 Presid\u00eancia com seus discursos anti-ind\u00edgena e antidemarca\u00e7\u00e3o ganharam destaque. (Leia mais:\u00a0<a href=\"https:\/\/site-antigo.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/nt_xingu_sob_bolsonaro_final.pdf\">Xingu sob Bolsonaro<\/a>)<\/p>\n<p>Entre as Terras Ind\u00edgenas (TI), a Kayap\u00f3 (PA) registrou mais de 180 hectares desmatados em abril. J\u00e1 a TI Parabubure (MT) assusta ao ser a segunda TI mais desmatada no m\u00eas de abril, com aumento de mais de 4.000% em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios de Altamira (PA) e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA) ocupam o primeiro e o segundo lugares entre os mais desmatados no m\u00eas de abril. Altamira ultrapassou a marca de 8 mil hectares. J\u00e1 S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu passou dos 3 mil hectares destru\u00eddos. Ambos os munic\u00edpios registraram altas de desmatamento de 204% e 253%, respectivamente, em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, a grande atividade pecu\u00e1ria em S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu contribuiu para o grave cen\u00e1rio de aumento de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. O munic\u00edpio concentra o maior rebanho do pa\u00eds, com mais de dois milh\u00f5es de cabe\u00e7as e ocupa o posto de maior emissor de gases do Brasil.<\/p>\n<h5>Quebra da conectividade do Corredor Xingu<\/h5>\n<p>Entre as \u00e1reas protegidas, a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Triunfo do Xingu foi a mais destru\u00edda, com pouco mais de 6 mil hectares devastados. Sozinha, ela representa 84% do desmatamento nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) do Xingu. A APA Triunfo do Xingu \u00e9 historicamente a UC mais desmatada da regi\u00e3o em consequ\u00eancia da grande movimenta\u00e7\u00e3o de grileiros. Os mesmos desmatam para se apossar das terras da unidade.<\/p>\n<p>Ainda entre as \u00e1reas protegidas, com aumento de 1.875% em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de mar\u00e7o, a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (Esec) da Terra do Meio foi a segunda mais desmatada. E pela primeira vez, desde o in\u00edcio do monitoramento, a Floresta Estadual (Fes) do Iriri registrou desmatamento no m\u00eas de abril.<\/p>\n<p>\u201cEste ano o desmatamento come\u00e7ou mais cedo na Fes do Iriri. Historicamente, no monitoramento do Sirad X, que come\u00e7ou em 2018, a temporada de desmatamento come\u00e7a no m\u00eas de maio, mas este ano 453 hectares foram desmatados em abril\u201d, diz Ricardo Abad, analista de geoprocessamento do Observat\u00f3rio de Olho no Xingu. Esta \u00e9 a maior taxa de desmatamento no territ\u00f3rio desde maio do ano passado.<\/p>\n<p>O crescente desmatamento nas UCs pressiona os territ\u00f3rios vizinhos e coloca em risco a conectividade do corredor de \u00e1reas protegidas do Xingu, que hoje \u00e9 a \u00faltima barreira que protege a Amaz\u00f4nia Oriental do desmatamento. S\u00e3o 26 milh\u00f5es de hectares de florestas protegidas cuja fragmenta\u00e7\u00e3o pode empobrecer a floresta, afetando milhares de esp\u00e9cies que dependem de sua conex\u00e3o, fragilizando ainda mais sua capacidade de resistir \u00e0s mudan\u00e7as ao seu redor.<\/p>\n<p>Estima-se que 20% da cobertura original da Amaz\u00f4nia j\u00e1 tenha sido desmatada, aproximando a floresta do \u201cponto de n\u00e3o retorno\u201d, isto \u00e9, o momento em que a degrada\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1 um limite ap\u00f3s o qual a floresta n\u00e3o conseguir\u00e1 mais existir como a conhecemos hoje, dando espa\u00e7o para uma vegeta\u00e7\u00e3o mais seca, esparsa e vulner\u00e1vel, sem capacidade para continuar exercendo sua fun\u00e7\u00e3o de provedora de chuva, essencial para toda a Am\u00e9rica do Sul. A destrui\u00e7\u00e3o do Corredor Xingu pode acelerar esse processo. Sua prote\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 fundamental para a garantia da floresta, seus povos e do clima no planeta.<\/p>\n<div class=\"video-embed-field-provider-youtube video-embed-field-responsive-video\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"495132088\" title=\"#XinguSobBolsonaro | Em 3 anos, desmatamento explode na bacia do Xingu\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5VhFjMXUgxQ?autoplay=0&amp;start=0&amp;rel=0&amp;enablejsapi=1&amp;origin=https%3A%2F%2Fwww.socioambiental.org\" width=\"854\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-gtm-yt-inspected-6623113_22=\"true\" data-gtm-yt-inspected-7=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"node\">\n<div class=\"related\">\n<div class=\"container\">Fonte: ISA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monitoramento da Rede Xingu+ aponta desmatamento de mais de 19 mil hectares no m\u00eas de abril O desmatamento voltou a ganhar for\u00e7a em 2022 no Rio Xingu (PA-MT). 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