{"id":8576,"date":"2022-09-01T15:19:52","date_gmt":"2022-09-01T18:19:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8576"},"modified":"2022-09-01T15:19:52","modified_gmt":"2022-09-01T18:19:52","slug":"garimpo-ilegal-contamina-peixes-de-rios-de-roraima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/garimpo-ilegal-contamina-peixes-de-rios-de-roraima\/","title":{"rendered":"Garimpo ilegal contamina peixes de rios de Roraima"},"content":{"rendered":"<p>Em 75% dos pontos analisados, praticamente a metade dos pescados apresentou concentra\u00e7\u00f5es maiores ou iguais ao limite estabelecido pela FAO\/OMS<\/p>\n<p>Assado, frito, na brasa ou cozido. N\u00e3o importa o modo de preparo, o peixe tem espa\u00e7o garantido na mesa da popula\u00e7\u00e3o de Roraima. No entanto, o h\u00e1bito saud\u00e1vel e tradicional est\u00e1 amea\u00e7ado pelo garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanomami.<\/p>\n<p>Segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/avaliacao-de-risco-saude-atribuivel-ao-consumo-de-pescado-contaminado-por\">estudo<\/a>\u00a0de pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Evandro Chagas e Universidade Federal de Roraima (UFRR), os pescados coletados em tr\u00eas de quatro pontos na Bacia do Rio Branco apresentaram concentra\u00e7\u00f5es de merc\u00fario maiores ou iguais ao limite estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-center\" role=\"group\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-default\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-visually_hidden\">\n<div class=\"field__label visually-hidden\">Imagem<\/div>\n<div class=\"field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-style-large\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/styles\/large\/public\/2022-08\/inst.socioambiental-mapa4.png?itok=L6hvaBdy\" alt=\"mapa\" width=\"600\" height=\"842\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/article><figcaption data-once=\"CameraOnSubtitles\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/avaliacao-de-risco-saude-atribuivel-ao-consumo-de-pescado-contaminado-por\">estudo<\/a>, para algumas esp\u00e9cies de peixes carn\u00edvoros, como\u00a0 o filhote, a contamina\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o alta que praticamente n\u00e3o existe mais n\u00edvel seguro para o seu consumo, independente da quantidade ingerida. O consumo continua sendo poss\u00edvel para esp\u00e9cies como o matrinx\u00e3, aracu, jaraqui, pacu, jandi\u00e1 e outras. Entretanto, para crian\u00e7as e mulheres em idade f\u00e9rtil, estas esp\u00e9cies devem ser consumidas com modera\u00e7\u00e3o, para evitar riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de avalia\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 sa\u00fade, baseada em metodologia proposta pela OMS, coletou amostras de pescado entre 27 de fevereiro e 6 de mar\u00e7o de 2021 e revelou \u00edndices altos de contamina\u00e7\u00e3o em trecho do Rio Branco na cidade de Boa Vista (25,5%), Baixo Rio Branco (45%), Rio Mucaja\u00ed (53%) e Rio Uraricoera (57%).<\/p>\n<p>\u201cAs altas taxas de contamina\u00e7\u00e3o observadas, provavelmente, s\u00e3o decorrentes dos in\u00fameros garimpos ilegais de ouro instalados nas calhas dos rios Mucaja\u00ed e Uraricoera\u201d, pontuam os pesquisadores.<\/p>\n<div class=\"box\">\n<h5>Saiba quais peixes podem ser consumidos<\/h5>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-left\" role=\"group\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-default\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-visually_hidden\">\n<div class=\"field__label visually-hidden\">Imagem<\/div>\n<div class=\"field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-style-large\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/styles\/large\/public\/2022-08\/Pirandir%C3%A13.jpg?itok=GKWgN17w\" alt=\"pirandir\u00e1\" width=\"400\" height=\"160\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/article><figcaption data-once=\"CameraOnSubtitles\">\u203c\ufe0f Pirandir\u00e1: risco muito alto de consumo<span class=\"camera\">\u00a0\ud83d\udcf7\u00a0<\/span>Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"fe5nidar khvhiq1o r5qsrrlp i5tg98hk fhfm09ip przvwfww mjn2akup gfz4du6o r7fjleex nz2484kf svot0ezm dcnh1tix sxl192xd t3g6t33p\">\u203c\ufe0f<\/span>\u00a0Peixes carn\u00edvoros com risco muito alto: filhote, barba chata, coroata\u00ed, piracatinga e pirandir\u00e1 | consumir no m\u00e1ximo uma por\u00e7\u00e3o de 50 gramas, uma vez ao m\u00eas.<\/p>\n<p><span class=\"fe5nidar khvhiq1o r5qsrrlp i5tg98hk fhfm09ip przvwfww mjn2akup gfz4du6o r7fjleex nz2484kf svot0ezm dcnh1tix sxl192xd t3g6t33p\">\u2757<\/span>Peixes carn\u00edvoros com alto risco: dourada, mandub\u00e9, liro, pescada, piranha preta e tucunar\u00e9 |\u00a0 o consumo n\u00e3o deve exceder 200 gramas por semana.<\/p>\n<p><span class=\"fe5nidar khvhiq1o r5qsrrlp i5tg98hk fhfm09ip przvwfww mjn2akup gfz4du6o r7fjleex nz2484kf svot0ezm dcnh1tix sxl192xd t3g6t33p\">\u2705<\/span>\u00a0Peixes n\u00e3o-carn\u00edvoros com m\u00e9dio e baixo risco: curimat\u00e3, jaraqui, matrinx\u00e3 e pac\u00fa | n\u00e3o apresentam restri\u00e7\u00f5es e podem ser consumidos em por\u00e7\u00f5es de at\u00e9 300 gramas por dia.<\/p>\n<p><em>* Recomenda-se evitar durante toda a gravidez o consumo de peixes carn\u00edvoros (barba chata, coroata\u00ed, filhote, piracatinga e pirandir\u00e1)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>No Uraricoera, ponto mais pr\u00f3ximo \u00e0 Terra Ind\u00edgena Yanomami, a cada 10 peixes coletados, seis apresentaram n\u00edveis de merc\u00fario acima dos limites estipulados pela OMS. No Rio Branco, na altura da capital, Boa Vista, a cada 10 peixes coletados, aproximadamente dois n\u00e3o eram seguros para consumo.<\/p>\n<p>Ou seja, mesmo distantes da Terra Ind\u00edgena Yanomami, e apesar de em propor\u00e7\u00e3o menor, os habitantes de Boa Vista n\u00e3o est\u00e3o livres dos impactos do merc\u00fario utilizado no garimpo ilegal.<\/p>\n<h5>Metodologia<\/h5>\n<p>Conforme explica a\u00a0<a href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/avaliacao-de-risco-saude-atribuivel-ao-consumo-de-pescado-contaminado-por\">nota t\u00e9cnica<\/a>, com os dados do n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o nos peixes, foi realizado ent\u00e3o um c\u00e1lculo do risco do consumo entre diferentes grupos populacionais de Roraima, que consistiu em cinco etapas.<\/p>\n<p>A primeira estabeleceu a divis\u00e3o em estratos populacionais \u2013 urbano e n\u00e3o urbano \u2013 e dos seus respectivos pesos m\u00e9dios, determinando os n\u00edveis de merc\u00fario no pescado e estimando a quantidade ingerida diariamente por cada popula\u00e7\u00e3o em estudo.<\/p>\n<p>Foram estimados os riscos \u00e0 sa\u00fade decorrentes do consumo de pescado contaminado por merc\u00fario para mulheres em idade f\u00e9rtil (10 a 49 anos), homens adultos (maiores de 18 anos), crian\u00e7as de 5 a 12 anos e de 2 a 4 anos.<\/p>\n<p>A segunda etapa considerou a estimativa da quantidade m\u00e9dia de merc\u00fario ingerida diariamente pelos estratos investigados, a partir da quantidade de pescado consumido. No terceiro passo, se calculou a raz\u00e3o de risco, estimada a partir da divis\u00e3o da dose de ingest\u00e3o di\u00e1ria de merc\u00fario em cada grupo, analisada na etapa anterior, pela dose segura estabelecida pelos \u00f3rg\u00e3os da FAO\/OMS.<\/p>\n<p>Em seguida, foram constru\u00eddos cen\u00e1rios hipot\u00e9ticos de exposi\u00e7\u00e3o para avaliar o impacto de diferentes padr\u00f5es de consumo na sa\u00fade dos grupos. Finalmente, se estabeleceu um conjunto de orienta\u00e7\u00f5es buscando identificar um padr\u00e3o de Consumo M\u00e1ximo Seguro de Pescado (CMS), a partir das an\u00e1lises realizadas, a fim de evitar problemas decorrentes da contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario.<\/p>\n<p>No c\u00e1lculo da raz\u00e3o de risco, foram definidos tr\u00eas padr\u00f5es de consumo de pescado para a an\u00e1lise de risco \u00e0 sa\u00fade: baixo, com at\u00e9 50 gramas de pescado por dia, moderado, com at\u00e9 100 gramas de pescado por dia e alto, com 200 gramas de pescado por dia.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-center\" role=\"group\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-default\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-visually_hidden\">\n<div class=\"field__label visually-hidden\"><\/div>\n<div class=\"field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-style-large\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/styles\/large\/public\/2022-08\/RS60313_IMG_2581_20161008-lpr.JPG?itok=i8CRgPdT\" alt=\"boa vista\" width=\"1200\" height=\"800\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/article><figcaption data-once=\"CameraOnSubtitles\">Ponte dos Macuxis, que atravessa o Rio Branco, ligando Boa Vista aos munic\u00edpios do Cant\u00e1, Normandia e Bonfim Rio Branco<span class=\"camera\">\u00a0\ud83d\udcf7\u00a0<\/span>Moreno Martins\/ISA<\/figcaption><\/figure>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 a de que n\u00e3o h\u00e1 quantidades seguras de consumo de peixe para quase todos os grupos analisados \u2013 exceto homens com consumo inferior a 50 gramas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltaram ainda: \u201ccomparando as raz\u00f5es de risco estimadas para as popula\u00e7\u00f5es urbana e n\u00e3o-urbana observamos que ambas est\u00e3o igualmente sob risco de adoecer, devido \u00e0 ingest\u00e3o de peixes contaminados por metilmerc\u00fario\u201d.<\/p>\n<h5>Impactos do merc\u00fario na sa\u00fade<\/h5>\n<p>Apesar de o pescado ser uma prote\u00edna de alta qualidade nutricional, indicada em dietas com baixo colesterol e mais saud\u00e1veis, a contamina\u00e7\u00e3o do pescado de Roraima por merc\u00fario representa um sinal de alerta, defendem os pesquisadores.<\/p>\n<p>Segundo o\u00a0<a href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/avaliacao-de-risco-saude-atribuivel-ao-consumo-de-pescado-contaminado-por\">estudo<\/a>, 45% do merc\u00fario usado em garimpos ilegais para extra\u00e7\u00e3o de ouro \u00e9 despejado em rios e igarap\u00e9s da Amaz\u00f4nia, sem qualquer tratamento ou cuidado. O merc\u00fario liberado de forma indiscriminada no meio ambiente pode permanecer por at\u00e9 cem anos em diferentes compartimentos ambientais e pode provocar diversas doen\u00e7as em pessoas e em animais.<\/p>\n<p>Nas crian\u00e7as, os problemas podem come\u00e7ar na gravidez. Se os n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o forem muito elevados, podem haver abortamentos ou o diagn\u00f3stico de paralisia cerebral, deformidades e malforma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita. Os menores tamb\u00e9m podem desenvolver limita\u00e7\u00f5es na fala e na mobilidade. Na maioria das vezes, as les\u00f5es s\u00e3o irrevers\u00edveis, provocando impactos na vida adulta.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/portal.fiocruz.br\/noticia\/estudo-analisa-contaminacao-por-mercurio-entre-o-povo-indigena-munduruku\">Estudos recentes<\/a>\u00a0realizados com ind\u00edgenas do Povo Munduruku que vivem na regi\u00e3o do M\u00e9dio Tapaj\u00f3s, no Estado do Par\u00e1, revelam altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas e psicol\u00f3gicas em adultos e atrasos no desenvolvimento de crian\u00e7as associados ao consumo de peixes contaminados por merc\u00fario.<\/p>\n<p>O efeito nefasto do merc\u00fario na sa\u00fade tamb\u00e9m j\u00e1 foi comprovado entre os Yanomami. Segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/medium.com\/hist%C3%B3rias-socioambientais\/o-povo-yanomami-est%C3%A1-contaminado-por-merc%C3%BArio-do-garimpo-fa0876819312#.230g8f172\">estudo<\/a>\u00a0da Fiocruz com apoio do ISA, na comunidade de Araca\u00e7\u00e1, na regi\u00e3o de Waik\u00e1s, \u00e0s margens do Rio Uraricoera, onde h\u00e1 forte presen\u00e7a garimpeira, 92% das pessoas examinadas apresentaram contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-center\" role=\"group\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-default\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-visually_hidden\">\n<div class=\"field__label visually-hidden\"><\/div>\n<div class=\"field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-style-large\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/styles\/large\/public\/2022-08\/RS95586_0V1A1705-lpr.JPG?itok=_ekDAcvr\" alt=\"Garimpo no rio Uraricoera, Terra Ind\u00edgena Yanomami\" width=\"1200\" height=\"800\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/article><figcaption data-once=\"CameraOnSubtitles\">Garimpo no Uraricoera, Terra Ind\u00edgena Yanomami. Peixes coletados na regi\u00e3o mostraram maior \u00edndice de contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario<span class=\"camera\">\u00a0\ud83d\udcf7\u00a0<\/span>Bruno Kelly\/HAY<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEm s\u00edntese, a presen\u00e7a de garimpos em terras ind\u00edgenas, associada ao uso indiscriminado de merc\u00fario, diferente do que muitos pol\u00edticos e empres\u00e1rios dizem, n\u00e3o traz riqueza e desenvolvimento \u00e0s comunidades. Pelo contr\u00e1rio, deixa um legado de mazelas e problemas ambientais que contribui para perpetuar o ciclo de pobreza, mis\u00e9ria e desigualdade na Amaz\u00f4nia\u201d, escrevem os autores.<\/p>\n<h5>Impactos para os pescadores de Roraima<\/h5>\n<p>A realidade verificada pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/avaliacao-de-risco-saude-atribuivel-ao-consumo-de-pescado-contaminado-por\">estudo<\/a>\u00a0gera impactos diretos nas atividades das comunidades de pescadores artesanais de Roraima. Sem ter qualquer rela\u00e7\u00e3o com o garimpo ilegal, eles acabam sendo prejudicados pela atividade criminosa ao terem seu principal ganha-p\u00e3o, o peixe, contaminado por altas concentra\u00e7\u00f5es de merc\u00fario, conforme revela o levantamento conduzido pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>&#8220;Isso causa preju\u00edzo aos pescadores e riscos \u00e0 sa\u00fade de toda a popula\u00e7\u00e3o que come os peixes dos rios de Roraima\u201d, afirma Ciro Campos, pesquisador do ISA. Ele ressalta que, apesar de peixes muito apreciados, como filhote, dourada e pescada, j\u00e1 estarem contaminados, h\u00e1 outros, tamb\u00e9m muito consumidos, como matrinx\u00e3, pacu e jaraqui, que &#8220;ainda est\u00e3o saud\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n<p>Na lista de recomenda\u00e7\u00f5es feita ao final da nota t\u00e9cnica, os pesquisadores orientam a elabora\u00e7\u00e3o de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o financeira ao setor pesqueiro, com o intuito de evitar que pescadores artesanais sejam impactados economicamente pela restri\u00e7\u00e3o ao consumo de diversas esp\u00e9cies de peixes contaminados.<\/p>\n<p>De acordo com os autores, \u00e9 importante aplicar o princ\u00edpio do poluidor-pagador: quem deve se responsabilizar pelas perdas econ\u00f4micas s\u00e3o as pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas que investem e fomentam o garimpo ilegal na regi\u00e3o, e n\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Fonte: ISA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 75% dos pontos analisados, praticamente a metade dos pescados apresentou concentra\u00e7\u00f5es maiores ou iguais ao limite estabelecido pela FAO\/OMS Assado, frito, na brasa ou cozido. 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