{"id":8592,"date":"2022-09-02T21:03:15","date_gmt":"2022-09-03T00:03:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8592"},"modified":"2022-09-02T21:04:28","modified_gmt":"2022-09-03T00:04:28","slug":"estradas-ja-impactam-41-da-floresta-amazonica-revela-estudo-do-imazon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/estradas-ja-impactam-41-da-floresta-amazonica-revela-estudo-do-imazon\/","title":{"rendered":"Estradas j\u00e1 impactam 41% da floresta amaz\u00f4nica, revela estudo do Imazon"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"text-gray-500 text-xl mt-0\">Dos estados da Amaz\u00f4nia Legal, Tocantins e Maranh\u00e3o foram os que apresentaram a maior densidade de vias<\/h2>\n<div class=\"flex flex-col gap-4 md:flex-row md:gap-8 justify-between items-center my-6\">\n<p>Mapeamento in\u00e9dito realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) mostrou que as estradas j\u00e1 cortam ou est\u00e3o a menos de 10 km de 41% da \u00e1rea florestal amaz\u00f4nica no Brasil. No total, o estudo identificou\u00a0<strong>3,46 milh\u00f5es de km de vias na Amaz\u00f4nia Legal<\/strong>, o equivalente a 10 vezes a dist\u00e2ncia da Terra at\u00e9 a Lua. O estudo foi divulgado na segunda-feira 29 de setembro.<\/p>\n<p>Realizado com aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial, o trabalho mostra que, apesar de a maior parte das estradas estar localizada dentro de propriedades privadas ou assentamentos (67%), um ter\u00e7o fica sobre diferentes categorias de terras p\u00fablicas (33%).<\/p>\n<p>Dentro destas \u00e1reas, a maior parte das estradas est\u00e1 sobre terras ainda \u201cn\u00e3o destinadas\u201d (854 mil km). Ou seja, por\u00e7\u00f5es de floresta que ainda esperam destina\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico, podendo se tornar unidade de conserva\u00e7\u00e3o, terra ind\u00edgena ou outra categoria fundi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Segundo o documento do Imazon, as terras n\u00e3o destinadas possuem um quarto das vias mapeadas em toda a Amaz\u00f4nia (25%), o que provavelmente indica que tais \u00e1reas est\u00e3o sendo pressionadas por crimes ambientais como extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, garimpo e grilagem.<\/p>\n<p>Dentro das \u00e1reas protegidas \u2013 unidades de conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas \u2013 foram encontrados 280 mil km de estradas, 8% do total na Amaz\u00f4nia. As unidades de conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o recortadas por 184 mil km de vias (5%) e as Terras Ind\u00edgenas, por 91 mil km (3%).<\/p>\n<p>\u201cMapear e monitorar as estradas \u00e9 crucial para identificar amea\u00e7as \u00e0 floresta e aos povos e comunidades tradicionais que vivem nela, como ind\u00edgenas, quilombolas e ribeirinhos\u201d, explica o pesquisador associado do Imazon e coordenador do trabalho, Carlos Souza Jr.<\/p>\n<p>O pesquisador \u00e9 autor de outros estudos com mesma tem\u00e1tica. Em 2014, ele j\u00e1 havia publicado um trabalho revelando que para cada quil\u00f4metro de estradas oficiais, existem cerca de tr\u00eas quil\u00f4metros de estradas clandestinas, e que 95% do desmatamento na Amaz\u00f4nia se concentra em at\u00e9 5,5 km das vias.<\/p>\n<p>Neste novo trabalho, o primeiro realizado via sensoriamento remoto, a estimativa de Souza Jr e pesquisadores parceiros \u00e9 que, dos 3,46 milh\u00f5es de km de estradas abertas na Amaz\u00f4nia Legal, mais de 3 milh\u00f5es de km sejam de estradas n\u00e3o oficiais.<\/p>\n<p><strong>Onde h\u00e1 estrada, h\u00e1 desmatamento<\/strong><\/p>\n<p>A maior densidade de estradas est\u00e1 localizada, segundo os pesquisadores, no chamado \u201carco do desmatamento\u201d, que abrange por\u00e7\u00f5es dos estados de Rond\u00f4nia, Mato Grosso, Tocantins e Maranh\u00e3o, al\u00e9m de parte do Par\u00e1. Densidade \u00e9 a quantidade de estradas (em km) por km\u00b2.<\/p>\n<p>Dos estados da Amaz\u00f4nia Legal, Tocantins e Maranh\u00e3o foram os que apresentaram a maior densidade de vias.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores do Imazon, ao comparar os resultados encontrados agora com o trabalho de mapeamento realizado em 2016 \u2013 este ainda feito de forma manual \u2013 foi poss\u00edvel identificar que, atualmente, h\u00e1 mais vias nas regi\u00f5es chamadas de \u201cnovas fronteiras do desmatamento\u201d \u2013 sul do Amazonas, oeste do Par\u00e1 e Terra do Meio, tamb\u00e9m em solo paraense.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quilometragem total, o Mato Grosso aparece em primeiro lugar, com 1,29 milh\u00f5es de km de estradas, seguido pelo Par\u00e1 (715 mil km), Tocantins (490 mil km), Maranh\u00e3o (412 km), Rond\u00f4nia (310 mil km), Roraima (80 mil km), Amazonas (79 mil km), Acre (53 mil km) e Amap\u00e1 (25 mil km).<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/noticias\/estradas-ja-impactam-41-da-floresta-amazonica-revela-estudo-do-imazon\/\">Oeco<\/a><\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos estados da Amaz\u00f4nia Legal, Tocantins e Maranh\u00e3o foram os que apresentaram a maior densidade de vias Mapeamento in\u00e9dito realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) mostrou que as estradas j\u00e1 cortam ou est\u00e3o a menos de 10 km de 41%&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8593,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,37,35],"tags":[1694],"class_list":["post-8592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-area-1","category-brasil","category-meio-ambiente","tag-desmatando"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8592"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8595,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8592\/revisions\/8595"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}