{"id":8687,"date":"2022-11-09T19:32:41","date_gmt":"2022-11-09T22:32:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8687"},"modified":"2022-11-21T14:51:29","modified_gmt":"2022-11-21T17:51:29","slug":"cerrado-desmatado-reduz-aguas-nos-rios-em-1-3-e-afeta-geracao-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/cerrado-desmatado-reduz-aguas-nos-rios-em-1-3-e-afeta-geracao-de-energia\/","title":{"rendered":"Cerrado desmatado reduz \u00e1guas nos rios em 1\/3 e afeta gera\u00e7\u00e3o de energia"},"content":{"rendered":"<p>Rios do Cerrado perderam 15,4% de sua vaz\u00e3o de \u00e1gua entre 1985 e 2018, aponta estudo. Foto Andr\u00e9 Dib ISPN<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Os rios do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/ckqn46mp3e7t\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/ckqn46mp3e7t&amp;source=gmail&amp;ust=1668241819931000&amp;usg=AOvVaw11fG4_ImvZRw1d00w9ZlCN\">Cerrado<\/a>, respons\u00e1veis por boa parte do abastecimento h\u00eddrico e da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica do Brasil, perderam 15,4% de sua vaz\u00e3o de \u00e1gua por causa do desmatamento e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas entre 1985 e 2022.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">E a perspectiva de futuro n\u00e3o \u00e9 nada animadora: um ter\u00e7o do volume de \u00e1guas (34%) tende a ser perdido at\u00e9 2050 caso a destrui\u00e7\u00e3o do bioma continue no ritmo atual.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Essas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es de um estudo in\u00e9dito sobre a redu\u00e7\u00e3o das vaz\u00f5es dos rios do Cerrado, realizado pelo ge\u00f3grafo Yuri Salmona, doutor em ci\u00eancias florestais pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">A pesquisa ser\u00e1 apresentada nesta quinta-feira (10\/11) na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-63507433\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-63507433&amp;source=gmail&amp;ust=1668241819931000&amp;usg=AOvVaw1OXb_UK-HMWsDzNifq8Xyj\">Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Clima<\/a>, a COP 27, no Egito.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Oito das 12 principais bacias hidrogr\u00e1ficas brasileiras \u2014 como as dos rios S\u00e3o Francisco e Paran\u00e1 \u2014 nascem no territ\u00f3rio do Cerrado, conhecido como &#8220;ber\u00e7o das \u00e1guas&#8221; e segundo maior bioma do pa\u00eds, s\u00f3 atr\u00e1s da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/c2dwqd8g290t\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/c2dwqd8g290t&amp;source=gmail&amp;ust=1668241819931000&amp;usg=AOvVaw1jFNYIS3VUk2XGO5clTCYn\">Amaz\u00f4nia<\/a>.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">A pesquisa, que foi apoiada pelo Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza (ISPN), analisou o comportamento de 81 bacias hidrogr\u00e1ficas. No total, 88% delas j\u00e1 apresentam diminui\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o de \u00e1gua causada por altera\u00e7\u00f5es do uso do solo e, em menor escala, pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">O ge\u00f3grafo mediu a recente perda e a tend\u00eancia para o futuro por meio de modelos matem\u00e1ticos, compilando dados hist\u00f3ricos sobre vaz\u00e3o de \u00e1gua, altera\u00e7\u00f5es no uso do solo, chuvas e evapotranspira\u00e7\u00e3o (ciclo de retorno da \u00e1gua \u00e0 atmosfera).<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Segundo ele, 56,7% da queda da vaz\u00e3o se deve a mudan\u00e7as do uso do solo no entorno dos rios, especialmente para expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio \u2014 outros 43,3% foram causados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no planeta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasilagro.com.br\/uploads\/tinymce\/uploads\/Cerca-de-45-da-Area-desmatada-do-Cerrado-deu-lugar-A-agropecuAria-como-plantaAAo-de-soja.-Foto-Thomas-Bauer-DivulgaAAo.jpg?1668156162059\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"319\" \/><\/p>\n<p>Cerca de 45% da \u00e1rea desmatada do Cerrado deu lugar \u00e0 agropecu\u00e1ria, como planta\u00e7\u00e3o de soja. Foto Thomas Bauer Divulga\u00e7\u00e3o<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Em grande parte, a vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado vem sendo destru\u00edda para implanta\u00e7\u00e3o de pastos ou de grandes \u00e1reas de cultivo de commodities, como a soja. Estima-se que 47% da \u00e1rea original do bioma j\u00e1 foi totalmente desmatada.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;De 1985 para c\u00e1, n\u00f3s perdemos 19,7 mil metros c\u00fabicos de \u00e1gua por segundo nas bacias analisadas, o equivalente \u00e0 vaz\u00e3o do rio Paran\u00e1. \u00c9 como se tiv\u00e9ssemos jogado fora o rio Paran\u00e1 inteiro nesse per\u00edodo&#8221;, explica Salmona.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Para projetar a queda da vaz\u00e3o nos pr\u00f3ximos 28 anos, o pesquisador considerou os \u00edndices de desmatamento atuais e a tend\u00eancia para o futuro.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Ele levou em conta uma poss\u00edvel queda dessa taxa \u2014 hoje entre 5 mil e 8 mil km\u00b2 por ano \u2014 porque se o desmatamento continuar no ritmo atual, logo n\u00e3o haver\u00e1 mais Cerrado para desmatar. &#8220;\u00c9 como um homem calvo: ele j\u00e1 perdeu todos os fios de cabelo com potencial para cair. Os restante n\u00e3o vai cair porque \u00e9 o resto mesmo&#8221;, explica.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Segundo Salmona, perder um ter\u00e7o dessas bacias significa diminuir a oferta de \u00e1gua que vai chegar nas torneiras da popula\u00e7\u00e3o, pois os rios que nascem no Cerrado abastecem dezenas de milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Outra consequ\u00eancia \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;Menos \u00e1gua significa que vamos gerar menos energia el\u00e9trica nas usinas. Conservar o Cerrado \u00e9 uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica e de soberania nacional&#8221;, diz o ge\u00f3grafo, cujo estudo foi apresentado no programa de doutorado da UnB, na semana passada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasilagro.com.br\/uploads\/tinymce\/uploads\/rio-Arrojado-na-Bahia-Foto-ISPN.jpg?1668156031297\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"319\" \/><\/p>\n<p>O rio Arrojado, na Bahia, foi um dos que mais foram afetados pelo desmatamento do Cerrado. Foto ISPN<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Das bacias analisadas, Salmona destaca tr\u00eas rios cujo volume de \u00e1gua est\u00e1 caindo com o avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio em seu entorno: o rio da Corda, no Maranh\u00e3o, e os rios Arrojado e Ondas, ambos na Bahia.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">No primeiro, o volume diminuiu 25% de 1985 a 2022 \u2014 ou seja 391,5 metros c\u00fabicos por segundo.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">De acordo com o ge\u00f3grafo, 74% desse valor teve como causa a substitui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o original do entorno para dar lugar a pastagens, produ\u00e7\u00e3o de commodities e \u00e1reas urbanas. Para os pr\u00f3ximos 28 anos, as proje\u00e7\u00f5es indicam uma perda 56% do tamanho atual do rio da Corda.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">No oeste baiano, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Os rios de Ondas e Arrojado registraram diminui\u00e7\u00e3o do volume de \u00e1gua em 25% e 18,2%, respectivamente. E a tend\u00eancia \u00e9 que o primeiro v\u00e1 perder 56% da \u00e1gua at\u00e9 2050; e o segundo, 36,2%.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;As comunidades que vivem nessas \u00e1reas j\u00e1 est\u00e3o sentindo os efeitos em seu modo de vida com a diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, algumas s\u00f3 conseguem ficar em per\u00edodos de cheia. J\u00e1 existe o que chamamos de &#8216;guerra da \u00e1gua&#8217;, com grupos econ\u00f4micos controlando o acesso \u00e0 \u00e1gua enquanto a popula\u00e7\u00e3o sofre com a escassez&#8221;, explica Salmosa.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\"><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-62718299\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-62718299&amp;source=gmail&amp;ust=1668241819931000&amp;usg=AOvVaw2UK9BK5PWR18hs_3XUWoAF\">Em entrevista recente \u00e0 BBC News Brasil<\/a>, o bi\u00f3logo Reuber Brand\u00e3o, professor de manejo de fauna e de \u00e1reas silvestres da UnB, afirmou que nascentes de alguns rios no oeste da Bahia, como o Formoso e o Arrojado, recuaram v\u00e1rios quil\u00f4metros em virtude do avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;Conhe\u00e7o veredas cujas nascentes recuaram mais de 10 quil\u00f4metros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 original. Essas \u00e1reas, que tinham a presen\u00e7a de corpos aqu\u00e1ticos na paisagem, passaram a ser muito mais secas&#8221;, disse.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;Isso tem um impacto muito grande sobre fauna e flora, porque as plantas que precisam ter contato com a \u00e1gua do solo sofrem um estresse h\u00eddrico e come\u00e7am a morrer. J\u00e1 a fauna foge para procurar \u00e1gua&#8221;, completou.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<h2 id=\"m_-8088224242678384163Irriga\u00e7\u00e3o-de-soja\">Irriga\u00e7\u00e3o de soja<u><\/u><u><\/u><\/h2>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Al\u00e9m do desmatamento, boa parte da \u00e1gua do Cerrado \u00e9 utilizada para irriga\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas, principalmente a soja. Essa \u00e1gua \u00e9 retirada do solo com autoriza\u00e7\u00e3o do Estado, por meio de outorgas previstas na lei.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Ela \u00e9 utilizada nos chamados piv\u00f4s centrais, c\u00edrculos de irriga\u00e7\u00e3o com uma lan\u00e7a de 150 metros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasilagro.com.br\/uploads\/tinymce\/uploads\/PivA-central-utilizado-para-irrigar-lavoura.-Foto-Embrapa_1.jpg?1668155873830\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"319\" \/><\/p>\n<p>Piv\u00f4 central utilizado para irrigar lavoura. Foto Embrapa<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Uma reportagem da Ag\u00eancia P\u00fablica de 2021 apontou que, apenas no oeste baiano, o agroneg\u00f3cio capta 1,8 bilh\u00e3o de litros de \u00e1gua por dia de maneira gratuita para irriga\u00e7\u00e3o, com autoriza\u00e7\u00e3o do governo do Estado.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Esse volume seria o suficiente para abastecer cerca de 11,8 milh\u00f5es de brasileiros. Parte dessa \u00e1gua \u00e9 retirada por meio de barramentos em riachos e veredas, al\u00e9m da capta\u00e7\u00e3o direta de rios e de po\u00e7os.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;O agroneg\u00f3cio est\u00e1 inviabilizando seu pr\u00f3prio modelo ao desmatar e utilizar a \u00e1gua dessa maneira sem controle externo, porque ele depende da \u00e1gua para funcionar. N\u00e3o estamos apenas exportando soja, mas exportando \u00e1gua. E se a \u00e1gua acabar, o que vai acontecer? \u00c9 a cobra comendo o pr\u00f3prio rabo&#8221;, diz Salmona.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasilagro.com.br\/uploads\/tinymce\/uploads\/reas-de-plantaAAo-de-soja-perto-do-rio-FormosoFoto-Google.jpg?1668155779767\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"447\" \/><\/p>\n<p>\u00c1reas de planta\u00e7\u00e3o de soja perto do rio Formoso, no oeste da Bahia. Os c\u00edrculos s\u00e3o pontos com piv\u00f4s centrais de irriga\u00e7\u00e3o. Foto Google<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<h2 id=\"m_-8088224242678384163Biodiversidade-do-Cerrado\">Biodiversidade do Cerrado<u><\/u><u><\/u><\/h2>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">O Cerrado \u00e9 a savana com maior biodiversidade no planeta, com cerca de 14 mil esp\u00e9cies de plantas, al\u00e9m de uma rica fauna.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Segundo o Sistema de Detec\u00e7\u00e3o de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o bioma perdeu 4.091,6 km\u00b2 para o desmatamento entre janeiro e julho deste ano, alta de 28,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Os dados mostram que os Estados que mais desmataram est\u00e3o na regi\u00e3o conhecida como Matopiba \u2014 principal fronteira de expans\u00e3o agr\u00edcola no pa\u00eds: Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">De acordo com o MapBiomas, plataforma que monitora o uso do solo no Brasil, 45,4% do Cerrado j\u00e1 foi destru\u00eddo para dar lugar \u00e0 agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasilagro.com.br\/uploads\/tinymce\/uploads\/Cerrado-Foto-AgAncia-Brasil.jpg?1668155694717\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"319\" \/><\/p>\n<p>Segundo o MapBiomas, mais de 45% do Cerrado j\u00e1 foi destru\u00eddo para dar lugar \u00e0 agropecu\u00e1ria. Foto Ag\u00eancia Brasil<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Alguns estudiosos do bioma, como Yuri Salmona e Reuber Brand\u00e3o, defendem que a economia brasileira teria mais benef\u00edcios se investisse em ci\u00eancia e tecnologia desenvolvidas a partir da abundante biodiversidade do Cerrado do que com o atual modelo centrado em monoculturas e produ\u00e7\u00e3o de commodities para exporta\u00e7\u00e3o.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;Hoje o Brasil est\u00e1 destruindo o potencial econ\u00f4mico de 14 mil esp\u00e9cies, que poderiam movimentar a ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos, por exemplo, para focar na produ\u00e7\u00e3o de tr\u00eas esp\u00e9cies: soja, capim e eucalipto&#8221;, diz Salmona.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">J\u00e1 Brand\u00e3o acredita que produtos de v\u00e1rios setores poderiam ser desenvolvidos.<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">&#8220;O Cerrado tem um potencial de biodiversidade gigantesco. Seja para bioprodutos tecnol\u00f3gicos, como colas, ou para aliment\u00edcios, cosm\u00e9ticos e medicamentos, como analg\u00e9sicos. H\u00e1 prote\u00ednas do veneno da jararaca, por exemplo, com valor econ\u00f4mico enorme. Ou a grande quantidade de palmeiras e castanhas que nunca foram estudadas&#8221;, explicou.<\/p>\n<p class=\"m_-8088224242678384163bbc-hhl7in\">Fontr: BBC News Brasil<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rios do Cerrado perderam 15,4% de sua vaz\u00e3o de \u00e1gua entre 1985 e 2018, aponta estudo. 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