{"id":8979,"date":"2023-07-07T14:09:28","date_gmt":"2023-07-07T17:09:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=8979"},"modified":"2023-07-07T14:09:28","modified_gmt":"2023-07-07T17:09:28","slug":"brasil-segue-lider-na-destruicao-de-florestas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/brasil-segue-lider-na-destruicao-de-florestas\/","title":{"rendered":"Brasil segue l\u00edder na destrui\u00e7\u00e3o de florestas"},"content":{"rendered":"<p>43% da perda de matas tropicais do mundo em 2022 aconteceu no pa\u00eds, aponta relat\u00f3rio<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/research.wri.org\/gfr\/latest-analysis-deforestation-trends?utm_campaign=treecoverloss2022&amp;utm_medium=bitly&amp;utm_source=GFWTwitter\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Relat\u00f3rio<\/a>\u00a0publicado nesta ter\u00e7a-feira (27\/06) pela organiza\u00e7\u00e3o\u00a0World Resources Institute (WRI) aponta que o Brasil\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/brasil-lidera-de-novo-ranking-global-de-destruicao-de-florestas\/#:~:text=DO%20OC%20%E2%80%93%20O%20Brasil%20fechou,do%20planeta%20no%20ano%20passado.\" data-wpel-link=\"internal\">segue ocupando<\/a>\u00a0a desonrosa posi\u00e7\u00e3o de l\u00edder mundial no ranking de perda de florestas tropicais: em 2022, foram 1,77 milh\u00f5es de hectares de floresta tropical prim\u00e1ria destru\u00eddos (ou 17.700 km2), um aumento de 15% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. O montante representa 43% da perda total de florestas no mundo em 2022.<\/p>\n<p>A perda florestal no Brasil \u2014 monitorada na Amaz\u00f4nia, no Cerrado, no Pantanal e na Mata Atl\u00e2ntica,\u00a0 \u2014 significou a emiss\u00e3o de 1,2 bilh\u00e3o de toneladas de CO2\u00a0na atmosfera, duas vezes e meia mais do que tudo o que o pa\u00eds emite pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Os\u00a0<a href=\"https:\/\/research.wri.org\/gfr\/about#what-is-the-global-forest-review\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">dados<\/a>\u00a0s\u00e3o da ferramenta de monitoramento\u00a0<a href=\"https:\/\/www.globalforestwatch.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Global Forest Watch<\/a>\u00a0e da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que realizam o levantamento anualmente desde 2002.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio deste ano mostra que o \u00edndice de perda florestal n\u00e3o relacionada a inc\u00eandios no Brasil foi o maior desde 2005. O desmatamento por corte raso (a derrubada total das \u00e1rvores e vegeta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas selecionadas) aparece como principal causa da devasta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados indicam ainda que a perda de florestas prim\u00e1rias no Brasil escalou na Amaz\u00f4nia ocidental, com destaque para os estados do Amazonas e Acre. No Amazonas, a taxa de destrui\u00e7\u00e3o de florestas prim\u00e1rias praticamente dobrou nos \u00faltimos tr\u00eas anos, sendo causada principalmente pelo desmatamento em larga escala para a abertura de pastagens de gado no entorno de grandes rodovias. Dados do Inpe produzidos a pedido do OC j\u00e1 mostraram que o desmatamento dobrou de um ano para o outro no entorno da BR-319 ap\u00f3s o an\u00fancio do asfaltamento da estrada pelo ent\u00e3o ministro da Infraestrutura Tarc\u00edsio de Freitas, atual governador de S\u00e3o Paulo. A perspectiva da estrada tornou o Amazonas um dos principais pontos quentes de desmatamento nos \u00faltimos quatro anos.<\/p>\n<div id=\"attachment_14135\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-14135\" src=\"http:\/\/oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-27-at-16.18.09.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-27-at-16.18.09.jpeg 1152w, https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-27-at-16.18.09-300x187.jpeg 300w, https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-27-at-16.18.09-1024x639.jpeg 1024w, https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-27-at-16.18.09-768x479.jpeg 768w\" alt=\"\" width=\"1152\" height=\"719\" aria-describedby=\"caption-attachment-14135\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-14135\" class=\"wp-caption-text\">Mais uma vez, Brasil responde por quase metade do desmatamento tropical no mundo (Fonte: GFW\/WRI)<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cAl\u00e9m dos impactos relativos \u00e0 emiss\u00e3o de carbono, a perda de floresta na Amaz\u00f4nia impacta os regimes de chuva regionais e pode levar ao\u00a0<i>tipping point<\/i>, processo de transforma\u00e7\u00e3o da maior parte do ecossistema em savanas\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>As terras ind\u00edgenas Apyterewa (Par\u00e1), Karipuna (Rond\u00f4nia) e Sepoti (Amazonas) s\u00e3o citadas como pontos cr\u00edticos de desmatamento na Amaz\u00f4nia em 2022. Os tr\u00eas territ\u00f3rios, segundo o relat\u00f3rio, registraram recordes na destrui\u00e7\u00e3o florestal, causada pela a\u00e7\u00e3o de invasores. O texto cita ainda a detec\u00e7\u00e3o de perda florestal na TI Yanomami, decorrente da a\u00e7\u00e3o do garimpo ilegal na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Onze campos de futebol por minuto<\/b><\/p>\n<p>No mundo, a taxa de destrui\u00e7\u00e3o das florestas tropicais prim\u00e1rias em 2022 foi de 4,1 milh\u00f5es de hectares, o equivalente a 11 campos de futebol por minuto. A taxa representa um aumento de 10% na destrui\u00e7\u00e3o das florestas na compara\u00e7\u00e3o com 2021, ano em que l\u00edderes de 145 pa\u00edses assinaram a\u00a0<a href=\"https:\/\/ukcop26.org\/glasgow-leaders-declaration-on-forests-and-land-use\/\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">declara\u00e7\u00e3o conjunta\u00a0<\/a>para a preserva\u00e7\u00e3o de florestas na COP26, em Glasgow. A destrui\u00e7\u00e3o, segundo o relat\u00f3rio, produziu emiss\u00f5es de 2,7 Gt de CO2, o equivalente a toda a emiss\u00e3o anual por combust\u00edveis f\u00f3sseis da \u00cdndia.<\/p>\n<p>A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo \u00e9 a vice-l\u00edder do ranking, com uma perda de 512 mil hectares (ou\u00a05.126 km\u00b2) em 2022. O documento destaca o r\u00e1pido crescimento da perda florestal em pa\u00edses como Gana e Bol\u00edvia, enquanto Indon\u00e9sia e Mal\u00e1sia conseguiram manter os n\u00edveis de destrui\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximos \u00e0s taxas mais baixas registradas. Em Gana, um pa\u00eds produtor de cacau, o desmatamento subiu 71%, puxado pelo aumento da demanda global por chocolate ap\u00f3s a pandemia. Mesmo assim, a \u00e1rea total desflorestada no pa\u00eds africano foi de 18 mil hectares \u2013 s\u00f3 a Amaz\u00f4nia perde uma \u00e1rea de florestas desse tamanho em menos de uma semana.<\/p>\n<p>\u201cEm 2022, o desmatamento global continuou aumentando, apesar de necessitarmos uma redu\u00e7\u00e3o anual de 10% para atingir a meta de desmatamento zero em 2030\u201d, conclui o relat\u00f3rio, enfatizando que a humanidade caminha na contram\u00e3o das metas ambientais e clim\u00e1ticas pactuadas para viabilizar o futuro do planeta.<\/p>\n<p>Fonte: Observat\u00f3rio do Clima &#8211; Por Leila Salim<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>43% da perda de matas tropicais do mundo em 2022 aconteceu no pa\u00eds, aponta relat\u00f3rio Relat\u00f3rio\u00a0publicado nesta ter\u00e7a-feira (27\/06) pela organiza\u00e7\u00e3o\u00a0World Resources Institute (WRI) aponta que o Brasil\u00a0segue ocupando\u00a0a desonrosa posi\u00e7\u00e3o de l\u00edder mundial no ranking de perda de florestas tropicais: em 2022, foram 1,77&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8980,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,35,32],"tags":[1766],"class_list":["post-8979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-area-1","category-meio-ambiente","category-rondonia","tag-matas-tropicais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8979"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8981,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8979\/revisions\/8981"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8980"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}