{"id":9085,"date":"2023-11-13T12:53:23","date_gmt":"2023-11-13T15:53:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=9085"},"modified":"2023-11-13T13:02:57","modified_gmt":"2023-11-13T16:02:57","slug":"seca-em-barcelos-traz-a-memoria-eventos-extremos-recentes-no-rio-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/seca-em-barcelos-traz-a-memoria-eventos-extremos-recentes-no-rio-negro\/","title":{"rendered":"Seca em Barcelos traz \u00e0 mem\u00f3ria eventos extremos recentes no Rio Negro"},"content":{"rendered":"<p>Lideran\u00e7as e pesquisadores ind\u00edgenas mostram preocupa\u00e7\u00e3o que se repita o desastre dos inc\u00eandios entre 2015 e 2016<\/p>\n<div class=\"node-bg\">\n<div role=\"article\">\n<div class=\"container share-margin\">\n<article class=\"node node--type-article node--promoted node--view-mode-full clearfix\" role=\"article\">\n<div class=\"node__content clearfix\">\n<div class=\"node-content-data\">\n<p>No per\u00edodo de ver\u00e3o entre 2015 e 2016 na regi\u00e3o de Barcelos, no Amazonas, a seca prolongada propiciou muitos inc\u00eandios florestais, que se estenderam por ro\u00e7as no entorno da cidade e de v\u00e1rias comunidades, chegando a queimar casas.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, foram registrados mais de 14 mil focos de inc\u00eandio no munic\u00edpio, enquanto em anos anteriores esse n\u00famero n\u00e3o chegava a 200. Segundo an\u00e1lises do Instituto Socioambiental (ISA) \u2013 com base em dados de sensoriamento remoto \u2013,os inc\u00eandios devastaram uma \u00e1rea de 52.000 hectares de igap\u00f3s, 389.000 de campinaranas e 138.000 de florestas de terra firme apenas nesse munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Neste ano, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas parecem estar se repetindo:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sgb.gov.br\/sace\/index_bacias_monitoradas.php?getbacia=bamazonas#\">a falta de chuva come\u00e7ou mais cedo<\/a>, j\u00e1 desde agosto, altas temperaturas atmosf\u00e9ricas e da \u00e1gua dos rios, vazante do rio acentuada.<\/p>\n<p>Os Agentes Ind\u00edgena de Manejo Ambiental (AIMAs) est\u00e3o presentes em cinco comunidades e na sede do munic\u00edpio de Barcelos, e acompanham diariamente as atividades de manejo e indicadores ambientais e clim\u00e1ticos. Assim podemos observar como foi o come\u00e7o desse ver\u00e3o. Na comunidade de S\u00e3o Roque, rio Caur\u00e9s, por exemplo, o sr. Pedro Raimundo Fernandes (morador de 63 anos, tamb\u00e9m AIMA volunt\u00e1rio), faz anota\u00e7\u00f5es atentas.<\/p>\n<p><em>\u00a027\/07 Amanheceu nublado, deu uns trov\u00f5es \u00e0 tarde, mas n\u00e3o choveu. Os comunit\u00e1rios est\u00e3o felizes, na esperan\u00e7a de fazer ver\u00e3o para queimarem seus ro\u00e7ados. Est\u00e3o intencionados a colocarem bastante ro\u00e7a, para o pr\u00f3ximo ano terem uma boa venda de farinha e outros produtos, como banana, abacaxi e macaxeira. S\u00e3o Roque foi a comunidade mais produtora de farinha dessa regi\u00e3o, mas por falta de bom ver\u00e3o, fracassou um pouco. Agora est\u00e1 voltando tudo de novo.<\/em><\/p>\n<p><em>08\/08, S\u00e3o Roque. As \u00e1guas est\u00e3o descendo, e os dias muito ensolarados. Hoje j\u00e1 teve uma diferen\u00e7a: o dia foi quente, mas o vento tamb\u00e9m movimentou o dia inteiro. Quando isso acontece, \u00e9 sinal de um bom ver\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>09\/08 S\u00e3o Roque. O rio desceu meio palmo. Uma quarta-feira ensolarada, que coloca esperan\u00e7a aos comunit\u00e1rios de um bom ver\u00e3o, para todos queimarem seus ro\u00e7ados, depositando confian\u00e7a de que no pr\u00f3ximo ano, fa\u00e7am uma boa comercializa\u00e7\u00e3o de muita farinha.<\/em><\/p>\n<p><em>14\/08 S\u00e3o Roque. Est\u00e1 se aproximando a desova dos quel\u00f4nios, as irapucas j\u00e1 est\u00e3o amadurecendo os ovos. Entre elas, algumas j\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando a desovar. Os cabe\u00e7udos est\u00e3o com os ovos maduros, pois desovam primeiro. Os tabuleiros, que n\u00f3s chamamos de dami\u00e7a, aqui na regi\u00e3o da comunidade, est\u00e3o saindo fora d\u00b4\u00e1gua. As irapucas j\u00e1 come\u00e7aram a comemorar a sua reprodu\u00e7\u00e3o. Os praiados da margem do rio ainda est\u00e3o com v\u00e1rios metros de profundidade. Os tucunar\u00e9s tamb\u00e9m se alojam nos baixos dos dami\u00e7as para fazerem suas desovas.<\/em><\/p>\n<p><em>23\/08 S\u00edtio S\u00e3o Luiz, S\u00e3o Roque. Como os dias de sol s\u00e3o intensos, as \u00e1guas est\u00e3o descendo r\u00e1pido. Esta noite desceu mais de meio palmo. Aqui no s\u00edtio do seu Neco, os a\u00e7aizeiros est\u00e3o todos com cacho novo, prometendo uma boa safra de a\u00e7a\u00ed para o pr\u00f3ximo ano.<\/em><\/p>\n<p>Um bom ver\u00e3o \u00e9 importante para o manejo agr\u00edcola nas comunidades e para os ciclos de vida, permitindo a queima de \u00e1reas de floresta ou capoeira abertas para novos cultivares e a desova de bichos-de-casco nas praias formadas na vazante, por exemplo. Ver\u00f5es extremos, no entanto, trazem mais riscos do que benef\u00edcios para a vida na regi\u00e3o, tornando o trabalho mais \u00e1rduo e dif\u00edcil, estressando tamb\u00e9m os processos ambientais, como lemos na continua\u00e7\u00e3o do di\u00e1rio do sr. Pedro.<\/p>\n<p><em>25\/08 S\u00edtio S\u00e3o Luiz, S\u00e3o Roque. As \u00e1guas continuam descendo. Hoje \u00e0s 3h da manh\u00e3 caiu uma chuvinha por dez minutos. Quando amanheceu, j\u00e1 foi brilhando. Muito vento e sol quente. A gente n\u00e3o aguenta na ro\u00e7a &#8211; s\u00f3 at\u00e9 as 10h, arrebentando. Eu terminei de derrubar o ro\u00e7ado de seu Neco \u00e0s 9:30h, o sol estava muito quente. A partir desse hor\u00e1rio, as folhas das plantas come\u00e7am a murchar, s\u00f3 voltam ao normal quando anoitece.<\/em><\/p>\n<p><em>26\/08 S\u00e3o Roque. O rio est\u00e1 secando muito. Como os dias s\u00e3o muito quentes, e a terra do s\u00edtio muito ressecada, alguns a\u00e7aizeiros est\u00e3o jogando seus cachos antes das vingas surgirem. A quentura \u00e9 intensa durante o dia. As ca\u00e7as, como veado, on\u00e7a, porco e outras est\u00e3o se aproximando das margens para beberem \u00e1gua, pois no interior da floresta s\u00f3 existe \u00e1gua nos igarap\u00e9s grandes que n\u00e3o secam. N\u00e3o est\u00e1 havendo mais frutas para os animais comerem. Nos igarap\u00e9s, tamb\u00e9m s\u00e3o pouqu\u00edssimas as frutas para os peixes.<\/em><\/p>\n<p>31\/08 S\u00e3o Roque. As \u00e1guas est\u00e3o descendo muito r\u00e1pido. As pessoas est\u00e3o dizendo que brevemente vai haver um repiquete. As irapucas n\u00e3o est\u00e3o desovando normalmente. Muitas campinas est\u00e3o no n\u00edvel de seca natural para reprodu\u00e7\u00e3o das irapucas, mas est\u00e1 devagar, pois est\u00e3o adivinhando o repiquete. Os animais por serem da natureza, sabem muito mais que n\u00f3s. Esse fen\u00f4meno, s\u00f3 eles s\u00e3o capazes de nos transmitir atrav\u00e9s do que vemos, prestando aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-center\" role=\"group\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-default\">\n<div class=\"field field--name-field-media-image field--type-image field--label-visually_hidden\">\n<div class=\"field__label visually-hidden\">Imagem<\/div>\n<div class=\"field__item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-style-large\" src=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/styles\/large\/public\/2023-10\/RS131026_DSC_5433-lpr.jpg?itok=5KJEdqos\" alt=\"Porto de Carvoeiro, baixo rio Negro, a jusante da foz do rio Caur\u00e9s\" width=\"1200\" height=\"800\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/article><figcaption data-once=\"CameraOnSubtitles\">Porto de Carvoeiro, baixo rio Negro, a jusante da foz do rio Caur\u00e9s<span class=\"camera\">\u00a0\ud83d\udcf7\u00a0<\/span>Aloisio Cabalzar\/ISA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os moradores das comunidades, que observam e manejam cotidiana e continuamente seus ambientes e paisagens, buscam identificar indicadores que possam revelar as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e o fluxo dos ciclos de vida, orientando assim suas atividades na agricultura e na procura de outros alimentos (pesca, ca\u00e7a, coleta de frutos e insetos etc.). Muitos s\u00e3o esses indicadores, e complexas suas inter-rela\u00e7\u00f5es, como mostram os di\u00e1rios dos AIMAs.<\/p>\n<p><em>04\/09 S\u00e3o Roque. O rio est\u00e1 secando muito. Est\u00e3o se multiplicando os dias de aquecimento global. Est\u00e1 com muitos dias que n\u00e3o chove.<\/em><\/p>\n<p>05\/09 S\u00e3o Roque. As \u00e1guas est\u00e3o descendo mais de meio palmo. Hoje foram queimados dois ro\u00e7ados.<\/p>\n<p>08\/09 S\u00e3o Roque. O rio disparou. Est\u00e1 secando muito r\u00e1pido. Estamos com muitos dias de ver\u00e3o, de sol quente. A terra est\u00e1 ressecada. Muita quentura. H\u00e1 lugares em que o a\u00e7a\u00ed verde est\u00e1 caindo do cacho devido a quentura, a falta de umidade da terra. D\u00e1 trovoadas, mas n\u00e3o chove. As noites, bastante estreladas. Quando amanhece, o sol j\u00e1 aparece brilhando. A \u00e1gua do rio n\u00e3o \u00e9 mais fria para tomar banho. \u00c0 noite, s\u00f3 esfria depois das 10h.<\/p>\n<p>10\/09 S\u00e3o Roque. Noite estrelada, e a lua minguante. Amanheceu brilhando. As \u00e1guas descendo mais de um palmo por noite. As irapucas continuam desovando.<\/p>\n<p>11\/09 S\u00e3o Roque. As \u00e1guas desceram quase um palmo. Hoje, \u00e0s 3h da manh\u00e3 come\u00e7ou a trovejar para o nascente. \u00c0s 5h come\u00e7ou vendaval acompanhado de chuva, at\u00e9 as 7h. A chuva passou, mas o dia ficou nublado. \u00c0s 16:30h caiu outra chuva grossa, mas passou logo. As plantas sentiram um al\u00edvio, se recuperando. Uns comunit\u00e1rios arrancaram mandioca para fazerem farinha. N\u00f3s fomos assoalhar a casa de apoio da comunidade.<\/p>\n<p>14\/09 S\u00e3o Roque &#8211; Al\u00e9m da enchente (desse ano) ter sido pequena, a seca est\u00e1 preocupando-nos, moradores. O n\u00edvel da \u00e1gua, na data que estamos, est\u00e1 muito baixo. Nos anos de descida d\u00b4\u00e1gua normal, esse n\u00edvel s\u00f3 ocorre em novembro. Os empres\u00e1rios de pesca esportiva est\u00e3o achando dificuldade de acesso. Esse rio, a calha \u00e9 rasa, e quando seca mais do que esse n\u00edvel, j\u00e1 dificulta transporte at\u00e9 mesmo para pequenos barcos.<\/p>\n<p>Em Bacabal, comunidade do baixo rio Arac\u00e1, o AIMA Francisco Saldanha, registra no dia 27\/09. \u201cNesse ano percebi que o sol est\u00e1 muito quente, demais; tamb\u00e9m percebi que o rio est\u00e1 secando muito, e sua \u00e1gua est\u00e1 muito quente.\u201d<\/p>\n<h5>Observa\u00e7\u00f5es e previs\u00f5es<\/h5>\n<figure class=\"caption caption-drupal-media align-center\" role=\"group\"><figcaption data-once=\"CameraOnSubtitles\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na primeira semana de outubro foi realizada uma oficina entre Agentes Ind\u00edgena de Manejo Ambiental (AIMAs), equipe do Instituto Socioambiental (ISA) e lideran\u00e7as da Associa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena de Barcelos (ASIBA) e da Coordenadoria da Associa\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do M\u00e9dio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN\/FOIRN) para discutir justamente os resultados de pesquisas sobre os impactos dos inc\u00eandios de 2015 e 2016 na economia das comunidades ind\u00edgenas e nas paisagens que passaram pelos inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Depois do ocorrido, esse grupo se debru\u00e7ou para entender melhor aquele fen\u00f4meno intenso e suas consequ\u00eancias &#8211; conversando e entrevistando os moradores e observando o ambiente em suas atividades cotidianas de manejo &#8211; agricultura, pesca, coleta de frutos, ca\u00e7a, tamb\u00e9m nas viagens.<\/p>\n<p>Como vimos nas cita\u00e7\u00f5es dos di\u00e1rios, aquela primeira semana de outubro sucedia mais de um m\u00eas de ver\u00e3o intenso, com altas temperaturas e pouqu\u00edssima chuva, o que inspirou compara\u00e7\u00f5es entre o atual ver\u00e3o e aquele de anos atr\u00e1s.\u00a0Tamb\u00e9m corriam not\u00edcias dos primeiros inc\u00eandios florestais na regi\u00e3o, aumentando a ansiedade.<\/p>\n<p>A estiagem na Amaz\u00f4nia est\u00e1 intensa em 2023, levando a uma acentuada vazante dos rios da por\u00e7\u00e3o ocidental dessa bacia hidrogr\u00e1fica, com registros de seus mais baixos n\u00edveis j\u00e1 registrados no Amazonas e em v\u00e1rios de seus principais afluentes. No porto de Manaus, o n\u00edvel do Rio Negro atingiu um metro abaixo do recorde de 2010, at\u00e9 ent\u00e3o o mais baixo na s\u00e9rie iniciada em 1904. Puxada inicialmente pelo rio Solim\u00f5es, a vazantes j\u00e1 se mostra significativa no Rio Negro.<\/p>\n<p>No come\u00e7o de outubro, os barcos de passageiros (recreios) pararam de fazer viagens rio acima, partindo de Manaus para as cidades do Rio Negro; os barcos e balsas de transporte de carga subiam lentamente, com not\u00edcias frequentes de barcos encalhados. Esse fato\u00a0dificultou a navega\u00e7\u00e3o de maior calado, respons\u00e1vel pelo abastecimento das cidades ribeirinhas a partir de Manaus.<\/p>\n<p>Um problema j\u00e1 sentido \u00e9 o desabastecimento de combust\u00edvel e os apag\u00f5es em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, j\u00e1 que o diesel \u00e9 usado para gera\u00e7\u00e3o de energia pelas termel\u00e9tricas locais.<\/p>\n<p>Em Barcelos, a temporada de pesca esportiva teve in\u00edcio em setembro. Rios mais secos s\u00e3o prop\u00edcios \u00e0 captura, j\u00e1 que os peixes se concentram onde h\u00e1 \u00e1gua, mas barcos de turismo, que tamb\u00e9m servem como hospedagem dos pescadores, tamb\u00e9m come\u00e7aram a encalhar.<\/p>\n<p>A forte seca no Rio Negro em 2023 j\u00e1 estava prevista em raz\u00e3o do El Ni\u00f1o, fen\u00f4meno que leva ao aquecimento das \u00e1guas do oceano Pac\u00edfico pr\u00f3ximo \u00e0 costa equatorial da Am\u00e9rica do Sul, afetando as correntes mar\u00edtimas e atmosf\u00e9ricas, alterando o regime de chuvas em v\u00e1rias partes do planeta. O aquecimento global potencializa seus efeitos, acarretando maiores riscos para a vida.<\/p>\n<p>A segunda semana de outubro trouxe al\u00edvio em Barcelos e regi\u00e3o por chuvas intensas, que amenizaram as altas temperaturas e tornaram o ambiente menos inflam\u00e1vel, contendo os inc\u00eandios. Mas o rio ainda seguiu secando. Rio acima, em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, o Rio Negro s\u00f3 voltou a subir no dia 17 e, em Barcelos, no dia 23.<\/p>\n<p>A seca, no entanto, ainda n\u00e3o parece ter cedido bem, formadores do Alto Rio Negro, como o Tiqui\u00e9, voltaram a vazar na \u00faltima semana de outubro. A esta\u00e7\u00e3o seca nessa regi\u00e3o geralmente \u00e9 mais intensa nos primeiros meses do ano, quando os rios alcan\u00e7am suas cotas m\u00ednimas. Neste ano, j\u00e1 aconteceram muitos dias sem chover em setembro e outubro, trazendo d\u00favidas de como ser\u00e3o os pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<h5>Ficha T\u00e9cnica:<\/h5>\n<p>AIMAs de Barcelos:<br \/>\nClarindo Campos<br \/>\nEzequias da Costa Pereira<br \/>\nMaria Yrineia Bras\u00e3o<br \/>\nAdelane Brand\u00e3o Marat<br \/>\nFrancisco Saldanha da Silva<br \/>\nRodrigo da Silva Gomes<\/p>\n<p>Equipe ISA:<br \/>\nAloisio Cabalzar<br \/>\nDanilo Parra<br \/>\nRenata Alves<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"node\">\n<div class=\"related\">\n<div class=\"container\">Fonte: ISA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lideran\u00e7as e pesquisadores ind\u00edgenas mostram preocupa\u00e7\u00e3o que se repita o desastre dos inc\u00eandios entre 2015 e 2016 No per\u00edodo de ver\u00e3o entre 2015 e 2016 na regi\u00e3o de Barcelos, no Amazonas, a seca prolongada propiciou muitos inc\u00eandios florestais, que se estenderam por ro\u00e7as no entorno&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9092,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,19,35,2],"tags":[1793],"class_list":["post-9085","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonas","category-area-2","category-meio-ambiente","category-slideshow","tag-amazonas-arido"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9085","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9085"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9085\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9093,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9085\/revisions\/9093"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9085"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9085"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9085"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}