{"id":9220,"date":"2024-02-28T21:24:04","date_gmt":"2024-02-29T00:24:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=9220"},"modified":"2024-02-28T21:24:04","modified_gmt":"2024-02-29T00:24:04","slug":"nenhuma-parte-da-amazonia-esta-segura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/nenhuma-parte-da-amazonia-esta-segura\/","title":{"rendered":"\u201cNenhuma parte da Amaz\u00f4nia est\u00e1 segura\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Coautor de estudo sugerindo que metade da floresta pode colapsar em meados do s\u00e9culo diz que s\u00f3 zerar desmatamento n\u00e3o basta se aquecimento global n\u00e3o for contido<\/p>\n<p>A revista cient\u00edfica\u00a0<i>Nature<\/i>\u00a0trouxe nesta semana em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/nature\/volumes\/626\/issues\/7999\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">sua capa<\/a>\u00a0um petardo: um estudo liderado por pesquisadores brasileiros sugere que, at\u00e9 2050, algo entre 10% e 47% da floresta amaz\u00f4nica estar\u00e1 exposta a perturba\u00e7\u00f5es que podem rapidamente desencadear seu colapso.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 possivelmente o mais completo publicado at\u00e9 agora sobre o temido \u201cponto de virada\u201d da Amaz\u00f4nia, o momento a partir do qual o bioma deixa de ser uma floresta e vira uma mix\u00f3rdia de ecossistemas mais parecidos com uma savana empobrecida. Al\u00e9m da trag\u00e9dia para a biodiversidade, essa transi\u00e7\u00e3o seria uma cat\u00e1strofe para o clima, j\u00e1 que a Amaz\u00f4nia estoca, em suas \u00e1rvores e em seu solo, o equivalente a uma d\u00e9cada de emiss\u00f5es humanas de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>Um grupo de 24 pesos-pesados da ci\u00eancia ambiental (que inclui um dos proponentes originais da ideia do colapso amaz\u00f4nico, o paulista Carlos Nobre) liderados por Marina Hirota e Bernardo Flores, ambos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), fez um mapa detalhado das \u00e1reas amaz\u00f4nicas hoje expostas a perturba\u00e7\u00f5es diversas \u2013 desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o, queimadas, inc\u00eandios e fragmenta\u00e7\u00e3o \u2013 e o cruzou com informa\u00e7\u00f5es de modelos clim\u00e1ticos usados pelo IPCC, o painel do clima da ONU.<\/p>\n<p>Eles conclu\u00edram que existe um n\u00famero m\u00e1gico na hidrologia da regi\u00e3o: 1.800. Essa \u00e9, em mil\u00edmetros, a quantidade de chuva por ano de que a floresta precisa para se manter floresta. A combina\u00e7\u00e3o entre degrada\u00e7\u00e3o e secas induzidas pela crise clim\u00e1tica est\u00e1 empurrando vastas por\u00e7\u00f5es da floresta para a zona abaixo dos 1.800 mil\u00edmetros. Quando isso acontece, a mata entra num estado chamado de \u201cbi-est\u00e1vel\u201d, no qual qualquer peteleco pode empurrar todo o ecossistema para o colapso, dando lugar a outro tipo de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o acho que tem uma parte da Amaz\u00f4nia que est\u00e1 segura, n\u00e3o\u201d, disse\u00a0 Flores. \u201cPorque muita gente considera que parte da Amaz\u00f4nia vai ficar. Quanto mais se perder da Amaz\u00f4nia, mais a gente pode perder outras partes da Amaz\u00f4nia\u201d, prosseguiu.<\/p>\n<p>O ec\u00f3logo, um carioca nascido na Bahia e radicado em Florian\u00f3polis, falou ao OC sobre a pesquisa \u2013 e o quadro assustador que ela delineia.<\/p>\n<p>Leia a entrevista. (<b>CLAUDIO ANGELO<\/b>)<\/p>\n<p><b>Nos \u00faltimos anos a ideia de um ponto de virada para a Amaz\u00f4nia vinha ganhando for\u00e7a em uma s\u00e9rie de trabalhos cient\u00edficos. O que esse novo estudo acrescenta \u00e0 hip\u00f3tese?<\/b><\/p>\n<p>O que havia antes eram trabalhos bem mais simplificados do sistema amaz\u00f4nico, que olhavam para uma vari\u00e1vel. A gente tinha principalmente trabalhos baseados em modelos simulando como a vegeta\u00e7\u00e3o iria responder a alguns fatores de estresse. Alguns desses modelos olhavam principalmente para o aquecimento global, como ele modifica o clima amaz\u00f4nico. Um pequeno grupo de modelos apontava o colapso de partes da floresta na por\u00e7\u00e3o sul e leste e um pequeno grupo previa um colapso de larga escala, um\u00a0<i>dieback<\/i>, baseado na rela\u00e7\u00e3o entre chuva e floresta. Florestas produzem chuva e chuvas mant\u00eam florestas. Quando voc\u00ea perde floresta voc\u00ea perde chuva e come\u00e7a um ciclo de mortalidade que se acelera, e o\u00a0<i>tipping point<\/i>\u00a0(ponto de virada) era quando se acelerava essa perda.<\/p>\n<p>Outra linha veio com o Carlos Nobre nos anos 1990 e olhou para a perda de floresta a partir do desmatamento, que causava a mesma coisa. Em 2016, a partir de um modelo, eles encontraram esses 20% de desmatamento que poderiam iniciar um ponto de n\u00e3o retorno. Depois artigos de opini\u00e3o come\u00e7aram a dar muita visibilidade para a quest\u00e3o do desmatamento. No per\u00edodo do governo Bolsonaro teve\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03629-6.epdf?no_publisher_access=1&amp;r3_referer=nature\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">o trabalho<\/a>\u00a0da Luciana Gatti [que mostrou, em 2021, que partes da floresta j\u00e1 s\u00e3o emissoras l\u00edquidas de carbono].<\/p>\n<p>A gente sabia que precisava fazer esse trabalho, porque tem muita coisa a entender sobre o colapso da Amaz\u00f4nia. E junto com a Marina Hirota lideramos o cap\u00edtulo do primeiro\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-publicacoes\/-\/publicacao\/1134618\/science-panel-for-the-amazon-amazon-assessment-report-2021-executive-summary\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Painel Cient\u00edfico da Amaz\u00f4nia<\/a>, publicado em 2021, que tinha esse tema. Tivemos a ideia de transform\u00e1-lo num artig\u00e3o, e evolu\u00edmos muito em cima daquele cap\u00edtulo. Aplicamos o que n\u00f3s conhec\u00edamos de sistemas din\u00e2micos e\u00a0<i>tipping points<\/i>\u00a0no sistema amaz\u00f4nico. E descobrimos v\u00e1rias lacunas de conhecimento.<\/p>\n<p><b>Por exemplo?<\/b><\/p>\n<p>Por exemplo, qual \u00e9 o papel da fertiliza\u00e7\u00e3o de CO2\u00a0da atmosfera na floresta [a hip\u00f3tese de que mais g\u00e1s carb\u00f4nico no ar aumentaria a fotoss\u00edntese, portanto poderia contrabalan\u00e7ar alguns efeitos da crise clim\u00e1tica]. Os modelos dizem que ela aumenta a resili\u00eancia, mas\u2026<\/p>\n<p><b>\u2026n\u00e3o foi isso o que foi verificado, n\u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Pode ir para um lado ou para o outro, depende da escala. Mas a gente n\u00e3o sabe. Pode aumentar a efici\u00eancia fotossint\u00e9tica e a floresta crescer mais r\u00e1pido, mas tamb\u00e9m morrer mais r\u00e1pido. Isso pode fazer com que ela emita mais CO2\u00a0do que estoque. Pode aumentar a efici\u00eancia do uso da \u00e1gua, mas ela pode transpirar menos e reciclar menos chuva. A\u00ed tem a heterogeneidade: como cada peda\u00e7o de floresta resiste a secas? Como eles responderiam se houvesse seca? O oeste da Amaz\u00f4nia \u00e9 super vulner\u00e1vel a secas, mas nunca vivencia secas. E se for exposto? A gente n\u00e3o sabe. Estamos come\u00e7ando a entender o papel da hidrologia. A outra coisa s\u00e3o os dist\u00farbios, pouca gente olha para eles interagindo. Como voc\u00ea combina calor com seca, com fogo, com extra\u00e7\u00e3o de madeira e efeito de borda. O que isso faz com a floresta? Esses efeitos s\u00e3o sin\u00e9rgicos? Os modelos precisam incorporar esses fatores, al\u00e9m da diversidade [biol\u00f3gica]. A maioria deles trata a Amaz\u00f4nia como uma monocultura quase.<\/p>\n<p><b>No come\u00e7o dos anos 2000 surgiu a hip\u00f3tese de um colapso de grande escala da Amaz\u00f4nia, o\u00a0<\/b><b><i>dieback<\/i><\/b><b>, no qual o aquecimento global causaria morte maci\u00e7a de \u00e1rvores. Mas os modelos n\u00e3o corroboraram isso na escala proposta. Por que n\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>Faz sentido os modelos n\u00e3o encontrarem o\u00a0<i>dieback<\/i>, porque eles consideram que a Amaz\u00f4nia est\u00e1 sendo estressada s\u00f3 por seca. E no passado a floresta vivenciou seca e continuou l\u00e1. Mas n\u00e3o \u00e9 isso o que est\u00e1 acontecendo. E os modelos s\u00e3o extremamente simplistas. Eles consideram, por exemplo, a fertiliza\u00e7\u00e3o do CO2\u00a0como um efeito positivo e pode ser que isso n\u00e3o exista. Eles n\u00e3o consideram desmatamento, n\u00e3o consideram fogo. Para mim o exemplo mais marcante \u00e9 o inc\u00eandio de 1998 em Roraima, que queimou uma \u00e1rea gigante de floresta. No Xingu tem havido inc\u00eandios tamb\u00e9m. Esses inc\u00eandios v\u00e3o come\u00e7ar a transformar a paisagem amaz\u00f4nica. Mas pode ser tamb\u00e9m que n\u00e3o tenha um\u00a0<i>dieback<\/i>, ou que ele seja gradual.<\/p>\n<p><b>Esse trabalho de voc\u00eas parece corroborar o\u00a0<\/b><b><i>dieback<\/i><\/b><b>, n\u00e3o? Voc\u00eas dizem que quase metade da floresta pode mudar de estado. Como \u00e9 isso?<\/b><\/p>\n<p>A gente identificou tr\u00eas tipos de ecossistemas que passariam a dominar a paisagem amaz\u00f4nica. As observa\u00e7\u00f5es atuais mostram o que aconteceu onde houve perturba\u00e7\u00e3o e a gente juntou isso em tr\u00eas grandes tipos: primeiro, florestas degradadas. Nem todas as partes da Amaz\u00f4nia perturbadas viram \u00e1reas abertas. Isso tem a ver com limiares cr\u00edticos de chuva. Onde voc\u00ea tem mais de 1.800 mil\u00edmetros de chuva por ano, a tend\u00eancia \u00e9 que a floresta volte e se mantenha como floresta. S\u00f3 que n\u00e3o necessariamente ser\u00e1 a mesma floresta. Chamamos isso de floresta degradada. Mesmo essas florestas podem ficar aprisionadas num estado de vegeta\u00e7\u00e3o aberta, se houver muita frequ\u00eancia de fogo. O segundo tipo s\u00e3o \u00e1reas abertas, com poucas \u00e1rvores, gram\u00edneas invasoras ex\u00f3ticas. H\u00e1 ali \u00e1rvores t\u00edpicas de floresta, mas que toleram fogo, ent\u00e3o o ecossistema fica hiper-inflam\u00e1vel. E fica aprisionado nesse estado hiper-degradado, que \u00e9 o pior de todos. E que provavelmente vai dominar a paisagem nas regi\u00f5es mais secas da Amaz\u00f4nia, onde tem menos de 1.800 mil\u00edmetros de chuva por ano. O terceiro s\u00e3o as savanas de areia branca, que j\u00e1 est\u00e3o se expandindo onde as gram\u00edneas invasoras n\u00e3o chegam, com \u00e1rvores nativas t\u00edpicas de savana. E a gente j\u00e1 viu no m\u00e9dio Rio Negro que isso acontece muito r\u00e1pido.<\/p>\n<p><b>Voc\u00eas falam em sistema bi-est\u00e1vel. O que \u00e9 isso?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 uma floresta que parece que est\u00e1 \u00f3tima. Mas ela \u00e9 pouco est\u00e1vel, ela tem um estado alternativo. Se voc\u00ea tem uma floresta uniest\u00e1vel, se ela tem mais de 1.800 mil\u00edmetros de chuva por ano, voc\u00ea tem s\u00f3 um estado de equil\u00edbrio. Quando voc\u00ea tem uma regi\u00e3o bi-est\u00e1vel, pode ter dois atratores: alta cobertura de \u00e1rvores e baixa cobertura de \u00e1rvores. Se voc\u00ea perturba essas florestas elas podem ficar aprisionadas num estado de baixa cobertura de \u00e1rvores. N\u00f3s mapeamos onde hoje \u00e9 bi-est\u00e1vel e projetamos com base nas tend\u00eancias de mudan\u00e7a de chuva, significativas nos \u00faltimos 40 anos, onde vai ficar bi-est\u00e1vel em 2050 e comparamos com as proje\u00e7\u00f5es dos modelos usados pelo IPCC. Conclu\u00edmos que 10% da Amaz\u00f4nia t\u00eam mais de tr\u00eas dist\u00farbios somados e alta chance de sofrer uma transi\u00e7\u00e3o, e 47% tem mais de um. Isso aumenta a chance de o ecossistema ter uma transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Adianta s\u00f3 zerar desmatamento a esta altura?<\/b><\/p>\n<p>Acho que n\u00e3o. Est\u00e1 ficando feia a coisa. Se a gente zerar desmatamento e o [aquecimento global] continuar se intensificando, talvez a gente nem consiga zerar o desmatamento porque vai queimar para todo lado e a gente vai perder o controle. Precisa ser uma a\u00e7\u00e3o global para reduzir drasticamente as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e uma a\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica entre os pa\u00edses para zerar desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o e expandir a restaura\u00e7\u00e3o. Porque, quanto mais floresta a Amaz\u00f4nia tiver, da extens\u00e3o original do bioma, mais resiliente o sistema vai ser. Mas mesmo assim n\u00e3o sei se \u00e9 o suficiente.<\/p>\n<p><b>Te assustou o resultado?<\/b><\/p>\n<p>A gente vai descobrindo as coisas aos poucos. Mas eu acho assustador olhar para esses n\u00fameros e pensar que em 30 anos se a gente n\u00e3o resolver a floresta pode iniciar\u2026 muitos cientistas podem n\u00e3o concordar com essa ideia porque s\u00e3o sistemas t\u00e3o gigantes. Mas quando a gente trabalha com sistemas din\u00e2micos e observa v\u00e1rios exemplos no mundo de sistemas que se transformam abruptamente\u2026 a gente t\u00e1 vendo como os recifes de coral da Austr\u00e1lia est\u00e3o respondendo ao aquecimento das \u00e1guas. A Amaz\u00f4nia vai come\u00e7ar a responder assim. A gente viu agora este ano (2023), foi um \u00f3timo exemplo do que est\u00e1 por vir. Eu acho muito assustadora a possibilidade de um colapso de grande escala da Amaz\u00f4nia. Mesmo eu tendo gradualmente constru\u00eddo entendimento, \u00e9 assustador. \u00c9 muito pouco tempo pra gente reagir. Porque depois que a gente cruzar esse ponto de n\u00e3o-retorno vai ficar quase imposs\u00edvel controlar a perda de florestas, o sistema vai se auto-organizar rumo ao colapso.<\/p>\n<p><b>O que \u00e9 o ponto de n\u00e3o-retorno, afinal?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 o ponto em que a perda de florestas come\u00e7a a se acelerar. Eu n\u00e3o acho que tem uma parte da Amaz\u00f4nia que est\u00e1 segura, n\u00e3o. Porque muita gente considera que parte da Amaz\u00f4nia vai ficar. Quanto mais se perder da Amaz\u00f4nia, mais a gente pode perder outras partes da Amaz\u00f4nia. H\u00e1 partes da Amaz\u00f4nia que n\u00e3o dependem tanto da reciclagem de chuva e que v\u00e3o receber muita chuva direto do Atl\u00e2ntico. Mas mesmo assim voc\u00ea tem fatores\u2026 \u00e9 uma intera\u00e7\u00e3o com o planeta. Por exemplo: a gente n\u00e3o sabe como vai ser nos outros pa\u00edses. A Col\u00f4mbia agora t\u00e1 desmatando muito, voc\u00ea tem minera\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o de estradas. E al\u00e9m disso, acabou de sair na\u00a0<i>Science Advances<\/i>\u00a0um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.adk1189\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">trabalho<\/a>\u00a0mostrando que a circula\u00e7\u00e3o meridional do Atl\u00e2ntico (Amoc) est\u00e1 se aproximando de um colapso. E um dos efeitos poss\u00edveis do colapso da Amoc \u00e9 tornar o norte da Amaz\u00f4nia mais vulner\u00e1vel ao colapso. H\u00e1 evid\u00eancias no passado de que quando a Amoc colapsou o norte da Amaz\u00f4nia ficou mais seco. Acho que a gente tem que considerar todos os cen\u00e1rios poss\u00edveis de at\u00e9 onde pode ir esse problema e reagir de acordo com o risco.<\/p>\n<p>Fonte: Observat\u00f3rio do Clima<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coautor de estudo sugerindo que metade da floresta pode colapsar em meados do s\u00e9culo diz que s\u00f3 zerar desmatamento n\u00e3o basta se aquecimento global n\u00e3o for contido A revista cient\u00edfica\u00a0Nature\u00a0trouxe nesta semana em\u00a0sua capa\u00a0um petardo: um estudo liderado por pesquisadores brasileiros sugere que, at\u00e9 2050,&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9221,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26,27,28,19,35,31,32,33,2],"tags":[717],"class_list":["post-9220","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acre","category-amapa","category-amazonas","category-area-2","category-meio-ambiente","category-para","category-rondonia","category-roraima","category-slideshow","tag-biodiversidade-ameacada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9222,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9220\/revisions\/9222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}