{"id":9243,"date":"2024-03-20T21:29:33","date_gmt":"2024-03-21T00:29:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=9243"},"modified":"2024-05-14T12:01:43","modified_gmt":"2024-05-14T15:01:43","slug":"nova-epidemia-de-branqueamento-ja-atinge-corais-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/nova-epidemia-de-branqueamento-ja-atinge-corais-no-brasil\/","title":{"rendered":"Nova epidemia de branqueamento j\u00e1 atinge corais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Seis de sete \u00e1reas monitoradas est\u00e3o sob alerta; situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave em Maracaja\u00fa e Todos os Santos, no Nordeste, com risco de mortalidade de recifes<\/p>\n<div>\n<p>Os corais brasileiros enfrentam mais uma onda de branqueamento devido ao aquecimento anormal do mar neste ano. Dados compilados pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/coralreefwatch.noaa.gov\/product\/vs\/timeseries\/brazil.php#fernando_de_noronha\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\"><i>Coral Reef Watch<\/i><\/a>, da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos EUA (Noaa), apontam que, de sete \u00e1reas de recifes brasileiros monitoradas, seis est\u00e3o com algum tipo de alerta de branqueamento neste m\u00eas.<\/p>\n<p>Maracaja\u00fa, no Rio Grande do Norte, e Todos os Santos, na Bahia,\u00a0 j\u00e1 apresentam alerta de\u00a0<a href=\"https:\/\/coralreefwatch.noaa.gov\/product\/5km\/methodology.php\" target=\"_blank\" rel=\"external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">n\u00edvel 2<\/a>, o que significa que h\u00e1 um risco de branqueamento em todo o recife com mortalidade de corais sens\u00edveis ao calor. Nas duas regi\u00f5es, a temperatura da superf\u00edcie do mar alcan\u00e7a 30\u00b0C, conforme mostram os gr\u00e1ficos abaixo. A temperatura est\u00e1 acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica para mar\u00e7o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-22362\" src=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/todos_os_santos-e1710801650791.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" srcset=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/todos_os_santos-e1710801650791.jpg 960w, https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/todos_os_santos-e1710801650791-300x143.jpg 300w, https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/todos_os_santos-e1710801650791-768x367.jpg 768w\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"459\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-22364 size-full\" src=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/maracajau-e1710801610505.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" srcset=\"https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/maracajau-e1710801610505.jpg 960w, https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/maracajau-e1710801610505-300x141.jpg 300w, https:\/\/www.oc.eco.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/maracajau-e1710801610505-768x362.jpg 768w\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"452\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maracaja\u00fa tamb\u00e9m teve alerta 2 entre mar\u00e7o e maio de 2020, enquanto Todos os Santos emitiu o mesmo alerta em abril de 2022, em mar\u00e7o e abril de 2020, de mar\u00e7o a maio de 2019 e em abril e maio de 2016.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente tem agora s\u00e3o eventos de anomalias t\u00e9rmicas fortes, duradouros e frequentes. E em um cen\u00e1rio em que a gente observa recordes [de temperatura] batidos\u201d, comenta Beatrice Padovani, ocean\u00f3grafa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).<\/p>\n<p>O branqueamento ocorre quando a \u00e1gua permanece aquecida de forma anormal para o ambiente com frequ\u00eancia, o que faz com que as algas chamadas zooxantelas, que vivem em simbiose com os corais, se desapeguem deles. S\u00e3o elas que contribuem para a colora\u00e7\u00e3o e a alimenta\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Segundo a Noaa, o mundo ter\u00e1 neste ano a quarta pandemia de branqueamento, que dever\u00e1 atingir todo o hemisf\u00e9rio Sul. A Grande Barreira de Coral da Austr\u00e1lia, considerada o maior organismo vivo do mundo, tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 branqueando. Fen\u00f4menos globais aconteceram em anos de El Ni\u00f1o: 1997\/98, 2010 e 2016\/17. Mas surtos locais de branqueamento v\u00eam ocorrendo no Brasil com mais frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Apresentaram alerta de n\u00edvel 1, risco de branqueamento em todo o recife, Fernando de Noronha, Costa dos Corais, Abrolhos e Trindade e Martins Vaz, j\u00e1 avan\u00e7ando pelo Sudeste do Brasil. Todos tiveram algum tipo de alerta de branqueamento nos \u00faltimos anos. A Costa dos Corais, por exemplo, teve alertas de n\u00edvel 1 e 2 em 2019 e 2020. Em 2017 e 2022, houve alertas somente de n\u00edvel 1. As imagens abaixo mostram o branqueamento atual identificado na regi\u00e3o de Tamandar\u00e9 (Pernambuco), que faz parte da Costa dos Corais.<\/p>\n<p><iframe id=\"instagram-embed-0\" class=\"instagram-media instagram-media-rendered\" src=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C4bQc5UpYVW\/embed\/captioned\/?cr=1&amp;v=14&amp;wp=540&amp;rd=https%3A%2F%2Fwww.oc.eco.br&amp;rp=%2Fnova-epidemia-de-branqueamento-ja-atinge-corais-no-brasil%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A1961.2000000178814%2C%22ls%22%3A1425%2C%22le%22%3A1954.9000000059605%7D\" height=\"1248\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-instgrm-payload-id=\"instagram-media-payload-0\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u201c[Os recifes de coral] s\u00e3o ecossistemas sens\u00edveis a essas anomalias. E o que eles est\u00e3o nos dando \u00e9 um alerta importante do que est\u00e1 acontecendo com a temperatura na terra e no mar. E tem mil outros: epidemia de dengue \u00e9 um alerta, trag\u00e9dias de grandes enchentes. S\u00e3o v\u00e1rios alertas que trazem um cen\u00e1rio superpreocupante\u201d, diz Padovani. Neste ano, somente a \u00e1rea de B\u00fazios n\u00e3o apresentou alertas 1 ou 2.<\/p>\n<p>As diferentes esp\u00e9cies de corais, no entanto, n\u00e3o branqueiam ao mesmo tempo. \u201cExiste uma heterogeneidade. \u00c9 nela que est\u00e1 a esperan\u00e7a de como vamos trabalhar essa resili\u00eancia, essa recupera\u00e7\u00e3o. Isso porque existe um processo din\u00e2mico dos corais\u201d, diz Padovani.<\/p>\n<p>As estruturas dos corais saud\u00e1veis s\u00e3o importantes para outras esp\u00e9cies marinhas, como peixes. A beleza das cores atrai turistas. Portanto, perder corais prejudica a pesca e o turismo. Os recifes de coral tamb\u00e9m vivem em associa\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios outros ecossistemas costeiros. Casos dos manguezais, que s\u00e3o importantes para a absor\u00e7\u00e3o de carbono, e das restingas, que \u201cseguram\u201d as dunas, a areia. \u201cEnt\u00e3o, tem todo um contexto que se desequilibra [por causa do impacto negativo contra os corais]\u201d, ressalta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Padovani explica que os corais tamb\u00e9m sofrem com toda a press\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o marinha. \u201c\u00c9 como foi na pandemia de Covid-19, qualquer fragilidade na sa\u00fade poderia agravar os efeitos da doen\u00e7a. Para os recifes de coral \u00e9 a mesma coisa. Quando esse tipo de crise chega em um ambiente impactado onde os peixes n\u00e3o est\u00e3o saud\u00e1veis, onde a \u00e1gua do mar tem mat\u00e9ria org\u00e2nica [como esgoto], fica mais dif\u00edcil para os corais se recuperarem\u201d, diz.<\/p>\n<p>Fonte: Observat\u00f3rio do Clima &#8211; Por <b>PRISCILA PACHECO<\/b><\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis de sete \u00e1reas monitoradas est\u00e3o sob alerta; situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave em Maracaja\u00fa e Todos os Santos, no Nordeste, com risco de mortalidade de recifes Os corais brasileiros enfrentam mais uma onda de branqueamento devido ao aquecimento anormal do mar neste ano. 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