{"id":9431,"date":"2024-11-19T21:39:30","date_gmt":"2024-11-20T00:39:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/?p=9431"},"modified":"2024-11-19T21:39:30","modified_gmt":"2024-11-20T00:39:30","slug":"areas-marinhas-protegidas-preservando-a-sociobiodiversidade-e-combatendo-as-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldaamazonialegal.com.br\/site\/areas-marinhas-protegidas-preservando-a-sociobiodiversidade-e-combatendo-as-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"\u00c1reas Marinhas Protegidas: preservando a sociobiodiversidade e combatendo as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p>As \u00c1reas Marinhas Protegidas (AMPs) s\u00e3o \u00e1reas delimitadas na zona costeira e marinha com objetivo de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e dos recursos naturais presentes nelas. Na era das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, elas t\u00eam ainda o papel de ajudar a construir resili\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o para reduzir os efeitos dessas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Para se ter uma no\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia dessas \u00e1reas para a biodiversidade e a sa\u00fade do Oceano, um relat\u00f3rio divulgado recentemente pela UNESCO afirma que mais de 70% das esp\u00e9cies marinhas amea\u00e7adas buscam algum tipo de abrigo em AMPs.<\/p>\n<p>Existem diferentes categorias de \u00e1reas protegidas, e as regras sobre o que pode ou n\u00e3o ser feito nelas varia bastante. Nas Unidades de Prote\u00e7\u00e3o Integral, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 permitido nenhum tipo de atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Nos Parques Nacionais, pode haver uso p\u00fablico, como o turismo ecol\u00f3gico. J\u00e1 nas Reservas Extrativistas (Resex), h\u00e1 uma colabora\u00e7\u00e3o com os povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais (PCTs) que vivem dentro da unidade na gest\u00e3o de atividades econ\u00f4micas como a pesca regulada e n\u00e3o predat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Criar e gerir AMPs reconhecendo o papel dos PCTs para sua implementa\u00e7\u00e3o e efic\u00e1cia \u00e9 uma estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o que simultaneamente preserva a biodiversidade e apoia os meios de subsist\u00eancia, protegendo assim a sociobiodiversidade.<\/p>\n<p>Atualmente, apenas cerca de 9% do Oceano est\u00e1 protegido, e a maioria dos parques e reservas marinhas existentes \u00e9 mal administrada ou n\u00e3o \u00e9 cuidada.<\/p>\n<p>No Brasil s\u00e3o 26,5%, o equivalente a 965.373 km\u00b2, criadas de forma inconsistente e pouco integrada, com uma lacuna em termos de efetividade. S\u00e3o 195 AMPs, sendo 39% classificadas como de Prote\u00e7\u00e3o Integral e 60,91% como \u00c1reas de Uso Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A porcentagem total dessas \u00e1reas era de somente 1,6% at\u00e9 2018, quando foram criadas as AMPs dos arquip\u00e9lagos de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo e Trindade &amp; Martim Vaz. Por\u00e9m, para que o pa\u00eds atinja os 30% acordados no Marco Global da Biodiversidade, \u00e9 preciso trabalhar na implementa\u00e7\u00e3o e no aumento da efetividade das \u00e1reas que existem, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas, considerando a conectividade entre elas \u2013 j\u00e1 que hoje ainda est\u00e3o bastante isoladas \u2013 e uma representatividade maior de habitats.<\/p>\n<p>O WWF-Brasil atua na cria\u00e7\u00e3o, na implementa\u00e7\u00e3o e na valoriza\u00e7\u00e3o das \u00c1reas Marinhas Protegidas. Na frente de cria\u00e7\u00e3o, s\u00e3o feitos novos estudos para a gera\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre as \u00e1reas priorit\u00e1rias que podem vir a se tornar AMPs, al\u00e9m das estrat\u00e9gias de incid\u00eancia nacional e internacional, mapeando oportunidades e parceiros para as a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Atualmente, s\u00e3o trabalhados dois territ\u00f3rios priorit\u00e1rios, onde h\u00e1 alta biodiversidade e que aumentar\u00e3o a representatividade de habitats e conectividade entre AMPs: os montes submarinos da cadeia de Fernando de Noronha e Cadeia Norte Brasileira e a regi\u00e3o dos Abrolhos, o ponto de maior biodiversidade do Atl\u00e2ntico Sul inteiro.<\/p>\n<p>Em termos de valoriza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas existentes, o WWF-Brasil trabalha na transforma\u00e7\u00e3o das AMPs em ativos de desenvolvimento territorial, trabalhando com gestores e comunidades locais para promover atividades tur\u00edsticas, inova\u00e7\u00e3o, engajamento social e empreendedorismo.<\/p>\n<p>J\u00e1 na implementa\u00e7\u00e3o, s\u00e3o trabalhadas a capacita\u00e7\u00e3o para gestores de \u00e1reas protegidas, apoio \u00e0s comunidades locais e tradicionais em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o de uso sustent\u00e1vel, discuss\u00e3o de mecanismos financeiros, entre outras atividades.<\/p>\n<p>WWF Brasil<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As \u00c1reas Marinhas Protegidas (AMPs) s\u00e3o \u00e1reas delimitadas na zona costeira e marinha com objetivo de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e dos recursos naturais presentes nelas. 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